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O Que Queremos do Governo?

Escrevo enquanto o país onde escolhi residir está vivendo momentos de protesto por meio de manifestações em dezenas de cidades. As questões políticas se tornaram pauta de debates públicos em todos os contextos, desde a mídia social à imprensa, nas padarias e casas de café. Durante estes dias, uma das perguntas que tenho recebido de várias pessoas que procuram seguir o exemplo e o ensinamento de Jesus é simples: como um cristão deve enxergar movimentos políticos e o questionamento das autoridades públicas? A Bíblia oferece orientações importantes!

O cristão é cidadão de outra pátria e súdito de outro rei. Antes de qualquer outra coisa, vamos lembrar de alguns fatos sobre a nossa relação com esta vida. Paulo disse: “Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Filipenses 3:20). Pedro reforçou este ensinamento quando chamou os servos do Senhor de peregrinos e forasteiros (1 Pedro 2:11). Jesus é o Senhor eterno com toda a autoridade (Mateus 28:18; Atos 2:36; Apocalipse 1:5).

O cristão deve ser submisso ao governo. Embora governantes específicos, sejam bons ou maus, podem ser escolhidos por homens, o princípio da autoridade do governo sobre seus cidadãos vem de Deus. Durante o governo de Nero, um dos piores dos imperadores romanos e o mesmo que foi responsável pela morte injusta de muitos cristãos, Paulo escreveu: “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação” (Romanos 13:1-2).

A vontade de Deus mantém-se acima das ordens de homens. Se tiver conflito entre a vontade de Deus e as leis humanas, devemos manter a mesma posição que os apóstolos tomaram 2.000 anos atrás: “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (Atos 5:29). O próprio Jesus respondeu a uma pergunta sobre pagamento de impostos com esta frase: “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Lucas 20:25). Se o governo mandar pagar impostos, paguemos. Se mandar cometer homicídio, imoralidade ou idolatria, recusemos! Pedro disse que os reis merecem honra, mas Deus merece temor, que é muito maior (1 Pedro 2:17).

O cristão pode usufruir de direitos lícitos concedidos pelo governo. Em várias ocasiões, Paulo aceitou as proteções dadas pelo governo romano para seus cidadãos. Assim ele se livrou de tortura (Atos 22:24-29). Insistiu nos seus direitos conforme os processos definidos por lei (Atos 16:37-39; 25:10-12) e aceitou a proteção oferecida pelo governo (Atos 23:23-35). Como já observamos, a palavra de Deus sempre fala mais alto. Se o governo permitir atos de violência contra outros ou autorizar imoralidade ou legalizar casamentos que Deus não autorizou, devemos obedecer a Deus e não aos homens, e recusar a usufruirmos de tais “direitos”. Mas se o governo permite a participação de cidadãos no processo eleitoral ou por meio de protestos pacíficos, ou garante certas proteções em processos judiciários, não pecamos em usufruir desses direitos.

O cristão deve orar pelas autoridades do governo. Paulo disse para Timóteo: “Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1 Timóteo 2:1-4).

O que queremos do governo? Esse trecho de 1 Timóteo 2 define bem as expectativas do cristão quando se trata do governo. Queremos viver vidas tranquilas e mansas e poder manter nosso foco no que realmente importa: a divulgação do evangelho de Jesus Cristo para o benefício de todos. Podemos admirar o zelo de patriotas que procuram melhorar seu país, mas continuamos sendo em primeiro lugar cidadãos da pátria celestial!

Governos mudam. Leis mudam. Opiniões públicas mudam. Mas a palavra de Deus permanece para sempre (1 Pedro 1:25). Essa palavra nos ensina a viver acima dos conflitos carnais deste mundo, motivados pelo amor verdadeiro para com Deus e o nosso próximo (Mateus 22:37-39).

– por Dennis Allan


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