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O Perigo de Imitar os Povos Que Não Servem a Deus

Quando Moisés chegou às últimas semanas de sua vida, ele parou com o povo de Israel na planície da Transjordânia e fez uma série de discursos de despedida, que são registrados no livro de Deuteronômio. Ele procurou preparar o povo para seu futuro. Poucos dias depois da morte dele, Israel seria conduzido por Josué na entrada e conquista da terra de Canaã. Durante séculos, aquele território havia sido dominado por povos pagãos que não respeitavam o único verdadeiro Deus. Moisés frisou uma orientação fundamental: não façam como as nações fazem!

Os israelitas encontrariam povos que praticavam idolatria e muitas outras abominações (12:31). Deus planejou o castigo daquelas nações séculos antes e agora estaria cumprindo estes planos com a invasão da terra pelos israelitas. Ele avisou seu povo da necessidade de manter a separação total destas nações: “guarda-te, não te enlaces com imitá-las, após terem sido destruídas diante de ti; e que não indagues acerca dos seus deuses, dizendo: Assim como serviram estas nações aos seus deuses, do mesmo modo também farei eu” (12:30).

No ambiente religioso atual, precisamos lembrar deste princípio. Deus não pede uma separação física ou geográfica entre povos. Pelo contrário, ele deseja que seus discípulos convivam com as pessoas “do mundo” para exercer uma influência positiva e salvadora. Jesus orou ao Pai a favor dos seus discípulos: “Eu lhes tenho dado a tua palavra, e o mundo os odiou, porque eles não são do mundo, como também eu não sou. Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal. Eles não são do mundo, como também eu não sou. Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo” (João 17:14-18). Devemos influenciar os outros como a luz do mundo (Mateus 5:16). Mas o princípio da santificação, da separação dos servos de Deus da imundícia do pecado, é importantíssimo no Novo Testamento.

Há uma alarmante fascinação, mesmo em países considerados “cristãos”, com as tradições e práticas pagãs dos povos antigos. A maçonaria, por exemplo, engrandece alguns aspectos das religiões dos egípcios e outros povos antigos. Algumas pessoas que aderem ao neognosticismo procuram resgatar elementos pagãos de exaltação de figuras femininas como deusas. Alguns protestos contra a exploração irresponsável da terra e dos seus recursos naturais acabam ressuscitando aspectos de religiões indígenas que glorificavam as criaturas e não o Criador.

Pessoas convertidas a Cristo no primeiro século até destruíram as coisas que utilizavam nas suas práticas pagãs. Eles não tratavam estas coisas como patrimônio cultural, e sim como abominações para Deus. Lucas relata o efeito do evangelho de Jesus na cidade de Éfeso: “Muitos dos que creram vieram confessando e denunciando publicamente as suas próprias obras. Também muitos dos que haviam praticado artes mágicas, reunindo os seus livros, os queimaram diante de todos. Calculados os seus preços, achou-se que montavam a cinquenta mil denários. Assim, a palavra do Senhor crescia e prevalecia poderosamente” (Atos 19:18-20).

Podemos estudar a história da arquitetura, as contribuições à sociedade por mulheres (e homens) e as ciências naturais sem agir de uma maneira que aborreça o único Criador de todos nós. Mantenhamos mentes abertas para aprender, mas não nos esqueçamos de filtrar tudo pela vontade de Deus: “julgai todas as coisas, retende o que é bom; abstende-vos de toda forma de mal” (1 Tessalonicenses 5:21-22).

No Antigo Testamento, Deus chamou Israel para ser seu povo santo. No Novo Testamento, ele diz para seus seguidores: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pedro 2:9). Todos que buscam o Senhor devem se preocupar com sua santificação: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus” (Hebreus 12:14-15).

–por Dennis Allan


 

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