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A Perspectiva de um Soldado

Os soldados romanos exerciam muitas funções nos países sob ocupação do império. Serviam como policiais, guardas dos reis e outras autoridades, guerreiros e carrascos oficiais. Foi nessa função de executor que um centurião trabalhou numa sexta-feira quase 2.000 anos atrás. Não sabemos os detalhes do papel desse homem naquele dia, mas pela sua posição é bem possível que ele fosse supervisor dos soldados que crucificaram Jesus e dois ladrões. Como soldado experiente, ele certamente teria testemunhado as mortes de várias pessoas, e provavelmente foi pessoalmente responsável por algumas dessas mortes. Teria executado criminosos que mereciam castigo. Naquele dia, os soldados responsáveis pelas execuções receberam mais três homens condenados à morte por crimes cometidos. Ou, pelo menos, foi isso que falaram quando mandaram levar os três para o Calvário.

Dois dos três eram culpados, como eles mesmos confessaram (Lucas 23:39-41). Foi o outro, aquele judeu na cruz do meio, que chamou a atenção do centurião. Ele percebeu o forte ódio de algumas pessoas que acompanharam a execução desse homem. Pessoas religiosas, supostamente tementes a Deus, acharam prazer no seu sofrimento. Como se não fosse suficiente a tortura da cruz, uma das formas de pena de morte mais cruéis já inventada, essas pessoas atormentaram aquele homem com palavras de zombaria e acusações.

O comportamento do homem na cruz do meio chamaria atenção de qualquer um. Ele não cuspiu na cara dos zombadores, e nem replicou com imprecações. Ele ficou quieto durante a boa parte do tempo na cruz e, quando abriu a boca, mostrou sua preocupação com sua mãe, com o ladrão do lado e, talvez a parte mais impressionante, com os próprios soldados que executaram a sentença de morte!

E como explicar aquelas mulheres? Choraram, com certeza, mas mostraram ainda a confiança e respeito pelo homem sentenciado à morte. Uma conversa entre o homem na cruz e duas pessoas identificou sua mãe. Como entender o procedimento dela? A história que circulou entre os judeus foi que esse homem alegou ser Deus, e que seus seguidores acreditavam que a sua mãe o concebeu e deu a luz antes de ter relações com seu marido. Ninguém nunca ouviu falar de uma virgem ter filho. Se esse homem foi iludido, acreditando numa história impossível, sua mãe poderia ter confessado sua mentira, admitindo envolvimento com um homem antes de casar, e talvez eles enxergariam o homem como um mero lunático, um coitado inofensivo. Uma palavra da boca da mãe poderia, talvez, salvar a vida desse homem. Mas ela se calou. Ficou olhando enquanto seu filho, acreditando ser Deus, morreu na cruz.

Mais ainda, esse homem não tremeu com medo e nem implorou a algum deus pedindo perdão por seus pecados. Falou com seu Deus, sim, e até o chamou de Pai, mas não pediu desculpas por nenhum erro cometido. Pelo contrário, ele se mostrou confiante que Deus cuidaria dele mesmo após a morte. Na sua carreira, o centurião provavelmente ouviu dezenas de homens implorarem e chorarem, pedindo misericórdia diante da espada, mas será que já ouviu alguém encarar a morte com a tranquilidade desse homem, cujas últimas palavras, pronunciadas em alta voz, foram: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”? Leia o relato em Lucas 23:46.

Não sabemos se esse centurião teve contato com Jesus antes daquele dia. Mas ele viu Jesus na sua morte, e chegou a uma conclusão: “Vendo o centurião o que tinha acontecido, deu glória a Deus, dizendo: Verdadeiramente, este homem era justo” (Lucas 23:47). Mateus comenta sobre mais um fato que fez os soldados refletirem. Na hora da morte de Jesus, houve um terremoto (Mateus 27:54). Mateus, como Marcos, também diz que o centurião chegou a confessar Jesus como Filho de Deus (Marcos 15:39). Na morte e na vida, Jesus Cristo se destacou por seu caráter divino. Ele encarou a morte, não como derrotado, mas como vencedor, não como homem pecador, mas como o conquistador que venceu o pecado e a morte de uma vez por todas.

O centurião que acompanhou a morte de Jesus na cruz chegou à conclusão certa. Jesus era e é justo. Ele é o Filho de Deus. Precisamos olhar para a cruz e ver o mesmo Salvador e Senhor vitorioso.

–por Dennis Allan


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