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A Igreja e a Palavra

A igreja primitiva descrita no Novo Testamento foi uma força dinâmica. Os primeiros seguidores de Cristo enfrentavam oposição por todos os lados porque sua mensagem mexia com as vidas dos ouvintes e desafiava tanto as tradições quanto as inovações humanas. O efeito da pregação do evangelho nos anos depois da morte e ressurreição de Jesus foi tão forte que seus mensageiros foram perseguidos e acusados de transtornar o mundo (Atos 17:6).

A história dos primeiros séculos do cristianismo mostra o conflito constante entre a mensagem do evangelho e a sociedade na qual ela foi introduzida. Os cristãos foram perseguidos violentamente, acusados de ódio para com a sociedade e até chamados de ateus, por não endossarem o ecumenismo politeísta.

Enquanto ainda há casos de choque entre ideias bem divergentes e até de violência contra cristãos por causa da sua fé, tais acontecimentos são relativamente raros nos dias de hoje. A atitude da sociedade não mudou por terem sumidas do mundo as pessoas que se chamam cristãs, pois há bilhões que se consideram seguidores de Jesus. Também não mudou por causa de uma conversão geral aos princípios da fé cristã. Mesmo nos países considerados cristãos, o comportamento geral da população foge em muito dos ideais pregados por Jesus. O amor e a santidade religiosa e moral que Jesus ensinou podem ser elogiados em belos discursos, mas são geralmente ignorados no dia a dia.

O que mudou? Como chegamos a uma relação tão pacífica entre as igrejas e o mundo em que existem? A principal mudança nesse cenário não aconteceu na sociedade geral, mas dentro do contexto do “cristianismo”. Ao invés de serem comunidades fervorosas com uma missão de chamar pessoas para mudar radicalmente suas crenças e comportamentos, muitas das igrejas de hoje são pouco mais do que clubes sociais que pregam progresso socioeconômico e realização egoísta, com pouca ênfase na mensagem original do evangelho. Vamos observar alguns ensinamentos do Novo Testamento sobre a responsabilidade da igreja de seguir a palavra de Deus na sua pureza e simplicidade, independente da reação popular.

A palavra do Senhor é a base da comunhão com Deus.

Na explicação da sua famosa Parábola do Semeador, Jesus mostrou que a palavra de Deus é a semente que produz o fruto que o Senhor quer (Lucas 8:11,15). Ele afirmou o valor da verdade para nos libertar do pecado e da morte que as nossas transgressões merecem (João 8:32). Por isso, um dos mais influentes pregadores do evangelho, o apóstolo Paulo, disse: “Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego” (Romanos 1:16). Há dois aspectos dessa afirmação de Paulo basicamente ausentes no cristianismo politicamente correto da nossa época. Primeiro, Paulo não tinha vergonha do evangelho. Ele não cedeu às táticas de intimidação usadas por pessoas supostamente poderosas ou intelectuais. Segundo, ele considerou a mensagem de Cristo o único e exclusivo caminho para solucionar o principal problema dos homens. Paulo não tratou o evangelho de Jesus como uma entre várias filosofias válidas, pois entendeu que é somente por meio do evangelho que entramos no corpo de Cristo e, por meio dele, em comunhão com o Pai (Efésios 3:6; compare o que Jesus disse em João 14:6, e o que Pedro disse em Atos 4:12).

As Escrituras fornecem tudo que nós precisamos para estarmos equipados para servir a Deus (2 Timóteo 3:16-17), mas esse fato traz sobre nós a responsabilidade de examinar, aceitar e seguir a Verdade proclamada na Bíblia. Para manter a comunhão com Cristo, temos de permanecer na sua doutrina (2 João 9; 1 Coríntios 4:6; 1 João 2:3-4).

O amor da verdade nos protege dos enganadores (2 Tessalonicenses 2:9-12), e as grandes divergências religiosas (mesmo entre supostos cristãos) são provas constantes da existência de muitos enganadores. A palavra do Senhor, a mensagem pregada por Jesus e seus apóstolos, nos santifica. Ela é a base da união que existe entre os verdadeiros discípulos de Cristo (João 17:17-23). A igreja precisa valorizar, seguir e defender essa mensagem!

–por Dennis Allan


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