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Nenhum nascimento mais importante jamais aconteceu. A chegada do
Messias, naquele humilde cenário em Belém, foi o acontecimento que preparou o
caminho para as mudanças mais profundas e benéficas que o mundo jamais viu.
Aqueles que hoje têm pelo menos uma aparência de respeito pelo Salvador
imaginam a cena do seu nascimento com adoração pela criança que nasceu para
morrer por todos nós. Mas como teríamos reagido à chegada de Deus entre os
homens se fôssemos vivos no tempo em que ele nasceu?
Talvez muitos de nós nos coloquemos nos cenários bíblicos com
a grandiosa imaginação de que nos teríamos elevado sobre as multidões com
fé inabalável. Mas, naquele tempo, até mesmo os tão criticados escribas e
fariseus tinham tão exaltadas idéias a respeito deles mesmos (Mateus 23:30).
Os relatos em Mateus e Lucas das reações variadas ao recém chegado Messias
podem ser exatamente os espelhos de que necessitamos para olharmos a nós
mesmos. Considerem aqueles que saudaram o Salvador.
Pastores: Visitantes honestos e humildes (Lucas
2:8-10)
Deus mandou os anjos mensageiros, não a Augusto ou Herodes, mas
aos simples pastores. A revelação de Deus convidou estes observadores, homens
honestos e humildes, à ação. Eles foram ansiosos ao Senhor e imediatamente
começaram a espalhar as boas novas. Inda que Jesus tenha crescido de todas as
maneiras (Lucas 2:52). Ele nunca se elevou acima de tais ambientes de pessoas
simples e sinceras. Seus seguidores foram principalmente os pobres homens do
campo, tão freqüentemente desprezados e ignorados pelas pessoas
"religiosas" daquele tempo. O mesmo é verdade hoje em dia.
Simeão: Aquele que não descansaria enquanto não
encontrasse Cristo (Lucas 2:25-35)
Que grande descrição do singelo propósito da vida de Simeão:
"homem este justo e piedoso que esperava a consolação de Israel"
(v. 25). Deus assegurou a tal pessoa que ela viveria para ver o Cristo (v. 26).
Somente quando essa divina promessa se cumpriu, no templo, Simeão pode partir
em paz (v. 29). O semblante de Simeão é refletido nas faces dos que buscam
diligentemente e que não desistirão antes de encontrar a Verdade que liberta
os homens. Os Simeões de todas as épocas concluem que a vida sem Cristo é
incompleta. A afirmação do Espírito a Simeão é repetida por Jesus a quantos
procuram incansavelmente pela verdade: "Pois todo o que pede recebe; o
que busca encontra: e a quem bate, abrir-se-lhe-á" (Mateus 7:8).
Ana: Devota serva que repartiu as notícias
(Lucas 2:36-38)
Em Ana vemos o retrato de uma das mais suaves imagens na terra:
uma santa idosa, cuja vida foi devotada ao serviço de Deus. Horas passadas aos
pés ou ao lado dos leitos de aflição de tais soldados não são nunca
desperdiçadas, pois vemos mesmo na face da morte a graça e o caráter moldados
através de longos anos de dedicação e submissão ao Mestre. Ana era uma
dessas servas, mas seu turno de dever neste mundo ainda não tinha chegado ao
fim. Não era de seu feitio retirar-se para um lugar de descanso enquanto
alguém mais jovem assumia o posto, mas mesmo em sua idade avançada ela "dava
graças a Deus, e falava a respeito do menino a todos os que esperavam a
redenção de Jerusalem" (v. 38). Com Ana podemos aprender a seguir uma
vida de incansável serviço como pessoa que verdadeiramente ama contar a
história de Jesus.
Os magos do Oriente: Vieram de longe em busca
(Mateus 2:1-12)
Seja por causa dos mistérios envolvendo os homens ou pelos
meios especiais pelos quais eles foram trazidos a Cristo, os magos eram dos mais
fascinantes entre aqueles que saudaram o Salvador. Nossa visão mais próxima
desta espécie de homens pode ser encontrada em Daniel, quando os astrólogos e
os feiticeiros eram apontados à vergonha ao serem comparados com aqueles cuja
confiança estava na genuína revelação de Deus. Ainda mais, tais religiões
falsas e inadequadas poderiam ser usadas por Deus para apontar aos homens a
direção certa. Os magos observavam a natureza, e Deus apontava a eles as
Escrituras, que lhes apontavam a Cristo. Sem a revelação da palavra de Deus,
estes homens não poderiam mesmo chegar ao Rei que havia nascido para salvar os
homens. Outras passagens demonstram a sabedoria do Senhor ao trazer homens de
tão "longe" para a completa revelação da Verdade (examine o Salmo
19; Romanos 1:16-20; Atos 17:24-31).
Herodes: Aquele que não queria ceder (Mateus
2:13-18)
Conhecido por sua violência e mania de grandeza, Herodes estava
perturbado com as notícias sobre o Cristo (v. 3). Ele estava inquieto só em
pensar que poderia ser compelido a mudar e ceder o poder a outro. Admitir
abertamente sua atitude em relação ao filho de Deus poderia trazer certos
riscos; contudo, Herodes fingiu um desejo de adorar e honrar a Jesus (v. 8).
Finalmente, Herodes mostrou sua verdadeira intenção quando ele tentou destruir
Jesus (v. 16).
Herodes é, de vários modos, um espelho bem polido de muitas
pessoas para com Cristo. Ele é o tipo daqueles que estão perturbados pelo
evangelho, inquietos sobre qualquer coisa que possa exigir que eles mudem. Tais
pessoas, como Herodes, podem parecer que servem a Cristo, enquanto, realmente,
apenas representam uma peça para outros homens verem. Em vez de verem Jesus
como o Salvador que pode conduzi-los à liberdade e à glória, eles o-veêm
como uma ameaça que poderá destroná-los de soberbas posições na vida. Assim
como Herodes procurou matar Jesus, tais pessoas batem o prego nas mãos dele ao
tratarem o seu sacrifício como inútil e vão (Hebreus 6:6; 10:28-29).
A multidão: Indiferente para com Jesus
Houve outros que tiveram oportunidade de saudar Jesus: aqueles
que passavam por José e Maria enquanto eles caminhavam para o templo, em
Jerusalém; aqueles que viveram na mesma vizinhança, enquanto Jesus crescia;
mesmo seus próprios parentes, que viajavam na mesma companhia naquelas jornadas
a Jerusalém, por ocasião das festas. A vasta multidão que assim encontrou
Jesus simplesmente passou por ele sem notar. Para ela, ele era somente o filho
do carpinteiro ali da rua. Sua presença, que tinha poder para dar significado a
suas vidas mal traçadas, era olhada como sendo comum e insignificante.
Está a multidão de nossos dias um pouco melhor? É dada a
Jesus a oportunidade de transformar as vidas de homens e mulheres, ou passam por
ele sem nem um momento de atenção séria?
Como devemos saudar o Salvador?
Não vivemos na Belém de 2000 anos atrás. Não ouvimos as
vozes da haste celestial ou o grito das mães cujos recém-nascidos foram
trucidados. Nós não vimos sua estrela no oriente, nem ouvimos as
impressionantes palavras de Simeão. Entretanto, temos que determinar como
saudaremos o Salvador. Será como o humilde pastor? Como Simeão, o que
esperava? Como a devota Ana? Como os magos que só se deram por satisfeitos
quando chegaram ao Cristo? Ou seria nossa saudação como a saudação maníaca
e ameaçadora de Herodes ou a apática desatenção da população? Como você
sauda Jesus?
- por Dennis Allan
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