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Naum: Profeta da Queda da Assíria

O livro de Naum, como o livro de Jonas escrito 150 anos antes, trata das intenções de Deus para com Nínive, a cidade principal do império assírio. Há, porém, uma diferença enorme entre estes dois livros. Jonas levou uma mensagem que causou o arrependimento do povo de Nínive e, consequentemente, resultou na misericórdia de Deus em poupar a cidade. Naum, porém, transmitiu a sentença divina contra a cidade depravada, uma profecia cumprida poucos anos depois.

Citações históricas em Naum datam o livro no último meio-século antes da queda de Nínive, que aconteceu no ano 612 a.C. O império estava em declínio, ameaçado principalmente pelos babilônios e seu poder crescente. Numa série de batalhas decisivas, a Babilônia venceu a Assíria e tomou controle de seu território.

O nome deste profeta significa “consolação”. Como os nomes dos profetas frequentemente se relacionam às suas mensagens, percebemos uma perspectiva importante sobre o livro de Naum. Embora este profeta falasse sobre Nínive, a mensagem trouxe um certo conforto para o povo de Judá. Depois de verem seus irmãos de Israel sofrerem terrivelmente nas mãos dos cruéis assírios, e depois de ver algumas das cidades de Judá destruídas pelo mesmo império, a notícia do julgamento divino contra Nínive traria alívio para Judá: “Mas de sobre ti, Judá, quebrarei o jugo deles e romperei os teus laços.... Eis sobre os montes os pés do que anuncia boas-novas, do que anuncia a paz! Celebra as tuas festas, ó Judá, cumpre os teus votos, porque o homem vil já não passará por ti; ele é inteiramente exterminado” (Naum 1:13,15).

Nos três capítulos de Naum, encontramos estas mensagens principais:

Capítulo 1 declara a sentença contra Nínive. A primeira metade do capítulo afirma a justiça do Deus que traz vingança contra seus inimigos, e os últimos versículos falam especificamente do extermínio de Nínive nas mãos do Senhor.

Capítulo 2 descreve este castigo e os preparos desesperados, mas fúteis, para defender a cidade contra o furor de Deus.

Capítulo 3 frisa alguns dos motivos que levaram a este julgamento. Entre os crimes citados estão a violência, as mentiras, o roubo, a prostituição (muitas vezes usada pelos profetas como figura da idolatria) e a feitiçaria. Deus deixa bem claro que nem alianças militares nem poder econômico seriam suficientes para salvar esta nação. E os líderes, descritos como príncipes, chefes, pastores e nobres, seriam incapazes de proteger a cidade condenada.

Em cada capítulo deste livro, percebemos a finalidade da punição determinada por Deus. “Porém contra ti, Assíria, o SENHOR deu ordem que não haja posteridade que leve o teu nome; da casa dos teus deuses exterminarei as imagens de escultura e de fundição; farei o teu sepulcro, porque és vil” (Naum 1:14). “Eis que eu estou contra ti, diz o SENHOR dos Exércitos; queimarei na fumaça os teus carros, a espada devorará os teus leõezinhos, arrancarei da terra a tua presa, e já não se ouvirá a voz dos teus embaixadores” (Naum 2:13). Estes pronunciamentos divinos chegam ao ponto final no último versículo do livro: “Não há remédio para a tua ferida; a tua chaga é incurável; todos os que ouvirem a tua fama baterão palmas sobre ti; porque sobre quem não passou continuamente a tua maldade?” (Naum 3:19).

Naum nos lembra de um fato importante e, às vezes, esquecido no estudo do Antigo Testamento. Mesmo depois de separar os israelitas para ser seu povo especial, Deus continuou dominando sobre todas as nações. Ele não é e nunca foi apenas o Deus de Israel. Ele é o Rei dos reis e Senhor dos senhores, com domínio sobre todas as nações.

–por Dennis Allan


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