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Não Esqueça Jerusalém!

Depois de séculos de idolatria e rebeldia contra Deus, os descendentes de Abraão sofreram as consequências em guerras desastrosas seguidas por longos períodos de cativeiro em terras estranhas. Quando os babilônios levaram os judeus ao cativeiro, criaram comunidades de cativos perto de canais de irrigação e rios. Nessas colônias, os judeus foram obrigados a continuarem suas vidas, pois ficaram décadas nas beiras dos rios da Babilônia.

Com algumas exceções importantes, os babilônios não respeitaram as crenças religiosas dos judeus e até procuraram ativamente apagar a religião dos cativos. Um dos principais desafios desse povo, separado em distância e tempo da sede da sua fé, foi o de manter as crenças e ser leal aos princípios religiosos que uniam os judeus e, mais importante, serviam como fundamentos da sua comunhão com Deus.

Foi neste contexto que Salmo 137 foi escrito. Considere as palavras deste cântico espiritual:

"Às margens dos rios da Babilônia, nós nos assentávamos e chorávamos, lembrando-nos de Sião.

Nos salgueiros que lá havia, pendurávamos as nossas harpas, pois aqueles que nos levaram cativos nos pediam canções, e os nossos opressores, que fôssemos alegres, dizendo: Entoai-nos algum dos cânticos de Sião.

Como, porém, haveríamos de entoar o canto do SENHOR em terra estranha?

Se eu de ti me esquecer, ó Jerusalém, que se resseque a minha mão direita.

Apegue-se-me a língua ao paladar, se me não lembrar de ti, se não preferir eu Jerusalém à minha maior alegria.

Contra os filhos de Edom, lembra-te, SENHOR, do dia de Jerusalém, pois diziam: Arrasai, arrasai-a, até aos fundamentos.

Filha da Babilônia, que hás de ser destruída, feliz aquele que te der o pago do mal que nos fizeste.

Feliz aquele que pegar teus filhos e esmagá-los contra a pedra."

Sião e Jerusalém são referências ao local do templo construído pelo rei Salomão e destruído pelo rei Nabucodonosor. Foi o lugar escolhido por Deus como centro de adoração dos israelitas. Foi o único lugar autorizado para entregar sacrifícios e ofertas. Para os judeus, foi impossível separar serviço a Deus deste local consagrado. Por isso, lamentaram sua separação forçada da terra amada.

Os babilônios tentaram reduzir a religião dos judeus a uma curiosidade, um espetáculo para entretenimento. Pediram aos judeus que cantassem seus hinos de louvor com alegria, mas os fieis não acharam motivo de alegria no seu afastamento do templo.

Desta situação nasceu um refrão que tem sido repetido ao longo de mais de 2.500 anos por judeus que olhavam para Jerusalém com desejo de voltar para essa cidade: “Se eu de ti me esquecer, ó Jerusalém, que se resseque a minha mão direita. Apegue-se-me a língua ao paladar, se me não lembrar de ti, se não preferir eu Jerusalém à minha maior alegria” (Salmo 137:5-6).

No Novo Testamento, Jesus ensinou que a cidade de Jerusalém e seu templo não teriam mais a mesma importância (João 4:21-24). Mas essa antiga atitude dos judeus deve ser a atitude dos cristãos sobre o reino de Cristo. Esse reino deve ser a prioridade na vida de cada servo do Senhor. Jesus disse: “...buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça...” (Mateus 6:33).

Os judeus na Babilônia entendiam em relação a Jerusalém o que nós precisamos entender sobre o reino de Cristo: nada é mais importante!

-por Dennis Allan


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