O Árbitro

O pecado do primeiro casal trouxe conseqüências graves. Adão e Eva perderam o privilégio de livre acesso ao Criador, que antes andava no meio do jardim do Éden. O pecado erigiu uma barreira insuperável entre o homem e Deus (Isaías 59:2). A vida nesta terra se tornou difícil, cheia de dores e sofrimento. Jó e outros sofredores lutaram para entender a sua situação. Até acharam difícil para Deus compreender o dilema humano. Jó olhou para o Deus eterno e santo e imaginou que o Senhor jamais compreenderia a circunstância dos mortais. Ele perguntou a Deus: “Tens tu olhos de carne? Acaso, vês tu como vê o homem...para te informares da minha iniqüidade?” (Jó 10:4-6).

Seria diferente, pensou Jó, se tivesse uma pessoa para servir de intermediário entre Deus é o homem: “Porque ele não é homem, como eu.... Não há entre nós árbitro, que ponha a mão sobre nós ambos” (Jó 9:32-33). Sem este árbitro – alguém para fechar o abismo entre o homem e Deus – os homens buscavam, em vão, uma solução para seu problema. Alguns confiavam na sua própria justiça, e fracassaram miseravelmente. Outros fielmente ofereciam os sacrifícios de animais que Deus mandou, mas “é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados” (Hebreus 10:4). Sacerdotes levavam as ofertas a Deus, mas eram, também, homens falíveis sujeitos à morte (Hebreus 7:23; 9:7). Não eram capazes de ser o tipo de árbitro que Jó queria. Durante milhares de anos, Deus ensinou uma lição importante aos homens. O homem é muito capaz de criar o seu problema pelo pecado, mas totalmente incapaz de resolvê-lo sozinho.

Com o pano de fundo desta necessidade profunda, Jesus aparece. Ele se fez carne e habitou entre os homens, assim ganhando o direito de os representar diante de Deus (João 1:14; 1 João 2:1). Ele enfrentou todas as mesmas tentações, mostrando-se capaz de compreender a circunstância humana: “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado” (Hebreus 4:15). Ele vive “sempre para interceder” pelos homens (Hebreus 7:25). Jesus é o único árbitro – Mediador – entre Deus e os homens (1 Timóteo 2:5).

–por Dennis Allan

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