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Dois Pecadores Encontram o Senhor

Dois homens judeus tiveram encontros pessoais com o Senhor. Os locais dos encontros foram relativamente próximos. O tempo que separava os dois foi de sete séculos. Suas reações ao se encontrarem na presença de Deus foram muito parecidas. As missões dadas aos dois foram semelhantes. Mas houve uma diferença notável. Antes de considerar essa diferença, vamos observar os dois casos e seus pontos paralelos.

Isaías e Pedro viram o Senhor! 740 anos antes de Cristo, Isaías viu a glória do Senhor numa visão. Ele descreveu detalhadamente tudo que viu e ouviu quando foi levado nesta visão ao trono celestial de Deus. Viu serafins, evidentemente as mais elevadas criaturas, honrando o Senhor e ouviu o hino de louvor que cantavam: “Santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória” (Isaías 6:3). Cerca de 770 anos mais tarde, Simão Pedro, um pescador que se sustentava trabalhando no mar da Galileia, viu a glória de Deus pessoalmente. Ele não foi levado ao Senhor. O Senhor desceu até onde ele estava. Pedro já conhecia Jesus, mas o domínio desse homem de Nazaré sobre a natureza naquele dia foi a prova final necessária para que esse pescador reconhecesse que Jesus não era apenas um homem.

Isaías e Pedro ficaram com medo por serem pecadores. Quando Isaías percebeu que estava na presença de Deus, ele se sentiu indefeso como pecador diante de Deus Santo. Ele disse: “ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos!” (Isaías 6:5). A reação de Pedro foi praticamente igual. Ele sabia que a santidade do Senhor consumiria um pecador. Quando percebeu a divindade de Jesus, “Simão Pedro prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Senhor, retira-te de mim, porque sou pecador” (Lucas 5:8).

Isaías e Pedro foram chamados para pregar a palavra do Senhor. Isaías foi chamado pelo Senhor para pregar a sua palavra e prontamente aceitou o convite: “Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim” (Isaías 6:8). Jesus chamou Pedro para pregar a sua mensagem aos outros, e ele e seus sócios seguiram seu novo Mestre sem hesitação: “Disse Jesus a Simão: Não temas; doravante serás pescador de homens. E, arrastando eles os barcos sobre a praia, deixando tudo, o seguiram” (Lucas 5:10-11).

Mas houve uma diferença de grande importância.

Embora tivesse elementos otimistas sobre a salvação que seria oferecida séculos depois, a mensagem de Isaías foi uma de julgamento e condenação de um povo rebelde. Ele pregaria a um povo desobediente para mostrar os motivos da sua rejeição por Deus: “Então, disse ele: Vai e dize a este povo: Ouvi, ouvi e não entendais; vede, vede, mas não percebais. Torna insensível o coração deste povo, endurece-lhe os ouvidos e fecha-lhe os olhos, para que não venha ele a ver com os olhos, a ouvir com os ouvidos e a entender com o coração, e se converta, e seja salvo” (Isaías 6:9-10). Sua mensagem mostraria a gravidade do problema do pecado.

A mensagem pregada por Pedro foi outra, pois ele anunciou as boas novas da salvação em Jesus Cristo! O que Isaías viu como esperança distante para resgatar os homens do seu pecado, Pedro pregou como resposta realizada. Disse no final da sua primeira pregação após a ressurreição de Jesus: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (Atos 2:38) e continuou anunciando a mesma boa nova da salvação em Cristo: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados” (Atos 3:19).

Isaías bem representa a função do Antigo Testamento. Mostrou o problema do pecado e ofereceu a esperança de uma resposta futura, mas não ofereceu esta solução. Pedro representa a mensagem que pregava como um dos apóstolos de Jesus, o evangelho da Nova Aliança e sua promessa realizada de salvação para os pecadores que voltam ao Senhor. Os encontros destes dois homens com Deus têm muitas semelhanças, mas graças a Deus pela diferença nas suas mensagens!

–por Dennis Allan


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