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O Aumento do Amor

É comum, nas epístolas de Paulo, encontrar comentários deste apóstolo sobre suas orações a favor dos seus irmãos em Cristo. No primeiro capítulo da carta aos filipenses, Paulo menciona algumas destas orações. Neste artigo vamos considerar uma delas: “E também faço esta oração: que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção, para aprovardes as coisas excelentes e serdes sinceros e inculpáveis para o Dia de Cristo, cheios do fruto de justiça, o qual é mediante Jesus Cristo, para a glória e louvor de Deus” (Filipenses 1:9-11).

O objetivo principal desta oração de Paulo é o aumento do amor dos filipenses, que deve ser nosso objetivo, também. O amor é fundamental à vida espiritual. Jesus resumiu a vontade de Deus em dois mandamentos que incluem todas as outras coisas reveladas pelo Senhor: amar a Deus e amar ao próximo (Mateus 22:36-40). Deus é quem define o amor, porque ele é amor (1 João 4:8). Qualquer servo que ensina a palavra do Senhor aos outros naturalmente deseja que os ouvintes se aperfeiçoem em amor, como Paulo disse nesta oração. A primeira das três epístolas de João enfatiza o amor e o desejo daquele apóstolo que os discípulos de Cristo crescessem neste atributo fundamental (1 João 2:5; 4:12).

Paulo continua sua explicação da oração dizendo que o amor deve aumentar cada vez mais “em pleno conhecimento e toda a percepção” (Filipenses 1:9). Percebemos que o amor não é apenas sentimental, mas exige conhecimento e discernimento. Paulo e outros lutaram contra os erros da ênfase em algum conhecimento superior e inacessível que levou às doutrinas gnósticas, mas nunca negaram a importância do conhecimento da palavra revelada pelo Senhor para todos. O crescimento neste conhecimento é importante (veja Tito 1:1; 2 Pedro 1:2-8; 3:18). Pelo uso da palavra percepção, Paulo refuta a noção popular que o amor não deve ser crítico. Pelo contrário, o amor que Deus exige necessariamente discerne entre o certo e o errado, sempre apoiando aquele e rejeitando este (1 Tessalonicenses 5:21-22).

O conhecimento e a percepção têm objetivos práticos: “para aprovardes as coisas excelentes e serdes sinceros e inculpáveis para o Dia de Cristo” (Filipenses 1:10). Devemos viver cada dia cientes do nosso destino e do julgamento final perante o Senhor (1 Pedro 1:17). O estudo da Bíblia nunca deve ser reduzido a um exercício acadêmico, pois Deus se revelou nas Escrituras para nos orientar a uma vida santificada. Tiago disse: “Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não praticante, assemelha-se ao homem que contempla, num espelho, o seu rosto natural; pois a si mesmo se contempla, e se retira, e para logo se esquece de como era a sua aparência. Mas aquele que considera, atentamente, na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar” (Tiago 1:22-25).

A oração de Paulo nos lembra, também, da nossa dependência em Deus. Ele não ensina auto-justiça, e não sugere que alguém consiga se aperfeiçoar sozinho. O objetivo deste aumento do amor é de ficar “cheios do fruto da justiça, o qual é mediante Jesus Cristo, para a glória e louvor de Deus” (Filipenses 1:11). Esta justiça não vem de nós, mas exige a nossa submissão à vontade de Deus para assumir a natureza divina que Jesus oferece e ensina. Pedro disse que, na revelação do conhecimento de Cristo, ele nos deu “todas as coisas que conduzem à vida e à piedade . . . para que por elas vos torneis co-participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo” (2 Pedro 1:3-4).

Foi com este intuito que Pedro encerrou a mesma epístola, com linguagem que nos lembra da oração de Paulo a favor dos filipenses: “antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno” (2 Pedro 3:18).

Vamos buscar o crescimento no amor, na graça e no conhecimento de Deus!

-Dennis Allan


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