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O Antigo Testamento Ensina sobre o Problema do Pecado

O pecado, o principal problema do homem e a causa da separação entre nós e o Criador, é bem explicado desde os primeiros capítulos da Bíblia. Adão e Eva pecaram, Caim pecou, e assim em diante os seres humanos, criados para manter comunhão com Deus, viraram as costas para ele.

O Pecado, a Morte e o Sangue

Deus nos dá vida (Atos 17:28). Quando entendemos que o pecado nos separa do Criador, começamos a compreender que “o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23). Devemos compreender, também, o papel do sangue na remissão dos pecados. O sangue está ligado à vida (Gênesis 9:4); o derramamento de sangue está ligado à morte e, por isso, ao pecado.

Desde o primeiro pecado, o pecado traz o derramamento de sangue. Quando Adão e Eva pecaram, Deus matou animais para “cobrir” sua vergonha (Gênesis 3:21). Na época dos patriarcas, os fiéis faziam sacrifícios de animais pelo pecado (Jó 1:5; 42:8). Sob a lei de Moisés, os israelitas faziam sacrifícios que incluíam o derramamento de sangue (Levítico 6:30). Estes sacrifícios foram necessários, porém ineficazes; não trouxeram perdão real para os homens (Hebreus 10:3-4).

Qualquer pessoa doente que procura a ajuda de um médico quer duas coisas: (1) o diagnóstico e (2) o remédio. O Velho Testamento só responde à primeira necessidade, mostrando claramente o problema do pecado. Paulo disse: “... pela lei vem o pleno conhecimento do pecado” (Romanos 3:20). A segunda necessidade, o remédio, encontra-se na Nova Aliança, que nos fala sobre o sangue de Jesus Cristo (Gálatas 3:22).

A Importância da Obediência

Os exemplos do Velho Testamento são importantes para incentivar a obediência (Tiago 2:21-24) e evitar a desobediência (1 Coríntios 10:6-12). No Novo Testamento, a obediência se torna até mais importante do que naquela época (Hebreus 2:1-3; 10:28-29). Pelo estudo do Antigo Testamento, aprendemos lições importantes sobre a obediência. Entre elas:

1. Fazer o que Deus não ordenou traz a morte. Quando Nadabe e Abiú entraram no tabernáculo com fogo que Deus não autorizou, ele matou os dois (Levítico 10:1-2). Quando Uzá estendeu a mão para segurar a arca da aliança, um ato que Deus não autorizou, ele foi morto (1 Crônicas 13:9-10), porque eles não haviam buscado a vontade de Deus (1 Crônicas 15:13).

2. Precisamos da permissão de Deus dada para nós, não somente para outras pessoas em outras situações. Duas vezes, Deus autorizou que levantassem censos em Israel (Números 1:2; 26:2). Mas quando Davi decidiu contar o povo, sem ter recebido permissão divina, a consequência foi desastrosa (1 Crônicas 21:14). Hoje, muitas pessoas, erradamente, tentam justificar suas doutrinas e práticas usando instruções dadas a outros povos em outras épocas.

3. Obedecer, mesmo quando as ordens de Deus não fazem sentido para nós, traz as bênçãos prometidas. A estratégia que Deus deu para conquistar Jericó – rodear a cidade 13 vezes, tocar trombetas e gritar – não faz nenhum sentido em termos de tática militar (Josué 5:13 - 6:5), mas Josué e o povo obedeceram, e Deus foi fiel. Ele entregou a cidade nas mãos deles (Josué 6:20).

4. Pecados, mesmo escondidos, trazem o castigo. Durante a conquista de Jericó, Acã tomou algumas coisas proibidas e as escondeu. Seu pecado causou a derrota do povo na batalha contra Ai (Josué 7). Os nossos pecados ocultos podem trazer consequências para nós e para outros.

Deus criou o homem e o colocou numa posição especial, mas o pecado nos afasta do Criador. O Antigo Testamento mostra este problema e nos prepara para aceitar o Salvador que se revelou no Novo Testamento. Vamos olhar para Jesus, o único que oferece as respostas que precisamos.

–por Dennis Allan


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