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Uma Distinção sem Sentido

Diferenças socioeconômicas são de grande importância na sociedade moderna e servem como um dos principais motivadores de líderes e movimentos políticos e militares. Conflitos entre classes têm determinado os rumos da história em quase todos os países do mundo e continuam sendo críticos nas tensões entre e dentro das nações atuais.

Mas no Reino de Deus, estas diferenças simplesmente perdem sentido. Paulo ensinou sobre este fato: “Dessarte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gálatas 3:28).

No último capítulo de 1 Timóteo, qualquer preocupação com classe socioeconômica some diante da mensagem do evangelho. A abordagem de Paulo pode nos surpreender, especialmente se tentarmos ajustar o sentido do ensinamento apostólico à realidade política do século atual. Nesse capítulo, Paulo trata de escravos e ricos, convidando as pessoas nestes polos opostos a empregarem seus recursos e oportunidades no serviço aos outros, sem nenhuma sugestão de tentarem alcançar igualdade em termos materiais.

Paulo não apoiou nenhum tipo de rebelião por parte dos escravos, e não iniciou nenhum movimento político para garantir sua liberdade. Ele ensinou os escravos a trabalharem bem e a respeitarem seus senhores. Nos casos de escravos cujos donos eram cristãos, ele disse para estes servos se dedicarem mais ainda (1 Timóteo 6:1-2).

No mesmo capítulo, Paulo ofereceu várias orientações para os ricos. Ele alertou todos sobre o perigo de procurar as riquezas: “Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores” (1 Timóteo 6:9-10).

Da mesma forma que alguns se encontraram na escravidão sem ter procurado esta posição, alguns foram ricos mesmo sem buscar esta prosperidade. Paulo não condenou sua riqueza, mas ensinou o procedimento correto para os ricos. Entre as instruções dadas estão estas:

1) Não ser orgulhoso (1 Timóteo 6:17). O fato de possuir mais dinheiro do que outros não significa superioridade ou valor maior da pessoa.

2) Não confiar na instabilidade das riquezas (1 Timóteo 6:17). O dinheiro não compra o amor, não garante a saúde, não previne a morte e não leva à salvação!

3) Depositar sua esperança em Deus (1 Timóteo 6:17). O rico precisa de Deus da mesma forma que o pobre, pois o Senhor é o único que pode salvar.

4) Utilizar os recursos financeiros generosamente para servir aos outros (1 Timóteo 6:18).

5) Investir na eternidade, não nesta vida (1 Timóteo 6:18).

O que liga estes ensinamentos dados aos escravos e aos ricos são os outros comentários do mesmo capítulo. Paulo condena fortemente o ensinamento conhecido nos nossos dias como a teologia da prosperidade (1 Timóteo 6:3-10) e ensina os servos de Deus a focalizarem as coisas espirituais e eternas (1 Timóteo 6:11-16). Vistas desta perspectiva, as posições que pessoas ocupam nesta vida simplesmente não têm importância.

Tanto pobre como rico deve usar sua vida e seus recursos para servir ao Senhor e se preparar para a eternidade na presença do Criador. “Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes” (1 Timóteo 6:7-8).

–por Dennis Allan


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