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A Religião Substituta do Rei Jeroboão

Por causa da infidelidade de Salomão, filho de Davi e terceiro rei de Israel, Deus decidiu diminuir o tamanho do reino que seria governado pelos seus descendentes. Tomou 10 das tribos de Israel de Roboão, filho e sucessor de Salomão. O Senhor prometeu dar essas tribos ao competente e ambicioso efraimita Jeroboão (1 Reis 11:31). Logo após a morte de Salomão, Jeroboão chefiou uma rebelião contra o rei, em Jerusalém, e foi escolhido pelas tribos do norte de Israel para ser seu rei. Ele começou a reinar sobre Israel com a divina garantia de que sua casa poderia ser tão grande quanto a casa de Davi. Mas, naturalmente, ele seria abençoado deste modo somente se permanecesse fiel ao Senhor e a sua lei. Deus foi bem claro na mensagem transmitida a Jeroboão pelo profeta Aías: “Se ouvires tudo o que eu te ordenar, e andares nos meus caminhos, e fizeres o que é reto perante mim, guardando os meus estatutos e os meus mandamentos, como fez Davi, meu servo, eu serei contigo, e te edificarei uma casa estável, como edifiquei a Davi, e te darei Israel” (1 Reis 11:38).

Jeroboão não confiou em Deus e em sua promessa. Deus tinha dividido o país em dois, mas não ordenou nenhuma alteração na religião dos israelitas. Todos ainda participariam das mesmas festas em Jerusalém. Jeroboão temeu que o povo de Israel voltasse a Jerusalém para celebrar suas festas religiosas anuais, e então decidiriam rejeitá-lo como rei. Em vez de confiar em Deus, ele pôs sua confiança em conselheiros humanos e na sua própria sabedoria. Para distrair o povo da verdadeira religião praticada em Jerusalém, ele instituiu engenhosas imitações dentro de Israel. Ninguém teria que ir a Jerusalém se ele lhes oferecesse uma religião substituta.

Ele deu ao povo um novo conjunto de símbolos, novos sacerdotes e novos dias festivos. Com seus bezerros de ouro, ele, como Arão, ofereceu ao povo um objeto de adoração visível, que aparentemente pretendia representar o Deus verdadeiro que os tinha tirado do Egito (1 Reis 12:28). Ele imitou o erro de Arão, sem considerar as consequências! Ele também copiou o sistema sacerdotal do Velho Testamento, exceto que os sacerdotes levíticos não aceitavam servir nesta religião corrupta. Por isso, ele escolheu sacerdotes de outras tribos (2 Crônicas 11:13-16). Assim como a religião que ele imitou, a religião de Jeroboão tinha dias festivos especiais. Em vez das celebrações do sétimo mês, Jeroboão estabeleceu seu principal dia festivo no oitavo mês (1 Reis 13:32). No final das contas, a religião instituída por Jeroboão foi bem parecida com a religião autorizada por Deus, até com certas raízes históricas da cultura judaica. Mas houve grandes diferenças entre a religião original dada por Deus e as imitações criadas pelo rei.

Hoje em dia, muitos líderes religiosos seguem o exemplo de Jeroboão. Eles inventam imagens visíveis, em vez de ensinarem a verdadeira adoração espiritual do coração. Escolhem sacerdotes humanos e pastores não qualificados, em vez de escolherem os servos que Deus quer. E criam festas especiais e cerimônias que Deus, na Bíblia, nunca autorizou. Estes chefes religiosos, como Jeroboão, atraem muitos discípulos, que os seguem cegamente para a destruição. É um consolo vazio, mas comum, pensar que os líderes prestarão contas enquanto seus seguidores serão isentos de julgamento. Jesus disse: “Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada. Deixai-os; são cegos, guias de cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, cairão ambos no barranco” (Mateus 15:13-14).

Diante desta realidade de religiões inventadas e modificadas pelos homens, o que podemos e devemos fazer para servir ao Senhor? O exemplo dos fiéis na época de Jeroboão nos ajuda nesta questão. Tanto os líderes (sacerdotes e levitas) como as pessoas comuns que desejavam agradar a Deus saíram da falsa religião de Jeroboão e se juntaram aos judeus fiéis em Judá: “Também os sacerdotes e os levitas que havia em todo o Israel recorreram a Roboão de todos os seus limites ... Além destes, também de todas as tribos de Israel os que de coração resolveram buscar o SENHOR, Deus de Israel, foram a Jerusalém, para oferecerem sacrifícios ao SENHOR, Deus de seus pais” (2 Crônicas 11:13,16). É melhor fazer grandes sacrifícios para servir a Deus em espírito e em verdade (João 4:24) do que ser cúmplices dos erros dos homens (Efésios 5:6-11).

–por Dennis Allan

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