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Três Condenados no Jardim do Éden

Nenhum outro dia na História teve impacto negativo maior do que o dia registrado em Gênesis capítulo 3. A serpente tentou Eva, e ela e seu marido caíram no pecado, desobedecendo ao Criador.

Desde aquele dia, muitas pessoas têm citado a história do pecado do primeiro casal como prova de alguma injustiça por parte de Deus. Acham injusto Deus criar o homem e permitir uma tentação, sabendo que as consequências seriam tão graves. Ironicamente, as mesmas pessoas que assim julgam Deus desejam exercer exatamente o mesmo privilégio que levou à queda no Éden: a capacidade de escolher e tomar suas próprias decisões.

Deus poderia ter criado os homens como uma raça de robôs, mas não o fez. Ele nos criou à sua imagem e semelhança, como seres inteligentes e capazes de amar. Se tivesse feito pessoas incapazes de escolher, não teriam condições de amar. Mas uma vez que Deus deu aos seres humanos o direito de escolher, ele admitiu a possibilidade de decidirem não amar. Por isso, por querer criaturas que amariam a ele e uma a outra, Deus deixou que decidissem. Poderiam amar, fazendo a vontade dele, ou odiar, sendo rebeldes e desobedientes.

Ele deixou muito mais para atrair o homem para o bem do que para o mal. Em um jardim cheio de árvores boas e permitidas, deixou apenas uma proibida. Deus avisou claramente do perigo daquela, desejando poupar o homem do sofrimento que ela traria: “Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar. E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gênesis 2:15-17). Contrário a algumas crenças populares, este fruto proibido não foi o sexo, pois as relações sexuais de homem com sua esposa legítima sempre foram lícitas e boas (Hebreus 13:4; 1 Coríntios 7:2-5). O relato também não diz que foi maçã. Foi o fruto da árvore de conhecimento do bem e do mal. Comendo o fruto, o homem deixaria sua inocência e pureza e se tornaria pecador diante de Deus.

A serpente enganou a mulher, e ela comeu o fruto. Logo em seguida, ela ofereceu o mesmo para seu marido, e ele comeu. De repente, os dois perderam sua inocência e perceberam seu estado. Antes eram como crianças ingênuas andando nuas sem sentir vergonha, mas, depois de pecar, perceberam sua nudez e sentiram vergonha. Além de tentar cobrir a sua nudez, eles se esconderam quando Deus se aproximou (leia o registro bíblico em Gênesis 3:1-8).

Quando Deus perguntou, o homem procurou jogar a culpa na mulher e até no próprio Senhor por ter criado sua companheira. Ela explicou que foi enganada pela serpente, e Deus nem perguntou para a serpente sobre seu papel nesta história. Mas nenhum dos três escapou do castigo divino.

A serpente foi rebaixada. De maior importância, o próprio Satanás esperaria sua derrota pela mão do descendente da mulher (Gênesis 3:15), uma profecia que olha para a vitória de Jesus quando venceu o pecado e a morte no seu sacrifício perfeito na cruz.

A mulher ainda teria um papel fundamental no plano de Deus, mas esse papel se tornou muito mais difícil. Especificamente, sofreria para ter filhos, sentindo dores de parto, e teria que superar grandes dificuldades para aceitar sua posição de submissão ao homem (Gênesis 3:16). Devemos observar que a submissão não foi consequência do pecado, e sim a dificuldade em aceitar esta posição. A submissão da mulher ao homem já foi determinada por Deus na criação do primeiro casal (1 Timóteo 2:11-13).

O trabalho do homem para se sustentar se tornou difícil. O trabalho não foi a maldição, pois Deus fez o homem para isso e já lhe deu trabalho (leia novamente Gênesis 2:15). Em consequência do pecado, o homem ficaria suado, fedido, dolorido e machucado no seu trabalho (Gênesis 3:17-19).

Devido ao pecado cometido, o primeiro casal foi expulso do jardim, afastado de Deus e da árvore da vida. Adão e Eva tiveram sua escolha, e decidiram não amar. Devido a essa decisão errada, o mundo nunca mais foi o mesmo!

–por Dennis Allan


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