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Vire à Esquerda, ou à Direita?

Desde pequeno, aprendemos distinguir entre direita e esquerda, mas ainda fazemos confusão de vez em quando. Já tive experiências, tanto como motorista como guia, de confundir direita e esquerda. Ao aproximar-se de um cruzamento, o guia fala “vire à esquerda” enquanto faz um gesto para o lado direito. O que o motorista faz? Se tiver tempo, pode perguntar e pedir esclarecimento. Mas se tiver que decidir no instante, acreditará nas palavras da outra pessoa ou no seu gesto? Acredito que quase todos fariam a mesma coisa: seguir o gesto antes das palavras.

Quando as palavras concordam com os atos, ficamos tranquilos e acreditamos que a pessoa fala e age com um único propósito. Mas quando há discordância entre palavras e atos, quase todos acreditam no ditado popular que ações falam mais alto que palavras.

João Batista entendeu este fato quando chamou os judeus ao arrependimento. Ele ouviu as palavras das multidões que confessavam seus pecados e pediram para serem batizadas. Até líderes religiosos influentes saíram ao deserto da Judeia e falaram da sua intenção de se converter. Mas os atos não combinavam com as palavras. João ainda viu aquelas pessoas como víboras astutas e insinceras, e lançou um desafio importante: “Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento” (leia Mateus 3:1-8).

Quando falamos do arrependimento mas não demonstramos as mudanças radicais que ele exige, as pessoas naturalmente acreditam mais nas ações do que nas palavras. Quando estas diferenças se tornam evidentes, ganhamos a merecida reputação de hipócritas. A palavra hipócrita é transcrita do grego, de uma palavra que descrevia atores que usavam máscaras quando interpretavam seus papeis no teatro. O ator subia ao palco escondendo sua real identidade atrás da máscara, e fingia ser outra pessoa. Desta origem, veio a noção de identificar como hipócritas as pessoas cujas vidas reais não condizem com suas apresentações aos outros. Finge ser uma coisa, mas a realidade é outra. Jesus censurou os líderes religiosos que viviam na hipocrisia com palavras fortes: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia! Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas, por dentro, estais cheios de hipocrisia e de iniquidade” (Mateus 23:27-28).

Quando Paulo orientou o evangelista mais novo, Timóteo, sobre seu trabalho de pregar o evangelho, ele enfatizou a necessidade de falar e fazer a mesma coisa. Ele não passou para Timóteo um livro de mensagens preparadas, nem focalizou treinamento em como usar a voz e os gestos para comover os ouvintes. As cartas de Paulo a Timóteo destacam duas coisas:

(1) O conteúdo da sua mensagem. Na primeira carta, Paulo pediu para Timóteo admoestar contra falsas doutrinas, expor aos ouvintes a diferença entre a verdade e os ensinamentos enganadores, ordenar e ensinar as coisas saudáveis e repreender as pessoas que viviam no pecado (1 Timóteo 1:3; 4:6,11; 5:20). Reforçou estas responsabilidades na segunda carta, quando instruiu Timóteo a transmitir aos outros a mensagem do evangelho, recomendando os ensinamentos práticos sobre a perseverança em Cristo (2 Timóteo 2:2,14). Paulo disse para disciplinar com mansidão as pessoas que contrariavam a palavra do Senhor (2 Timóteo 2:25). Em poucas palavras, ele resumiu a responsabilidade de um pregador: “prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina” (2 Timóteo 4:2).

(2) A vida condizente com esta mensagem. Paulo falou para Timóteo da importância da sua conduta como padrão ou exemplo para os outros, tratando todas as pessoas com respeito e justiça (1 Timóteo 3:15; 4:12; 5:1-2,21-22; 6:11). Ele enfatizou a necessidade de viver os mesmos princípios que pregava, fugindo das paixões pecaminosas e buscando a pureza (2 Timóteo 2:22).

Deus deseja de nós vidas honestas e sinceras onde as ações reforçam as palavras. “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina” e “permanece naquilo que aprendeste” (1 Timóteo 4:16; 2 Timóteo 3:14). Ações falam mais alto que palavras. E quando falam a mesma coisa, que voz clara e forte!

–por Dennis Allan


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