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“Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!”

A conduta e as atitudes na hora da morte geralmente refletem as atitudes demonstradas ao longo da vida. Jesus é um perfeito exemplo deste fato. Durante seus anos na Terra, ele se mostrou confiante e dependente do seu Pai. Ele orava constantemente e sempre se preocupava com a vontade do Pai. As orações das últimas horas antes de sua prisão e crucificação mostram seu desejo de estar, novamente, na presença do Pai.

Na cruz do Calvário, na hora de respirar pela última vez, ,“Então, Jesus clamou em alta voz: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito! E, dito isto, expirou” (Lucas 23:46).

Jesus foi rejeitado, traído e negado pelos homens, mas achou conforto e refúgio no Pai. Encarou a morte com tranquilidade, porque confiou naquele que tomaria conta do seu espírito. Ele acreditou no que havia ensinado aos seus discípulos: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo. Não se vendem dois pardais por um asse? E nenhum deles cairá em terra sem o consentimento de vosso Pai” (Mateus 10:28-29). Os homens podem maltratar e até matar o corpo, mas Deus valoriza cada um e cuida do espírito eterno.

Desde aquela época, a linguagem de Jesus tem sido ecoada pelos seus seguidores. O primeiro mártir entre os cristãos primitivos, Estêvão, foi apedrejado por pregar o evangelho. Na hora da sua morte, ele falou praticamente as mesmas palavras, mas as dirigiu ao próprio Jesus: “Senhor Jesus, recebe o meu espírito” (Atos 7:59).

Paulo usou a mesma ideia quando falou do seu depósito guardado pelo Senhor. Ele incentivou Timóteo a não ser intimidado na pregação do evangelho, e encarou a perseguição e sua própria morte iminente com confiança total em Deus. Ele escreveu: “e, por isso, estou sofrendo estas coisas; todavia, não me envergonho, porque sei em quem tenho crido e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele Dia” (2 Timóteo 1:12). Ele não temia a morte. No final da mesma epístola, Paulo disse: “Quanto a mim, estou sendo já oferecido por libação, e o tempo da minha partida é chegado. Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda” (2 Timóteo 4:6-8).

Como alguém poderia encarar a morte com tanta tranquilidade e confiança? Atrás de todas essas e muitas outras afirmações é a crença na ressurreição dos mortos. Jesus, Estêvão, Paulo e outros acreditavam na eternidade do espírito do homem e na ressurreição. A esperança baseada na ressurreição envolve dois aspectos principais:

1) A ressurreição de Jesus. Embora outras pessoas foram ressuscitadas antes, Jesus foi a primeira pessoa a sair viva do sepulcro para nunca mais voltar. Nossa fé não depende da ressurreição de Lázaro (João 11:43-44) ou da filha de Jairo (Marcos 5:41-42), embora tais casos facilitam a nossa aceitação das evidências sobre Jesus. Nossa esperança se baseia na ressurreição de Jesus. Pedro disse: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que . . . nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé. . .” (1 Pedro 1:3-5).

2) A nossa ressurreição. Os servos de Jesus encaram a morte com tranquilidade porque ele prometeu a vida eterna! Jesus disse: “. . . vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo” (João 5:28-29). Paulo ligou a nossa ressurreição à vitória de Jesus sobre a morte: “A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” (1 Coríntios 15:52).

A morte não foi o fim para Jesus, e não é o fim para seus seguidores. Ele foi para a presença do Pai, onde nos espera!

–por Dennis Allan


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