O Filho que Nunca Saiu de Casa

Gostamos muito de finais felizes! Talvez seja por isso que a parábola do filho pródigo apela tanta a nós. O filho mais novo seguiu um caminho destrutivo, mas "caiu em si" (Lucas 15:17). Seu arrependimento e sua confissão humilde ao seu pai são intensamente comoventes. A compaixão do pai e a sua disposição para perdoar o filho pródigo não é menos emocionante; evoca fortes emoções em todos nós que percebemos nossa própria necessidade pela divina graça.

A parábola do filho pródigo é a última de três parábolas que Jesus contou em Lucas 15 sobre coisas ou pessoas perdidas. O pastor regozija-se quando encontra sua ovelha perdida (15:4-7), a mulher regozija-se quando ela encontra sua moeda perdida (15:8-10) e o pai regozija-se quando seu filho perdido volta para casa. Para ter certeza, há uma progressão nas parábolas, mas regozijar ao “achar” algo é o tema que liga estas três lições.

Aprendemos desde o começo do capítulo que os coletores de impostos e pecadores estavam ansiosos em ouvir o que Jesus tinha a dizer. Os fariseus e escribas, no entanto, ficaram escandalizados com o contato de Jesus com tais pessoas (15:2) e reclamaram. As parábolas de Lucas 15 foram faladas a estes elitistas religiosos e em resposta à sua atitude pecaminosa com os outros.

Não quero parecer presunçoso, mas pode ser que colocamos nome errado nesta parábola. Enfatizamos as circunstâncias do pródigo na parábola e com certeza é verdade que lições importantes sobre o pecado, arrependimento e perdão podem ser vistas com detalhes na história em volta das suas ações. No entanto, também fica claro que o filho mais velho na parábola representa os fariseus e escribas aos quais Jesus estava contando a história. Jesus queria que vissem o contraste entre as atitudes do pai e do filho mais velho.

Apesar de o pai ficar cheio de alegria em receber seu filho arrependido de volta, o filho mais velho ficou com ciúmes e se mostrou arrogante. Ele vangloriou-se da sua obediência (ele disse que jamais transgrediu uma ordem do pai – 15:29) e estava com ciúmes da atenção e bênçãos que o filho mais novo estava recebendo ("... e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me como os meus amigos; ... porém … tu mandaste matar para ele o novilho cevado" – 15:29-30). Ele se recusou a entrar na casa onde o regozijo pela volta do seu irmão pródigo estava acontecendo.

O filho mais velho pode nunca ter saído de casa, mas sua atitude era pecaminosa. Ele não conseguiu se regozijar com a volta do seu irmão. A resposta do seu pai carrega uma repreensão implícita – sua falta de compaixão ou preocupação com o perdido e seus ciúmes eram erradas (vs. 32). É bastante fácil enxergar a falha do filho pródigo; afinal, ele saiu de casa! O filho mais velho, no entanto, é uma lembrança de que as pessoas podem esconder atrás da aparência externa de fidelidade e, no entanto, estarem "perdidas" para o Pai ao mesmo tempo.

–por Allen Dvorak

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