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Os Adversários Ajudaram

Quando José de Arimateia e Nicodemos enterraram o corpo de Jesus, duas mulheres estavam presentes e se prepararam para voltar ao local do sepultamento para terminar o processo de embalsamento do corpo. Os inimigos responsáveis pela morte de Jesus, porém, estavam preocupados com a possibilidade de outros visitantes virem ao sepulcro. Imaginavam que os seguidores de Jesus poderiam tirar o corpo e alegar que o mesmo tivesse ressuscitado, como ele mesmo falou que faria. Se o túmulo fosse deixado sem ninguém para observar, os simpatizantes de Jesus poderiam forjar evidências e criar um mito da ressurreição.

Os líderes dos judeus não queriam correr esse risco, e rapidamente chegaram a uma solução. Foram falar com o governador, Pilatos, e pediram que ele colocasse guardas no túmulo para evitar tal crime de engano. Ele disponibilizou uma escolta de soldados treinados, para guardar o túmulo (Mateus 27:65). Parece que Pilatos deixou esses soldados à disposição dos próprios líderes judeus, homens com motivação forte para prevenir qualquer tipo de fraude por parte dos discípulos de Jesus. O túmulo foi fechado com uma pedra pesada, selado (lacrado) e guardado pelos soldados (Mateus 27:66).

No terceiro dia, o túmulo estava vazio. É especialmente interessante observar que nem os inimigos de Jesus negaram esse fato. Subornaram os guardas para dizer que os discípulos haviam roubado o corpo, mas não ofereceram outra explicação (Mateus 28:11-15). Anos depois, algumas pessoas inventaram outras histórias para negar a ressurreição, mas os descrentes mais próximos simplesmente se preocuparam em explicar o fato do túmulo vazio.

Sete semanas depois, milhares de pessoas publicamente rejeitaram a história do corpo roubado e declararam sua fé no Cristo ressuscitado. A ironia do caso é que os próprios adversários de Jesus fortaleceram o argumento a favor da ressurreição. Se não tivessem pedido a escolta de soldados, teria sido mais fácil convencer a população do suposto roubo. Mas quando tentaram convencer o público que um grupo desanimado e desorganizado de homens inexperientes em violência teria superado uma escolta de soldados romanos altamente treinados, não conseguiram. O argumento deles não foi plausível. Na tentativa de prevenir uma ressurreição falsa, acabaram provando a ressurreição verdadeira. Os adversários, sem querer, auxiliaram a causa de Cristo.

As mulheres que foram ao sepulcro no domingo de manhã não acreditavam em nenhuma ação dos discípulos para roubar o corpo, e nem mostravam tanta certeza sobre o significado das promessas da ressurreição. Esperavam encontrar o corpo no túmulo para completar o trabalho de embalsamento. Ficaram surpresas e desnorteadas quando encontraram o túmulo vazio. Os discípulos supostamente responsáveis pelo roubo do corpo mostraram sua própria confusão e dúvidas.

A tentativa de explicar o túmulo vazio como um caso de roubo não foi bem sucedida na época, e se tornou ainda menos plausível nas décadas seguintes. Aqueles discípulos que supostamente teriam roubado o corpo de Jesus pregaram a mensagem da ressurreição com convicção e fervor. Quando esses seguidores de Jesus insistiram em proclamar como fato a ressurreição, os mesmos líderes os perseguiram. Os discípulos foram presos, mas nenhum deles mudou a sua história sobre Jesus. Um por um, foram mortos por causa da sua pregação, mas ainda assim nenhum deles voltou atrás para negar a história da ressurreição. Sob ameaça de morte, quem manteria sigilo sobre um roubo e fraude cometidos décadas antes? Os apóstolos acreditaram na ressurreição. Dedicaram suas vidas a essa causa e, na maioria dos casos, garantiram suas mortes por causa dessa crença.

Os adversários de Jesus facilitaram o entendimento de qualquer leitor da história da morte de Jesus. Ajudaram a baixar a poeira para ver os fatos, e dois fatos mudaram a história: 1) O túmulo estava vazio, e 2) Ninguém, nem os inimigos que ofereceram a explicação de roubo, conseguiu encontrar o corpo morto de Jesus. Os fatos têm conduzido bilhões à conclusão afirmada nas Escrituras: Jesus ressuscitou!

–por Dennis Allan


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