Buscando a Deus

por Gary Henry

Nota de introdução: Os artigos aqui apresentados desafiam a fé de cada leitor. Seu propósito é de encorajar uma relação mais íntima entre cada um de nós e o nosso Criador. Durante 2004, pretendemos colocar os artigos na Internet mensalmente. Aquelas pessoas que não têm acesso direto à Internet podem pedir a seus amigos que imprimam os mesmos para o seu estudo.

Gary Henry é o autor de todos estes artigos. Ele indica as fontes de outras citações (da Bíblia ou de outros autores) no texto dos artigos. As citações bíblicas nesta tradução vêm da versão Almeida Revista e Atualizada, 2ª Edição (RA2), publicada pela Sociedade Bíblica do Brasil.

- Dennis Allan, São Paulo, SP


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Título original em inglês: Diligently Seeking God
Traduzido por Heather Allan, com permissão do autor

Edição brasileira publicada por
Dennis Allan, C. P. 60804, São Paulo, SP, 05786-970

Na Internet: www.estudosdabiblia.net
(Site administrado por Karl Hennecke)

© Gary Henry 2004
Distribuição Gratuita - Venda Proibida
Todos os direitos reservados. Artigos podem ser reproduzidos inteiros e sem alteração para distribuição gratuita, com identificação do autor e fonte.


01 de janeiro                                 1  2  3  4  5  6  7  8  9  10  11  12  13  14  15  16  17  18  19  20  21  22  23  24  25  26  27  28  29  30 31

Nossa Mais Profunda Necessidade, Nossa Maior Recompensa

"De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam." - Hebreus 11:6

Deus recompensa aqueles que o procuram diligentemente. Para chegarmos a Deus, devemos acreditar nesta grande verdade. Agindo confiantemente na fé e procurando-o com paixão, encontraremos o Deus que fomos criados para apreciar. Ele nos prometeu que não só lhe alcancaríamos, mas que nele encontraríamos tudo o que os nossos corações verdadeiramente desejam. Nas horas de conforto, como também nas horas de dor, devemos sempre buscar a Deus. Devemos procurá-lo com diligência e determinação, e também com amor, confiando que no fim de nossa busca ele mesmo, e somente ele, será a nossa recompensa.

Duas coisas são necessárias. Devemos observar que a nossa mais profunda necessidade é de Deus e devemos então procurar suprir essa necessidade somente em Deus. A primeira delas é talvez a mais difícil de se fazer. Superficialmente, parece que desejamos tantas coisas mais visíveis e mais imediatas que é difícil enxergar como precisamos de Deus. Maior do que todos os nossos desejos, este é o principal: nosso anseio por Deus. Desejamos Deus porque fomos criados para ele; quando reconhecermos honesta e humildemente a importância dessa necessidade, então estaremos prontos a buscar a Deus. Precisamos nos devotar com todo o coração à procura dele, sendo a nossa esperança maior a de entrar em sua presença e gozar de sua comunhão.

Tendemos a não procurar por Deus quando nossas vidas estão confortáveis. Se nossas necessidades temporais estão sendo supridas, imaginamos que podemos cuidar de nós mesmos e acabamos nos esquecendo de Deus. Por este motivo, ele deixa cada um de nós sofrer alguma privação. As necessidades que não são supridas podem ser diferentes para cada pessoa, mas cada um de nós tem o seu coração partido de alguma maneira. Seremos ensinados a permaneceremos sem algumas das coisas das quais necessitamos profundamente, para aprendermos que fomos criados para apreciar algo que não está totalmente disponível neste mundo. Somente Deus pode satisfazer inteiramente a nossa fome e sede, e sempre nos levar em direção à satisfação nele. Deus está nos ensinando que, se temos corações para aprender, ele é a única coisa sem a qual não podemos viver.

Acima de tudo estou convencido da necessidade irrevogável e sem fuga, de cada coração humano, por Deus. Não importa como tentamos escapar, ou nos perder em buscas agitadas, não podemos nos separar da nossa origem divina. Não há substituto para Deus.
-A.J. Cronin


02 de janeiro                                  1  2  3  4  5  6  7  8  9  10  11  12  13  14  15  16  17  18  19  20  21  22  23  24  25  26  27  28  29  30 31

Na Imagem de Deus

"Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou." - Gênesis 1:27

Certamente não é uma coincidência que nós ansiamos por Deus. Este profundo desejo não pode ser resultado de um erro maluco na operação de forças meramente físicas. Nossa fome por justiça não é um capricho da natureza. Desejamos Deus porque fomos criados assim pelo próprio Deus, o criador em cuja imagem fomos criados. Como nosso Princípio, ele é o único Fim perfeito na direção que devemos caminhar.

Os seres humanos são inerentemente religiosos. "Nós sentimos e sabemos que somos eternos" (Spinoza). Apesar de muitas vezes nos distrairmos com preocupações menores, ainda sentimos um desejo profundamente enraizado pela comunhão com o divino. Tendo Deus colocado a eternidade em nossos corações (Eclesiastes 3:11), nós, por instinto, esforçamo-nos pela união com a Origem do nosso ser.

Como criaturas feitas à imagem de Deus, desejamos um relacionamento com outros seres pessoais. E se precisamos nos relacionar com criaturas semelhantes, necessitamos ainda mais profundamente de um relacionamento com o nosso Criador. Fomos planejados para algo que as escrituras chamam de "comunhão" com Deus (1 João 1:3). Sem este envolvimento essencial, nossos espíritos vagariam pelo vazio.

O propósito de nossa existência é muito bem descrito nesta velha tradição: "O fim principal do homem é glorificar a Deus e apreciá-lo para sempre."

Essas palavras descrevem perfeitamente a satisfação maior que está ao nosso alcance, analisando o assunto da nossa perspectiva. Porém, da perspectiva de Deus, não podemos dizer também que ele nos deu o poder de glorificá-lo e apreciá-lo para poder mostrar sua bondade através de nós? Nós somos meios, instrumentos através dos quais Deus pretende demonstrar, pelas nossas ações, a sua bondade.

Se formos alienados de Deus, ele não poderá revelar plenamente a sua bondade através de nós. Se seu propósito não está se cumprindo em nós, não podemos sentir a alegria para a qual fomos criados. E se perdermos a alegria, tudo mais no mundo se tornará futilidade e frustração. "Ó Deus...meu corpo te almeja, como terra árida, exausta, sem água" (Salmo 63:1). Tendo sido criados por Deus, nós o desejamos. Quando os nossos corações se apertam nesse mundo, significa que estamos com saudades do lar.

Aquele que é criado à imagem de Deus deve conhecê-lo ou ficará desolado.
-George MacDonald


03 de janeiro                                   1  2  3  4  5  6  7  8  9  10  11  12  13  14  15  16  17  18  19  20  21  22  23  24  25  26  27  28  29  30 31

A Nossa Necessidade pelo Relacionamento

"O que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo." -1 João 13

Uma necessidade por um rico relaciona-mento pessoal é profundamente enraizada na natureza criada em nós. Nós devemos a nossa existência, não às forças impessoais, e sim a um Criador pessoal. Foi o próprio Criador que disse: "Não é bom que o homem esteja só" (Gênesis 2:18). Somos seres pessoais, pessoas planejadas para relacionamentos plenos e vibrantes.

Contudo, o pecado destrói o relacionamento. Ele nos separa de Deus e dos outros, afastando-nos daquilo que é necessário à nossa natureza. Então talvez não hája nenhum sintoma do pecado mais óbvio que a profunda e latejante dor do isolamento. E, no pecado, não há gemido mais desesperado do que aquele que pede a libertação da nossa solidão.

Mas independente de quanto geralmente precisamos do relacionamento, a nossa necessidade mais vital, a única sem a qual não podemos sobreviver, é a de ter uma relação com Deus. "Em cada homem há solidão, um local interno de vida peculiar no qual somente Deus pode entrar" (George MacDonald). Nosso desejo por Deus é uma dependência criada em nós de propósito. É a profunda necessidade pelo relacionamento perfeito, e tentar suprir essa necessidade com nossa falha ligação a outros seres humanos não é apenas errado, mas também desesperançoso.

Se falharmos em deixar Deus suprir a nossa necessidade pelo amor - se não é nele que encontrarmos a solução à a nossa solidão - então forçaremos um mandado impossível com aqueles que nos cercam. Exigiremos dos outros uma satisfação que são incapazaes de nos fornecer neste mundo quebrado. Somente o Deus infinito pode se identificar conosco perfeitamente. E mesmo com Deus, o que podemos ter nesta vida é apenas uma amostra da união perfeita que será providenciada no céu.

Quando descobrimos que nem os nossos companheiros mais íntimos na terra podem nos dar a profundidade de relacionamento pelo qual fomos criados, a amargura pode ser a reação tentadora. Porém, há uma resposta mais saudável. Podemos enxergar as imperfeições em nossos próprios relacionamentos como um lembrete que nos desperta. Somente em Deus devemos procurar pela vida e amor que não falham. Esquecer-se disso é perder o caminho que nos leva de volta para a casa.

Me deste esta solidão sem saída para que fosse mais fácil eu te dar tudo?
-Dag Hammarskjold


04 de janeiro                                  1  2  3  4  5  6  7  8  9  10  11  12  13  14  15  16  17  18  19  20  21  22  23  24  25  26  27  28  29  30 31

A Procura do Amor

"Agora, pois, se achei graça aos teus olhos rogo-te que me faças saber neste momento o teu caminho, para que eu te conheça e ache graça aos teus olhos." - Êxodo 33:13

Se a nossa busca por Deus é inspirada no amor verdadeiro, não descansaremos até chegarmos a conhecê-lo como ele realmente é. A mera admiração pode se contentar em sentar e sonhar, mas o amor verdadeiro levanta e queima o chão em direção ao conhecimento verdadeiro de Deus. Tal amor persistente no coração de alguém que busca é uma conseqüência mais celestial que todo o intelecto plácido do mundo. "De toda a música na terra, aquela que chega mais longe no céu é a batida de um coração que verdadeiramente ama" (Henry Ward Beecher).

Conhecer a Deus é muito mais que um exercício de "informações". Não tentamos entender Deus apenas por curiosidade; nós procuramos conhecê-lo por amor. E o amor que nos move na direção de conhecer Deus é tão real e forte quanto o amor mundano. "O amor pelo Senhor não é algo etéreo, intelectual, ou como sonho; é o amor mais intenso, mais vital, mais apaixonado do qual o coração humano é capaz de sentir" (Oswald Chambers).

É óbvio que nem todos que dizem amar a Deus têm toda essa paixão. Mas aqueles que estão mornos ou sem direção simplesmente não encontrarão a Deus. As coisas boas que vêm de amar a Deus são reservadas por aqueles que levam-no a sério.

"Buscar-me-eis e me achareis", diz Deus, "quando me buscardes de todo o vosso coração" (Jeremias 29:13). Somente o amor de coração inteiro tem a persistência necessária para encontrar a Deus. Esse tipo de amor é uma força ativa, sempre compelindo-nos a buscar, a procurar e a conhecer o outro. Nunca nos deixará ficar contente até que tenhamos entrado profundamente em um relacionamento com o nosso Amado. O amor achará o caminho para encontrar Deus.

O amor é audacioso e aspira à grandeza. Combinando as qualidades de reverência e coragem, o amor desafia buscar ao próprio Deus. O amor mais profundo no coração humano não aceita nada menos. Não desistirá em sua busca até que tenha encontrado a própria Fonte da qual foi criada. "Mais perto, meu Deus, de ti, mais perto de ti, mesmo que seja uma cruz que me levanta, ainda todo o meu cântico será, mais perto, meu Deus, de ti!"

O amor não pode ser inativo; sua vida é um incessante esforço de saber, de sentir e de perceber os tesouros infindáveis escondidos em suas profundezas. Isso é o desejo insaciável do amor.
-Jan Van Ruysbroeck


05 de janeiro                                  1  2  3  4  5  6  7  8  9  10  11  12  13  14  15  16  17  18  19  20  21  22  23  24  25  26  27  28  29  30 31

Diligentemente Buscando a Deus

"De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam." - Hebreus 11:6

A nossa busca por Deus precisa ser diligente. O que significa isso? Significa que devemos nos entregar à busca por Deus com uma prioridade e paixão com as quais não investimos em qualquer outra busca. Deus deve vir primeiro em nossos corações. Devemos estar prontos a sacrificar qualquer outra coisa - na verdade todo o resto - para ver a face dele. Nossos corações têm de estar livres de qualquer interesse que entre em conflito ou qualquer desejo que compete. "Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus" (Mateus 5:8). Em nosso anseio por Deus devemos ser totalmente sinceros, e em nossa busca por Deus devemos estar apaixonadamente comprometidos. Ele merece nada menos que o nosso todo.

A maneira de Deus fazer o mundo é tal que achamos necessário buscá-lo e procurá-lo, mas na verdade ele "não está longe de cada um de nós"(Atos 17:27). O fato de ele parecer escondido neste mundo quebrado do presente não é para dificultar a nossa busca, e sim para nos instigar a procurá-lo. Enquanto estimula nosso apetite por ele, Deus está nos desmamando de nossa rebelião auto-suficiente e pecaminosa. Está nos ensinando a amá-lo. Com as evidências de seu poder, e as amostras amorosas de sua bondade, ele nos puxa para a sua presença eterna. "Atraí-os com cordas humanas, com laços de amor" (Oséias 11:4). É prazeroso para Deus ser encontrado por todos aqueles que anseiam por ele em amor honesto e obediente.

Deus não é neutro em relação à inclinação dos nossos corações. O seu desejo é que nós o encontremos. Ele anseia por aqueles que se alegram com ele. "Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós outros" (Tiago 4:8). Ainda há um perigo: não podemos mentir a nós mesmos dizendo estarmos buscando a Deus se de fato são apenas algumas das bênçãos de Deus que buscamos. Resistindo à tendência de nos concentrarmos em nós mesmos, devemos aprender a buscá-lo, contente e simplesmente. Quando assim o fizermos diligentemente, nossa recompensa será o próprio Deus, que suprirá os nossos anseios mais profundos de acordo com o plano do próprio amor dele. Tendo buscado a Deus fervorosamente, seremos enriquecidos pela alegria de um coração que transborda com sua glória.

Onde há fé, onde há necessidade, há o Deus Verdadeiro pronto a segurar as mãos que a sua procura se esticam na escuridão além do marfim e do ouro.
-H. G. Wells


06 de janeiro                                  1  2  3  4  5  6  7  8  9  10  11  12  13  14  15  16  17  18  19  20  21  22  23  24  25  26  27  28  29  30 31

Um Mundo Quebrado

"Aquilo que é torto não se pode endireitar; e o que falta não se pode calcular." - Eclesiastes 1:15

Pelos danos que o pecado causou ao nosso mundo, nossos corações nunca encontrarão aqui o que eles verdadeiramente precisam. Este mundo simplesmente não é o que foi criado para ser, e viver nele é estar profundamente magoado. Ninguém experimentou a amargura da nossa experiência mais do que o próprio Deus. Ele viveu entre nós, e quando o seu grande coração ponderou a magnitude e a mágoa daquilo que deu errado, Jesus chorou (João 11:35).

É imprudente subestimar as tortezas deste mundo. Quanto mais nos tornamos verdadeiramente sábios, mais vemos a total injustiça da nossa condição mundana. "Porque na muita sabedoria há muito enfado; e quem aumenta ciência aumenta tristeza" (Eclesiastes 1:18). O homem sábio que notar este mundo trágica e irreversivelmente quebrado tenderá a ser um homem de tristezas. A verdade mal-aceita é esta: nós não podemos ter nada mais que a felicidade parcial enquanto vivermos aqui. Nossas necessidades mais profundas não podem e não irão ser supridas nesta vida. Fingir outra coisa é perigosamente desonesto, e ficaremos melhores no instante em que paramos de negar a seriedade de nossas necessidades não-supridas.

Ainda assim é imprudente subestimar a Deus. Tanto quanto precisamos encarar a torteza deste mundo, precisamos encarar mais ainda a realidade máxima de Deus. Devemos aprender a ver sua piedade como nossa salvação, sua promessa como nossa alegria. Enquanto fixamos a nossa esperança na sua perfeição, porém, ainda não devemos nos esquecer da imperfeição do mundo. O filho de Deus não morreu para nos fazer mais saudáveis, mais ricos e mais felizes no presente momento. Ele morreu para nos redimir do pecado que está em nossos corações e para nos dar a vida eterna. Deus nos ajuda, mas não pretende consertar este mundo. O que ele pretende é nos consertar - e então nos trazer para morar onde ele está. Quanto a este mundo, Deus pretende destrui-lo.

"Enquanto dormimos, a dor que não pode esquecer cai gota a gota no coração até que, em nosso próprio desespero, contra a nossa vontade, venha a sabedoria através da terrível graça de Deus" (Aeschylus). Deixemos de lidar com soluções superficiais e sentimentais. Deixemos Deus ser Deus.

Conhecer a Deus sem conhecer a miséria do homem causa orgulho.Conhecer a miséria do homem sem conhecer a Deus causa desespero.
-Blaise Pascal


07 de janeiro                                   1  2  3  4  5  6  7  8  9  10  11  12  13  14  15  16  17  18  19  20  21  22  23  24  25  26  27  28  29  30 31

Um Mundo Cansativo

"Todas as coisas são canseiras tais, que ninguém as pode exprimir; os olhos não se fartam de ver, nem se enchem os ouvidos de ouvir." - Eclesiastes 1:8

Para os seres feitos para a comunhão com Deus, o mundo de coisas temporais por si nunca poderá ser inteiramente satisfatório. O que encontramos é que o mundo, mesmo nos seus melhores momentos, nos deixa exaustos e desejando Algo Mais. "Ó Deus! Ó Deus! Quão cansativos, insípidos, passados e sem lucros me parecem todas as utilidades deste mundo" (Shakespeare).

É um trabalho frustrante e decepcionante tentar guardar para sempre coisas que são essencialmente impermanentes. Podemos passar muitos dos anos de nossas vidas tentando agarrar o vento, mas em alguma hora a maioria de nós percebe que as coisas temporais simplesmente não podem cumprir desejos eternos. Quando o tentamos fazer acontecer, colocamos nas coisas deste mundo um fardo maior do que elas possam suportar. "Será também como o faminto que sonha que está a comer, mas, acordando, sente-se vazio; ou como o sequioso que sonha que está a beber, mas, acordando, sente-se desfalecido e sedento" (Isaías 29:8).

Tiraríamos mais alegria verdadeira do mundo se prestássemos mais atenção ao mundo que está por vir. Nosso problema não é pedir demais ao mundo, mas sim pedir de menos a Deus. C. S. Lewis disse: "Nosso Senhor encontra nossos desejos não muito fortes, mas muito fracos. Somos criaturas sem muita coragem . . . nos agradamos muito facilmente". Buscar as coisas maiores de Deus é tirar mais do mundo, não menos. "Peca contra essa vida aquele que diminui na próxima" (Edward Young).

A canseira da vida temporal em si deve ser uma prova de que fomos feitos para algo mais. Há muitas coisas boas aqui para apreciarmos, mas se fingimos que o mundo é tudo de que precisamos, nós nos enganamos. Nós nos "satisfazemos" com tão pouco, quando os nossos corações foram feitos para uma alegria muito maior. Mesmo assim, Deus continua nos atraindo para que sejamos verdadeiramente refrescados!

Pois quando nós nos chegamos a Deus e procuramos viver de acordo com o seu propósito,ele sabe e nós sabemos de onde viemos: da inquietação do mundo, da tribulação dos eventos humanos, do sentimento de desencorajamento, da falta de fé, da falha em ouvir a mensagem, do anoitecer de exaustão espiritual e moral.
- Paul Ciholas


08 de janeiro                             1  2  3  4  5  6  7  8  9  10  11  12  13  14  15  16  17  18  19  20  21  22  23  24  25  26  27  28  29  30 31

Satisfações Substitutas

"Não vos desvieis; pois seguiríeis cousas vãs, que nada aproveitam e tampouco vos podem livrar, porque vaidade são." -1 Samuel 12:21

Cumprimentos falsos nunca poderão tomar o lugar de Deus, nossa necessidade verdadeira. Mesmo assim, o diabo sempre tem procurado enganar o homem, insinuindo que as nossas maiores necessidades podem ser supridas fora dos limites da vontade de Deus. Ele nos rouba a alegria para a qual fomos planejados sugerindo que as nossas necessidades maiores podem ser supridas por satisfações menores, que até a nossa necessidade por Deus pode ser gratificada por outros prazeres. Essa mentira antiga é a fonte de toda a idolatria.

Os desejos mais profundos que Deus nos deu são aqueles que têm de ser realizados. Não dá para negá-los alguma satisfação. Se não formos ricamente nutridos pelo Pão da Vida, seremos forçados a pegar quaisquer migalhas do mundo que conseguimos encontrar. Mas acabar com a nossa fome por meio de outra comida não quer dizer que precisemos menos de Deus; só quer dizer que será menos provável sentirmos aquela necessidade. Por mais inferior que sejam, os substitutos mundanos podem fazer parecer que as nossas necessidades foram supridas, por enquanto. Da mesma forma que doces fazem uma criança perder o apetite pelo alimento verdadeiro, nós perdemos o apetite em relação a Deus e supomos, de uma maneira insensata, que não estamos mais com fome.

Mas somos "moldados e vistos pelo que amamos" (Goethe). Eventualmente, chegamos a semelhar-nos com aquilo de que escolhemos gostar. Assim um dos maiores perigos da substituição é que a nossa fascinação por suas realizações possa tornar-se parte de nosso caráter. Se colocarrmos outras coisas no lugar da devoção, que deveria ser ocupado apenas por Deus, chegará a hora em que pareceremos mais com aquelas coisas do que com Deus. Essa é uma possibilidade que deveria ser assustadora.

No fim, é claro, as satisfações substitutas não funcionam. Se preenchermos as necessidades criadas por Deus com qualquer coisa que não seja as realizações planejadas por ele, o resultado provavelmente será insatisfatória em curto prazo, e destrutivo ao caráter em longo prazo. Mesmo quando conseguimos o que queremos, aquilo que alcançamos não é o que queremos. "Quem ama o dinheiro jamais dele se farta; e quem ama a abundância nunca se farta da renda; também isto é vaidade" (Eclesiastes 5:10). As soluções temporais apenas parecem consertar problemas eternos. As coisas criadas nunca podem fazer por nós o que o próprio Criador deseja fazer.

Deus pode ser utilizado como substituto de tudo; mas nada pode ser utilizado como substituto de Deus.
-Autor Desconhecido


09 de janeiro                             1  2  3  4  5  6  7  8  9  10  11  12  13  14  15  16  17  18  19  20  21  22  23  24  25  26  27  28  29  30 31

Vendo e Buscando

"Ele te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná; que tu não conhecias, nem teus pais conheciam, para te dar a entender que não só de pão viverás o homem, mas de tudo o que procede da boca do Senhor viverá o homem." - Deuteronômio 8:3

A vida neste mundo caído enfrenta-nos com um desafio duplo. A dificuldade é, primeiramente, ver que Deus é a nossa necessidade mais profunda e, em seguida, buscá-lo com a devida diligência. O primeiro é um problema de conhecimento - temos de compreender o quanto Deus é importante para nós. O segundo é um problema de motivação - nossa vontade deve escolher diligentemente buscar a Deus. Tanto a nossa compreensão quanto a nossa vontade, sem falar de nossas emoções, devem aprender a levar Deus tão a sério quanto ele merece.

Se não vemos Deus como aquilo de que mais profundamente necessitamos, não lhe buscaremos seriamente. Mas mesmo quando percebemos o tamanho de nossa necessidade por Deus, muitas vezes não o procuramos tão fervorosamente quanto deveríamos. Falhamos em lidar seriamente com o assunto mais importante da vida. "Por que isto é assim?" É uma pergunta com a qual deveríamos nos preocupar diariamente.

Enxergar a realidade de nossa necessidade e então buscar a Deus requerem esforço em cada momento. A decisão de buscar a Deus com todo o nosso coração não pode ser tomada de uma vez por todas e então esquecida. Em cada momento único de escolha devemos exercer nossa vontade mais uma vez, decidindo vez após vez manter a integridade daquilo que sabemos ser importante. "A principal coisa é manter a coisa principal a coisa principal." Assim é o nosso desafio contínuo pelo resto da vida.

Não enxergar a nossa necessidade verdadeira e não buscar a Deus são falhas que têm conseqüências desastrosas, mesmo no presente momento. O coração humano geme, desejando ser preenchido, e se não buscarmos a Deus como o objeto de desejo de nossos corações, tentaremos matar a nossa sede de outras maneiras, correndo atrás de satisfações substitutas até que tenhamos nos estragado por inteiro. Para devotar os nossos corações a desejos fora de Deus não é só desperdiçar anos de nossas vidas em vaidade, é negar a nós mesmos a alegria profunda para a qual fomos criados. O que poderia ser mais trágico do que perder a satisfação triunfante pelo nosso desejo mais profundo simplesmente porque não enxergamos a nossa necessidade e não buscamos o nosso Deus?

Os filhos de Israel não encontraram no maná toda a doçura e a força que poderiam ter encontrado; não porque o maná não os continha, mas porque desejavam outra carne.
-João da Cruz  


10 de janeiro                             1  2  3  4  5  6  7  8  9  10  11  12  13  14  15  16  17  18  19  20  21  22  23  24  25  26  27  28  29  30 31

Por que Não Vemos?

"Pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu." -Apocalipse 3:17

Por que não enxergamos a profundeza de nossa necessidade por Deus? Como poderia algo tão importante ser tão difícil de se reconhecer? Há, pelo menos, três razões para a nossa falha em enxergar.

Distração. O "aqui e agora" nos puxa com muita força. Aquilo que é imediato parece ser mais urgente que o distante, e o físico mais importante que o espiritual. "O mundo é uma rede; quanto mais nos mexemos, mais ficamos presos." É difícil ouvir a calma eterna chamada de Deus enquanto o barulho e agito do presente soam tanto em nosssos ouvidos. Mesmo assim, as distrações do presente sempre podem ser resistidas, e é isto que Deus espera de nós. Há um sentido em que Deus sempre está nos dizendo: "...esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?" (Lucas 12:20).

Desilusão. Quando a nossa fé falha em enxergar além do aqui e agora, perdemos a perspectiva da realidade. Nosso sentido do que tem importância é virado de pernas para o ar. Morrendo de fome, por exemplo, Esaú trocou seu direito de primogenitura por uma tigela de sopa. Depois, quando percebeu o que realmente importava, já era tarde demais para recuperar o que havia perdido. Como Esaú, muitas vezes desiludimo-nos em pensar que aquilo que queremos agora é tudo o que sempre precisaremos. Nossos desejos momentâneos e temporais nos decepcionam muito quanto ao seu valor eterno.

Negação. Às vezes, pode haver um problema mais sério. Podemos não enxergar a nossa necessidade por Deus porque escolhemos não fazê-lo. Podemos construir as nossas vidas com orgulho e negação, ao invés de buscar a verdade, quando recusamos admitir aquilo que lá no fundo sabemos ser verdadeiro. A alegação auto-suficiente que diz: "estamos bem" impede-nos de enxergar o verdadeiro vazio em nós mesmos. Se nos falta ou honestidade ou humildade, podemos esconder a nossa necessidade por Deus. "Que não há Deus são todas as suas cogitações...Pois diz lá no seu íntimo: Jamais serei abalado; de geração em geração, nenhum mal me sobrevirá" (Salmo 10:4,6). "Diz o insensato em seu coração: Não há Deus" (Salmo 14:1). Mas ignorar a nossa necessidade não a faz ir embora. Negar que nossos corações o desejam é negar o Deus que nos fez.

O homem que perdeu contato com Deus mora na mesma rua sem-saída que o homem que nega a Deus.
-Milton A. Marcy


11 de janeiro                             1  2  3  4  5  6  7  8  9  10  11  12  13  14  15  16  17  18  19  20  21  22  23  24  25  26  27  28  29  30 31

Por Que Não Buscamos?

"O perverso, na sua soberba, não investiga; que não há Deus são todas as suas cogitações." - Salmo 10:4

Por que não buscamos a Deus com mais diligência? Se podemos reconhecer que Deus é a nossa maior necessidade, por que é tão difícil fazer o que precisamos em relação a isso? Para a maioria de nós, há uma necessidade óbvia de ter uma motivação maior.

Para ser honesto, o problema resume-se em uma só palavra: arrogância. A falha em buscá-lo com diligência vem da nossa recusa em enxergar a horrível feiura de nossos pecados contra Deus, pecados que nos condenarão para sempre, caso não nos façam depender devotamente de sua misericórdia. "Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados" (1 João 4:10). Não teríamos dificuldade nenhuma em viver o nosso amor por Deus se compreendêssemos como somos bem-aventurados em sermos amados por ele! O zelo correto é o produto da gratidão.

Este princípio pode ser visto claramente em Lucas 7:36-50. Foi quando Jesus repreendeu a ingratidão arrogante de Simão, um fariseu que criticara uma mulher pecadora que havia chegado ao Senhor muito amorosamente. Jesus mostrou que ela o amava mais do que Simão porque estava mais consciente dos próprios pecados e da necessidade do perdão. "Por isso, te digo: perdoados lhe são os seus muitos pecados, porque ela muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama" (7:47). Se nossa procura pelo Senhor é apenas morna, é porque não vemos que temos algo sério a ser perdoado. Uma busca apaixonada por Deus é gerada somente quando encaramos o horror do nosso destino sem a graça dele.

A força mais poderosa de motivação no mundo é a apreciação profunda sentida pelo perdão que Deus, em sua misericórdia, nos torna possível em seu Filho. Amaremos a Deus verdadeiramente apenas quando enxergarmos uma parte do preço que ele pagou para nos amar. "Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressucitou" (2 Coríntios 5:14, 15). Tendo tirado a nossa arrogância e feito lamentar o vazio em nós, buscaremos a Deus com um fervor que é eterno.

Fomos chamados a uma preocupação eterna com Deus.

-A. W. Cozer


12 de janeiro                             1  2  3  4  5  6  7  8  9  10  11  12  13  14  15  16  17  18  19  20  21  22  23  24  25  26  27  28  29  30 31

Acreditar que Deus é Verdadeiro

"Porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe." - Hebreus 11:6

A fé em Deus é uma escolha entre duas alternativas. O rio da evidência pela realidade de Deus corre forte e fundo, mas a sua correnteza não é irresistível. Muitas pessoas nadam contra essa correnteza, pelo menos por um tempo.

Escolher acreditar que Deus existe é um ato voluntário de confiança. Acreditamos, não porque achamos que a existência de Deus é absolutamente inequívoca, mas porque julgamos que a evidência está muito a seu favor. Depois de pensarmos cuidadosamente, a fé põe sua confiança em uma suposição apoiada pelo peso da evidência. Encarando a última divisão de caminho, a fé compreende que tem de tomar uma decisão, e responsavelmente escolhe uma alternativa.

Mas a decisão de acreditar não é meramente a adoção de uma posição intelectual. É a tomada corajosa de uma posição. Como todas as idéias, a idéia de Deus tem conseqüências, e a fé tem a audácia de aceitar aquelas conseqüências: "Tenho ponderado o assunto e estou preparado a fazer a minha escolha. O que eu tenho visto me ensinou a confiar nesta coisa que não posso ver, a realidade de Deus. Não só acredito, mas também estou preparado a seguir a minha fé para onde ela me levar."

A "fé" não é inferior ao "conhecimento". É um certo tipo de conhecimento que torna accesíveis todas as grandes verdades inacessíveis aos "olhos" do sentido físico. "Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção dos fatos que não se vêem" (Hebreus 11:1). Como nossas mentes seriam empobrecidas se pudéssemos conhecer apenas aquilo que nossos sentidos captam. A maioria das realidades importantes da vida tem a ver com coisas que são "invisíveis", e é pela fé que alcançamos essas verdades.

No entanto, está chagando a hora em que a realidade de Deus não será um assunto de fé. Será um fato dominante, algo impossível de se negar e aterrorizante em suas implicações para aqueles que o tentaram negar. "Por minha vida, diz o Senhor, diante de mim se dobrará todo joelho, e toda língua dará louvores a Deus" (Romanos 14:11). Mas, por enquanto, a fé é "a resposta dos nossos espíritos às chamadas daquilo que é eterno" (George A. Buttrick). Crer é abraçar ambos os mundos, o visível e o invisível, nenhum dos dois sendo mais real que o outro.

A fé é a ligeira corrente que nos liga ao infinito.
-Elizabeth O. Smith


13 de janeiro                             1  2  3  4  5  6  7  8  9  10  11  12  13  14  15  16  17  18  19  20  21  22  23  24  25  26  27  28  29  30 31

O "Sim" Ardente

"Tu me farás ver os caminhos da vida; na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente." - Salmo 16:11

Buscando a Deus, nós felizmente largamos as coisas que interferem com aquilo que mais ansiamos: a vida com Deus. Deixar o inferior para ganhar o superior às vezes dói. Não há dúvidas de que a autodisciplina pode ser muito desconfortável, e até mesmo dolorosa. Não adianta negar a dor. Mas aceitaremos essa dor com alegria se os nossos corações arderem verdadeiramente com a paixão por aquilo que nos é mais importante que qualquer outra coisa.

Os "não-deves" que nos enfrentam não são simplesmente as regras arbitrárias de um Deus que quer manter as suas criaturas infelizes. Não há nenhum valor inerente na abstinência, e Deus não espera que larguemos as coisas simplesmente por largá-las. Em vez disso, sempre há algum presente que Deus quer colocar em nossas mãos, um presente que não terá como segurarmos até largarmos os presentes inferiores que seguramos agora. No fim, veremos que Deus pediu para abandonarmos apenas aquelas coisas que interferissem na troca pelo amor verdadeiro.

Ninguém sabe mais do que um atleta vitorioso como é valioso deixar o inferior pelo superior. As medalhas de ouro não são ganhos por auto-indulgência. São resultados de anos de treinamento concentrado, tendo feito a escolha de deixar passar outras coisas que poderiam ter sido aproveitadas para concentrar-se em apenas um sonho. Enquanto o atleta treina, pode olhar com um pouco de vontade para outras pessoas que se divertem vivendo pelo momento, mas ele está sabiamente vivendo por um objetivo.

Nas Escrituras, aprendemos que a esperança tem um efeito "purificador". "E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro" (1 João 3:3). Até o ponto onde nossa esperança espiritual importa o quanto que nós dizemos importar, tiraremos de nossas vidas qualquer coisa inconsistente com aquela esperança, ansiosos em abster-nos das coisas que até nos distraem de Deus. Se pagarmos o preço para sabermos o que vale mais, e se percebermos que a única coisa que vale ter é o próprio Deus, então as nossas escolhas diárias serão muito mais fáceis. A alegria do Senhor será a nossa felicidade.

Nós descobrimos que podemos dizer "Não!" a algumas coisas porque há um "Sim!" maior ardendo lá no fundo, dentro de nós.
-Stephen R. Covey


14 de janeiro                             1  2  3  4  5  6  7  8  9  10  11  12  13  14  15  16  17  18  19  20  21  22  23  24  25  26  27  28  29  30 31

A Capacidade de nos Alegrar

"Uma coisa peço ao Senhor, e a buscarei: que eu possa morar na Casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a beleza do Senhor e meditar no seu templo." -Salmo 27:4

ossos corações são recipientes criados divinamente, feitos de propósito para receber a alegria com a qual Deus quer preenchê-los. É verdade, como disse Bernard de Clairvaux, que "a beleza é o direito de nascença da alma". Mesmo que tenhamos danificado o nosso gosto por coisas divinas através de negligência e abuso, ainda nos encontramos "surpresos pela alegria", como colocou C. S. Lewis. Quando passarmos por estes momentos de alegria autêntica, somos lembrados do bom propósito para o qual fomos criados. E também somos lembrados da insensatez que nos afastou do Deus que nos concedeu os nossos corações. Deus não se deixou "ficar sem testemunho de si mesmo, fazendo o bem, dando-vos do céu chuvas e estações frutíferas, enchendo o vosso coração de fartura e de alegria" (Atos 14:17).

A respeito deste mundo temporal e da nossa capacidade de gozar as coisas boas, Solomão disse que é correto "regozigarmos". Ele disse que "é dom de Deus que possa o homem comer, beber e desfrutar o bem de todo o seu trabalho" (Eclesiastes 3:12-13). Mas, mais importante que o aproveitar em si, Solomão também observou que "Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo" e colocou a "eternidade" em nossos corações (Eclesiastes 3:11). A alegria ilimitada que tanto nos intriga agora é uma dica maravilhosa daquilo que vem pela frente por aqueles que buscam diligentemente a Deus. Tendo recebido a capacidade de sentir o gosto da eternidade, agora estamos sendo puxados a ele.

Não houve já vezes em que sentimos uma alegria que nos surpreendeu, vezes em que descobrimos que há mais alegria acessível a nós do que imaginávamos? Essas realizações alegres devem nos intrigar e nos instruir. Devem sugerir a vastidão daquilo que pode ser nosso através de Deus e estimular nosso apetite para coisas espirituais. "Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam" (1 Coríntios 2:9). Fomos feitos para muito mais do que já recebemos. Por que tão freqüentemente negamos e resistimos ao Deus que nos deu a nossa capacidade de nos alegrar?

Nosso Criador nunca teria feito dias tão lindos, nem teria concedido-nos corações profundos para gozarmos deles, a não ser que fôssemos imortais.
-Nathaniel Hawthorne


15 de janeiro                             1  2  3  4  5  6  7  8  9  10  11  12  13  14  15  16  17  18  19  20  21  22  23  24  25  26  27  28  29  30 31

A Alegria de Cumprir o Nosso Propósito

"Abre, Senhor, os meus lábios, e a minha boca manifestará os teus louvores." -Salmo 51:15

A intenção de Deus é que encontremos alegria em cumprir o propósito de nossa criação. Assim como há uma satisfatória sensação de correto quando uma boa ferramenta é utilizada pelo propósito certo, há uma verdadeira boa sensação quando conseguimos progredir em direção a um objetivo. Quando aquele objetivo é o motivo de nossa própria criação, sentimos algo que o Criador fez com a intenção de ser profundamente gratificante. Boas obras não são boas apenas porque são certas, mas porque contribuem ao cumprimento do nosso propósito.

Mas qual foi o propósito pelo qual fomos criados? Nossa resposta é que o nosso "fim principal" é "glorificar a Deus e gozar dele para sempre". Mas por que Deus fez criaturas com tais possibilidades? Não foi para que ele pudesse mostrar a sua bondade através de nós? Jesus ensinou "Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus" (Mateus 5:16). O propósito de nossa existência não é apenas nos tirarmos proveito da glorificação de Deus, e sim para sermos meios pelos quais Deus possa manifestar a sua majestade e bondade aos outros. Nossa oração mais elevada é: "Pai, glorifica o teu nome" (João 12:28). Literalmente tudo sobre nós, até a nossa morte, deve ser medido por esse padrão (Filipenses 1:20-21).

Pedro escreveu, "Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus; se alguém serve, faça-o na força que Deus supre, para que, em todas as coisas, seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém." (1 Pedro 4:11). Quando vivemos dessa forma, a união de nosso propósito com nossos feitos produz a alegria.

Nesta vida, nossa alegria não pode ser perfeita, certamente. Enquanto o pecado fratura o nosso comprometimento aos propósitos de Deus, não gozaremos da totalidade que vem apenas de um compromisso perfeito. Mas se genuinamente buscarmos a Deus com confiança e obediência, encontraremos uma alegria que, apesar de ser incompleta agora, é do mesmo modo profunda e verdadeira.

Deus não te colocou neste mundo porque ele precisou de ti, ele te fez pelo propósito de trabalhar a sua bondade em ti. Ele te deu uma mente para conhecê-lo, uma memória para lembrar de seus favores , uma vontade para amá-lo, olhos para ver o que ele faz, e uma língua para cantar seus louvores. Esta é a razão por estares aqui.
-Francis de Sales


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