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“Mulher, eis aí teu filho”

Apesar da sua dor inimaginável na cruz, Jesus demonstrou sua preocupação com os outros. Estendeu misericórdia para soldados brutais e um ladrão condenado. Depois, ele olhou e viu ao pé da cruz um grupo de mulheres, e seu olhar caiu sobre sua mãe e, perto dela, um dos seus amados discípulos.

O papel de Maria no dia da crucificação é uma história digna de bastante reflexão. O único ser humano presente quando Jesus foi concebido pouco mais de 30 anos antes, Maria sabia que Jesus não era filho biológico de José, e sim o Filho de Deus. Se ela tivesse mentido sobre a concepção desse filho, o momento da crucificação seria o momento crítico para confessar sua mentira e salvar seu filho. Maria observou em silêncio e não mudou sua história. A presença dela com os discípulos de Jesus durante seu sofrimento e depois da sua ressurreição (Atos 1:14) é uma das provas mais interessantes da divindade de Cristo.

“E junto à cruz estavam a mãe de Jesus, e a irmã dela, e Maria, mulher de Clopas, e Maria Madalena. Vendo Jesus sua mãe e junto a ela o discípulo amado, disse: Mulher, eis aí teu filho. Depois, disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. Dessa hora em diante, o discípulo a tomou para casa” (João 19:25-27).

Dos quatro autores dos relatos bíblicos da vida e morte de Jesus, João é o único que relata essas palavras de Jesus. O entendimento quase universal do relato é que o próprio João foi o discípulo amado mencionado. É interessante notar que o relato de João, depois deste momento, pula alguns fatos relatados pelos outros. É possível que ele tenha se ausentado da cruz por algum tempo precisamente para levar Maria para sua casa e cuidar dela.

O que aprendemos destas expressões de preocupação durante as últimas horas da vida de Jesus?

Primeiro, percebemos sua atitude de responsabilidade familiar. Como o mais velho dos filhos de Maria (Mateus 13:55-56), Jesus teve uma responsabilidade especial. Tudo sugere que o pai adotivo dele, José, teria morrido algum tempo antes. O cuidado de Maria cairia sobre seus filhos, e o primogênito seria especialmente envolvido em assegurar seu bem-estar. Jesus, um filho exemplar desde sua infância (Lucas 2:51-52), mostrou esta preocupação até suas últimas horas.

Uma das mais belas características do amor familiar é a preocupação com aqueles que ficam para trás. Quantas mães lutam contra doenças terríveis com a vontade de sobreviver para cuidar dos seus filhos? Quantos idosos oram a Deus diariamente, pedindo somente para viver tempo suficiente para cuidar do cônjuge até o fim da sua jornada terrestre? Estas atitudes refletem o amor que Jesus mostrou na cruz quando providenciou para o cuidado da sua mãe. Nós que ainda temos pais vivos podemos aprender uma grande lição desse exemplo.

Segundo, percebemos sua atitude sobre a família espiritual. Se o primogênito não tivesse condições de cuidar da mãe, normalmente a responsabilidade seria repassada para um dos outros filhos. Jesus, porém, valorizava mais as relações com a família espiritual. Durante seu ministério, Jesus teve que lidar com a rejeição pelos próprios irmãos: “Pois nem mesmo os seus irmãos criam nele” (João 7:5). Não há dúvida sobre a fé dos irmãos de Jesus depois da ressurreição. Lucas disse que estavam juntos com os seguidores fiéis em Jerusalém depois da ascensão de Jesus (Atos 1:14), e Paulo os cita como servos do Senhor (1 Coríntios 9:5). Quando Jesus morreu, porém, não há menção dos seus irmãos entre os discípulos. Nesse momento, Jesus confiou mais em um irmão na fé do que em um irmão na carne. Não há surpresa nisso, pois ele mesmo disse: “Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe” (Mateus 12:50).

Jesus é o Filho de Deus (Lucas 1:35). Mas naquelas palavras na cruz, ele também se mostrou um filho exemplar no seu cuidado de Maria, a mulher abençoada por Deus com o grande privilégio de criar o Salvador que veio para nos resgatar dos nossos pecados.

–por Dennis Allan


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