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A Superioridade da Nova Aliança

Precisamos de Jesus Cristo
O Antigo Testamento Não Resolveu o Nosso Maior Problema!  (pdf)  (mp3)

O Antigo Testamento serviu um propósito importante. Ele apresenta o Criador e mostra a importância da obediência do homem. Mostra, também, o problema do pecado e a necessidade de um Salvador. Várias profecias do Velho Testamento olham para o Messias como a solução verdadeira para este problema do homem. Considerando o papel do Antigo Testamento de diagnosticar o maior problema do homem, percebemos que é só no Novo Testamento que encontramos o remédio. Alcançamos a salvação por meio de Jesus Cristo, na nova aliança.

Três Fatos Tristes do Antigo Testamento

O estudo do Velho Testamento nos mostra três fatos tristes e fundamentais para podermos compreender o significado da Nova Aliança. Do Antigo Testamento aprendemos que:

(1) O homem se afastou de Deus – morreu espiritualmente – por causa do pecado. Adão e Eva foram expulsos da presença de Deus porque desobedeceram a ordem que ele lhes deu (Gênesis 3:23-24). No capítulo 5 de Gênesis, o relato nos fala das genealogias entre Adão e Noé, um período da história no qual muitos homens viviam mais de 900 anos. Mas, mesmo assim, sofriam uma outra consequência do pecado. Oito vezes este capítulo diz: “e morreu”. O problema se tornou inegável. O pecado criou uma barreira entre Deus e os homens (Isaías 59:1-2).

(2) O homem não consegue salvar a si mesmo. Séculos de fracasso humano serviam para mostrar a futilidade do homem em tentar resolver seu próprio problema. Paulo resumiu este fato quando disse: “Que se conclui? Temos nós qualquer vantagem? Não, de forma nenhuma; pois já temos demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado; como está escrito: Não há justo, nem um sequer” e “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3:9,10,23). Ele, como judeu debaixo da lei, reconheceu a sua incapacidade de salvar a si mesmo (Romanos 7:18).

(3) Os sacrifícios de animais não foram suficientes para resolver o problema do pecado. O sangue de milhares de animais não lavou os pecados dos homens desobedientes. Hebreus capítulo 10 enfatiza a ineficácia dos sacrifícios do Antigo Testamento: “Entretanto, nesses sacrifícios faz-se recordação de pecados todos os anos, porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados” (10:3-4). Ele acrescenta a observação que aqueles sacrifícios “nunca jamais podem remover pecados” (10:11). O sangue de animais nunca foi suficiente para tirar os pecados dos homens.

O Homem Precisa da Salvação que Vem de Deus

Em Romanos capítulo 7, Paulo fala dos seus próprios sentimentos como homem condenado. Ele conclui este trecho com o grito desesperado: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (7:24). A resposta não vem do homem. Mas o homem que busca encontra a resposta em Deus: “Graças a Deus por Jesus Cristo” (7:25). Paulo disse aos efésios: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2:8-9). Ninguém ganha a salvação por mérito próprio; nenhum de nós merece lugar no céu. Podemos alcançar esta grande bênção pela graça do Deus misericordioso. Qualquer doutrina que ensina a salvação por mérito, como é um fundamento da ideia da reencarnação, nega a graça salvadora de Deus em Jesus Cristo.

Jesus Cristo É o Único Salvador

O mundo ecumênico exalta o sincretismo e a tolerância religiosa. Está na moda dizer que você pode ter a sua fé, e que eu posso ficar com a minha, mas não diga que uma é exclusiva ou superior a outra! Nas perseguições na história da igreja primitiva, cristãos defendiam um único verdadeiro Deus e pregavam Cristo ressuscitado. O resultado? Foram mortos! Hoje, o espírito de ecumenismo e tolerância domina. Se pregar o Deus da Bíblia, ofenderá bilhões que negam o verdadeiro Deus. Se afirmar a salvação exclusivamente em Cristo, se torna pior ainda! Certamente devemos amar aos outros e procurar viver em paz (Romanos 12:18). Mas este espírito pacífico não significa harmonia entre a luz e as trevas (2 Coríntios 6:14-18).

Uma vez que aceitamos a Bíblia como a verdadeira palavra de Deus, não temos opção. Considere algumas afirmações exclusivas:

Jesus Cristo: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6).

Pedro disse sobre Jesus: “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4:12).

Paulo pregou a mensagem de Jesus: “Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê...” (Romanos 1:16; cf. 1 Coríntios 1:23-24; 2:2,5).

João disse que Jesus Cristo “é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro” (1 João 2:1-2). Ele disse ainda: “Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele” (1 João 4:9). “...Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no seu Filho” (1 João 5:11).

O Perigo de uma Fé Incompleta

No Velho Testamento, algumas pessoas que não obedeciam a Deus ainda acreditavam que ele as salvaria pela presença de algum símbolo. Os israelitas, numa das épocas de grande infidelidade, ainda queria a arca da Aliança para garantir vitória numa batalha: “Tragamos de Siló a arca da Aliança do Senhor, para que venha no meio de nós e nos livre das mãos dos nossos inimigos” (1 Samuel 4:3). Quase 800 anos depois, o povo ainda tinha a mesma mentalidade. O objeto de proteção, no pensamento popular, foi o templo de Deus em Jerusalém. Deus avisou: “Não confieis em palavras falsas, dizendo: Templo do Senhor, templo do Senhor, templo do Senhor é este” (Jeremias 7:4). Nos dias de hoje, muitas pessoas imitam estes maus exemplos, acreditando que símbolos como um crucifixo, um escapulário, ou a própria Bíblia oferecem alguma proteção, independente da conduta da pessoa. É uma fé incompleta ou até mal direcionada.

Um outro perigo é a tendência de isolar a fé ou a confissão, negando a necessidade da obediência. Jesus disse: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus” (Mateus 7:21). Tiago ensinou que a fé sem obras de obediência é morta (Tiago 2:19-26). A fé inativa é incompleta e ineficaz.

Condições para a Salvação em Cristo

Deus quer a nossa obediência, e exige de nós o cumprimento de algumas condições para receber o benefício do sangue de Jesus. Para ser salvo, é necessário respeitar a palavra do Senhor, fazendo a vontade do Pai que está nos céus. Vamos observar alguns fatos:

A fé é fundamental (João 3:16). Jesus exige que esta fé se manifeste na conduta da pessoa. Ele disse: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos” (João 14:15; cf. 14:23). Em outra ocasião, Jesus falou dos sacrifícios necessários para ser discípulo dele: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Marcos 8:34). Ele usa a linguagem forte de negar a si mesmo e aceitar o sofrimento e sacrifício da cruz.

Para receber a salvação em Jesus, precisamos de uma fé obediente. Devemos confessar a nossa fé (Romanos 10:9-10; Marcos 8:38). Precisamos nos arrepender nos nossos pecados (Lucas 13:3,5; Atos 2:38). É necessário ser batizado para remissão dos pecados (Atos 2:38; Marcos 16:16). É no batismo que Deus lava os pecados (Atos 22:16), nos dando o benefício do sangue de Jesus derramado na cruz.

Uma vez que nossos pecados são perdoados em Jesus, precisamos perseverar no serviço a Cristo (Hebreus 10:36,39). Quando erramos, busquemos perdão (Atos 8:21-24; 1 João 1:7 - 2:2). Devemos, também, ajudar outros na mesma luta, para que possam perseverar até o fim e receber a recompensa da vida eterna (Gálatas 6:1; Tiago 5:19-20; 2 Timóteo 4:7-8; Apocalipse 2:10).

Antes de pensar em viver sem Cristo, responda honestamente à pergunta que Pedro fez a Jesus: “Senhor, para quem iremos?” (João 6:68).

– por Dennis Allan
d165

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