Estudo Textual: Hebreus 12:1-29
Corramos a Corrida

O escritor de Hebreus completou seu argumento principal no capítulo dez. Nos capítulos anteriores ele demonstrou a superioridade de Jesus sobre os profetas do Velho Testamento, os anjos, Moisés e Arão. Ele demonstrou a natureza do sacerdócio de Jesus e a eficácia do seu sacrifício. Ele também apresentou argu-mentos para mostrar que a lei de Moisés tinha sido removida. Tendo reassegurado os hebreus de que eles estavam certos em abraçar Jesus, ele agora usa a figura de uma corrida para exortá-los a perseverar em sua vocação (12:1-4).

No capítulo onze ele citou os muitos exemplos de fé obediente, ou perseve-rança. Todas aquelas pessoas são testemunhas do fato de que a corrida pode ser vencida (12:1). O autor também encoraja seus leitores a “correr a corrida” com seus olhos fixos em Jesus, estimu-lando sua paciência no sofrimento (12:2-3a). Os hebreus estavam em perigo de ficarem cansados e desencorajados, ainda que não tivessem sofrido tanto como Jesus (12:3-4).

Os hebreus são advertidos a não serem desencorajados pela disciplina do Senhor, mas antes se lembrarem do propósito dela (12:5, 10b-11). O autor observa a relação da punição com a condição de filho. A punição é um sinal de filiação; sua ausência indica que não se é filho (12:7-8). A punição não é agradável, mas desde que o castigo é geralmente aceito quando vem de pais carnais que cometem enganos, ele argumenta para chegar à mais certa conclusão de que os cristãos devem aceitar a punição de seu Pai celestial, que não comete tais enganos (12:9-11). Em vez de abandonar a corrida, isto é, voltar ao judaísmo, os hebreus precisam fazer esforços renovados para terminar a corrida (12:12-13).

O autor manda que os hebreus estejam em guarda para que nenhum deles acredite que possa gozar das bênçãos de Deus pela simples associação com o povo de Deus, em vez de ser por uma vida de fé e obediência (12:15; Deuteronômio 29:14-29). Estes cristãos precisavam também ter o adequado respeito pelas vantagens espirituais oferecidas pela nova aliança, em vez de seguirem o exemplo de Esaú que não teve nenhum cuidado com os privilégios espirituais (12:16-17; 10:29; Gênesis 25:29-34; 27:1-40).

Na verdade, os hebreus “não tinham que chegar” a um pacto entregue com impressionantes manifestações físicas (12:18-21; Êxodo 19:20), isto é, a lei de Moisés, mas antes a um pacto com superiores privilégios espirituais (12:22-24).

O autor completa o capítulo doze com a última das maiores advertências do seu livro (12:25-29). Não há escapatória para aqueles que desafiam Deus, rejeitando sua palavra.

Perguntas para estudar:

1. Qual figura o autor usa para ilustrar a necessidade de perseverança?

2. A quem o Senhor castiga?

3. O que fez Esaú que demonstrou seu desinteresse pelas coisas espirituais?

4. O que é que “não pode ser abalado?”

-por Allen Dvorak


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