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Um Milagre Chave

Durante mais de três anos que ele passou pelas cidades da Judeia e as colinas da Galileia, Jesus chamou a atenção do povo pelos seus milagres notáveis. O povo e até os inimigos de Jesus reconheciam a diferença entre seus milagres e os truques de mágicos e outros enganadores. O carpinteiro nazareno curava paralíticos e cegos, multiplicava alimentos e até ressuscitava mortos.

Alguns interpretam estes atos sobrenaturais de Jesus como prova de uma missão social, achando que ele veio para aliviar o sofrimento físico dos homens, e até sugerindo que os fiéis hoje podem e devem viver vidas livres de doença, dor e problemas financeiros. Esta interpretação ignora os ensinamentos das próprias Escrituras sobre sofrimento dos servos de Deus na vida terrestre, e distorce o propósito das grandes obras feitas por Jesus e outros na Bíblia.

Para melhor entender Jesus e sua obra, vamos considerar um milagre chave relatado em Marcos 2. Um paralítico foi levado para a casa cheia onde Jesus estava pregando. Seus amigos abriram um buraco no teto e baixaram o paralítico na sua maca. O homem estava procurando cura para sua enfermidade física, e os amigos se esforçaram para ajudá-lo. Mas Jesus ofereceu algo maior quando disse: “Filho, os teus pecados estão perdoados” (Marcos 2:5). Esta simples afirmação causou a maior polêmica e deu a Jesus a oportunidade para ensinar algumas verdades importantes. Leia Marcos 2:1-12, e então considere estas conclusões:

1. Somente Deus pode perdoar pecados. Nós podemos perdoar ofensas contra nós mesmos, mas o pecado é uma ofensa contra Deus. Nenhum mero humano tem o direito de absolver outro da culpa contra Deus. Neste ponto, os judeus presentes acertaram quando perguntaram: “Quem pode perdoar pecados, senão um, que é Deus?” (Marcos 2:7).

2. Jesus ligava seus milagres físicos a seu poder maior de curar espiritualmente. Ele não veio ao mundo para dar saúde e riqueza a todos os homens, mas para nos oferecer a salvação do pecado e a oportunidade para gozar a vida eterna na presença do nosso Criador. Curas físicas, que podiam ser vistas, provavam seu poder de curar o espírito, que não podia ser visto. Jesus explicou: “Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados – disse ao paralítico: Eu te mando: Levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa” (Marcos 2:10-11).

3. Jesus, por suas palavras e seus atos, proclamava sua própria divindade. Os escribas entenderam o significado das palavras de Jesus, embora tenham levado este entendimento a uma conclusão acusatória. Quando Jesus disse: “Filho, os teus pecados estão perdoados” (Marcos 2:5), eles entenderam estas palavras como uma afirmação, por parte de Jesus, da sua divindade. Por eles terem rejeitado a divindade de Jesus de antemão, usaram sua afirmação como base da acusação: “Isto é blasfêmia!” (Marcos 2:7). Se um mero homem se colocasse no lugar de Deus, realmente seria blasfêmia. Mas quando Deus se colocou no lugar do homem, quando Deus fez carne e habitou entre homens, ainda retendo seu direito de perdoar pecados, foi apenas uma afirmação da verdade! Quando Jesus perdoava pecados, ele estava proclamando ser Deus.

A capacidade e o direito de perdoar pecados não foram a única maneira pela qual Jesus afirmou sua divindade. Ele também proclamava sua existência eterna, o atributo que define a divindade (João 8:24,58). Muitas vezes aceitou a adoração, que ele claramente compreendia ser um direito exclusivo de Deus. Ele conhecia e acreditava na verdade afirmada por Moisés sobre a exclusividade da adoração: “Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto” (Mateus 4:10). Cada vez que Jesus permitiu alguém adorá-lo, ele afirmava sua divindade (veja exemplos em Mateus 8:2; 9:18; João 9:38; Apocalipse 5:5-14).

Este mesmo Jesus ainda é divino. Ele ainda tem poder para perdoar pecados e para nos curar de nossas doenças espirituais. E este mesmo Jesus ainda merece nossa adoração.

-por Dennis Allan

Para ver uma versão resumida deste artigo, clique aqui: Um Milagre com uma Mensagem


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