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A Porta do Guarda-Roupa

Logo depois de me casar, comecei a prestar atenção na porta do guarda-roupa. Antes disso, acho que nunca me importei com esta porta, e dificilmente parei para ver se estava aberta ou fechada na hora de dormir. Mas nas primeiras noites do casamento, descobri que a posição dessa porta era importante para a minha mulher. Mais de três décadas depois, continua sendo importante. Por algum motivo que não entendo, a minha mulher fica incomodada e não dorme bem se deixar aberta a porta do guarda-roupa. E se eu me esquecer disso e deixar a porta aberta antes de me deitar para dormir, ela pede para levantar e fechar a porta. Sabe o que faço? Levanto e fecho a porta do guarda-roupa! Outros casais contam histórias parecidas de aprender a tampar o creme dental, colocar camisas numa certa posição nos cabides ou guardar chaves sempre no seu lugar certo.

O que aconteceria se eu recusasse fechar a porta do guarda-roupa? A minha mulher me divorciaria por isso? Deixaria de me amar por causa de uma simples porta? Tenho certeza que não!

Mas será que a atitude que eu mostraria em não fechar a porta não seria o começo do fim do casamento? Se eu não me importasse em fazer esse pequeno esforço para agradar à minha esposa, que atitude eu estaria demonstrando? Será que eu daria importância para ela em outras coisas bem mais importantes? Resumindo, será que eu seria um marido dedicado e fiel ao longo de décadas de casamento?

Não quero igualar as nossas pequenas falhas de esquecer de tampar o creme dental ou guardar as meias sujas no lugar certo com erros graves como o adultério. De fato, meu ponto principal nem é sobre o casamento. Quero ilustrar algo mais importante: o vínculo inegável entre o amor e a obediência ao Senhor.

Jesus disse aos apóstolos: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos” e “Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada. Quem não me ama não guarda as minhas palavras; e a palavra que estais ouvindo não é minha, mas do Pai, que me enviou” (João 14:15,23,24).

Muitas pessoas, entendendo o fato de que vivemos na graça e não sob a lei, distorcem este fato para menosprezar os mandamentos de Jesus. Tipicamente, as defesas vêm na forma de perguntas desafiantes: “Jesus vai me condenar por fazer isso, ou por não fazer aquilo?” Por exemplo, a pessoa depara com uma simples instrução de Jesus como “Quem crer e for batizado será salvo” (Marcos 16:16) e logo nega a necessidade da obediência dizendo que “o batismo não salva ninguém” ou “não somos salvos por obras” (e pode até citar Efésios 2:9 para apoiar sua conclusão).

Eu não conheço ninguém que respeita a Bíblia como a palavra de Deus que diria que a água do batismo possui algum poder especial para salvar. Mas será que mudaríamos a nossa abordagem se perguntássemos de outra maneira? Por exemplo: A atitude de alguém que recusa obedecer a uma simples instrução de Jesus agrada ao Salvador? Jesus salvará uma pessoa teimosa e rebelde que ignora a sua palavra? Ou, usando as palavras de Jesus em João 14, citadas acima, Jesus salvará uma pessoa que não o ama?

Ensinar sobre a importância de obedecer as instruções de Jesus (e seria igualmente correto dizer mandamentos ou ordens - leia as palavras do Senhor em João 14:15 e Mateus 28:19-20) não é defender salvação por obras de mérito, nem por algum sistema de lei. Quando ensinamos sobre a obediência a Cristo, simplesmente apoiamos o amor, sabendo que o céu é reservado para as pessoas que amam a Deus. Não há nada complicado nisso!

Por outro lado, ensinar que não é importante obedecer as instruções de Jesus seria incentivar uma atitude teimosa e rebelde que desvaloriza o sacrifício que Jesus fez por nós na cruz. Jesus disse que, para tornar-se seu discípulo, uma pessoa precisa ser batizada e precisa entender a importância de guardar tudo que ele ordenou (Mateus 28:18-20). Vamos demonstrar o amor sendo obediente aos mandamentos de Jesus e gratos pela salvação que ele nos oferece pela graça!

- por Dennis Allan


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