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A Vida Não É Justa

Inocentes sofrem. Pessoas boas e jovens morrem. Crianças são vítimas de terríveis crimes. Funcionários honestos e dedicados são demitidos enquanto seus colegas corruptos e preguiçosos são promovidos. Pessoas casadas e fiéis sofrem com doenças graves contraídas dos seus cônjuges traidores. A vida não é justa!

Este fato, que todos nós observamos no dia a dia, é um dos principais motivos da descrença. É comum ouvir alguém comentar: “Não consigo crer em um Deus que deixa tais coisas acontecerem na vida de pessoas inocentes”. Num universo criado por um Deus perfeito, onipotente definido pela palavra “amor” (1 João 4:8), como entender tais injustiças?

Asafe quase perdeu sua fé por causa dessa questão (leia Salmo 73). Os amigos de Jó debateram com ele e até acusaram este homem fiel de pecados terríveis para explicar seu sofrimento (veja o livro de Jó). Habacuque perguntou para Deus sobre as injustiças que ele viu e descreveu a situação com estas palavras: “Por esta causa, a lei de afrouxa, e a justiça nunca se manifesta, porque o perverso cerca o justo, a justiça é torcida” (Habacuque 1:4).

Para entender as injustiças da vida terrestre, é preciso começar com o amor de Deus. Quando Deus criou o homem à sua imagem (Gênesis 1:27), ele não criou uma raça de robôs que fariam as coisas certas por obrigação ou programação. Somos capazes de raciocinar e amar. Deus sempre desejava que os seres humanos o amassem, e a capacidade de amar significa condições de escolher, pois o amor não é forçado. Cada um decide amar ou não, obedecer ou não, crer ou não.

Essas escolhas têm consequências. Especificamente, a decisão de não amar a Deus e de não respeitar suas orientações traz uma série de efeitos. Em termos simples, há injustiça nesta vida por causa da injustiça dos homens.

Um dos efeitos injustos do pecado é o sofrimento das vítimas específicas da maldade dos outros. O pecado de uma pessoa pode fazer de outras vítimas inocentes. Uma pessoa pode roubar, estuprar ou matar, e outras pessoas sofrem. Outro efeito é a consequência geral da presença do pecado no mundo. A partir da desobediência do primeiro casal, o mundo foi corrompido. Dores, dificuldades e doenças entraram por causa do pecado, e afligem até pessoas inocentes que não participaram daquele pecado. Paulo disse que esta maldição se estendeu à própria criação, que o mundo foi corrompido por causa do pecado do homem: “Pois a criação está sujeita à vaidade, não voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou, na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora” (Romanos 8:20-22).

Neste mundo manchado pelo pecado, muitas coisas não fazem sentido e não seguem a ordem que poderíamos esperar num mundo perfeito. Além das consequências diretas de atos intencionais, “...tudo depende do tempo e do acaso” (Eclesiastes 9:11). Não devemos imaginar que todo o sofrimento seja causado diretamente por algum pecado específico. Por viver num mundo danificado pelo pecado, coisas ruins acontecem.

Seja consequência do nosso próprio pecado, da maldade de uma outra pessoa ou devido à presença do pecado no mundo, o sofrimento não é culpa de Deus. Ele criou um paraíso, e o homem desprezou esse presente do Senhor. A injustiça, porém, é temporária. A mensagem bíblica afirma a justiça eterna de Deus, e promete um acerto final. Malaquias encerrou o Antigo Testamento com esta expectativa: “Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não o serve” (Malaquias 3:18). E João, o último apóstolo a deixar registro escrito, encerrou o livro do Apocalipse com a promessa do julgamento justo.

injustiça nesta vida. Na eternidade, Deus acertará as contas!

–por Dennis Allan


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