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Compromissos (pdf)

Devemos sempre cumprir a nossa palavra? 

Todos nós sabemos que é errado mentir. Mesmo cercados por falsas promessas de políticos e vendedores desonestos, ainda sabemos que devemos falar a verdade. Paulo disse: “Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos” (Colossenses 3:9). Jesus disse: “... a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte” (Apocalipse 21:8). Tiago repetiu uma instrução do Mestre quando disse: “...seja o vosso sim sim, e o vosso não não...” (Tiago 5:12).

Todos devem refletir nas conseqüências das mentiras. Faz sentido sofrer a punição eterna para ganhar alguns anos de poder político? Para economizar alguns reais na declaração de imposto de renda? Para vender mais um carro ou mais uma geladeira? A desonestidade não compensa.

Se é pecado mentir, torna-se óbvio que devemos cumprir a nossa palavra. Vamos examinar o que as Escrituras ensinam sobre o cumprimento dos nossos compromissos.

Devemos cumprir a nossa palavra

“As palavras não têm peso. Só são cheques assinados quando são acompanhadas dos atos. As palavras que falam e não agem de acordo com o que dizem são cheques sem fundos” (Marisa Raja Gabaglia).

É comum exigir que os outros falem a verdade, ou pelo menos esperamos tal atitude das pessoas ao nosso redor. A mentira trai a confiança e destrói relacionamentos com amigos, parentes, etc.

Como tratar diversos compromissos

É importante sermos pessoas honestas, conhecidas pela seriedade e determinação de cumprir a nossa palavra. Quase todos os compromissos podem e devem ser cumpridos.

Há, porém, algumas situações especiais. Às vezes, somos impedidos de cumprir a nossa palavra. Em alguns raros casos, temos motivos certos para mudar e não fazer o que pretendíamos. Vamos examinar vários tipos de compromissos e ver como o servo de Deus deve encarar cada um.

Compromissos normais devem ser cumpridos

Antes de considerar algumas circunstâncias especiais, precisamos entender o princípio básico que governa os servos de Deus: Devemos cumprir os nossos compromissos. Sempre foi assim. Moisés ensinou: “O que proferiram os teus lábios, isso guardarás e o farás” (Deuteronômio 23:23). O diabo é “pai da mentira”, e as pessoas que vivem mentindo são filhos dele, não servos de Deus.

Na sociedade atual, em que o relativismo moral e as noções da “ética de situação” dominam o pensamento de muitas pessoas, a idéia de ser verdadeiro em relação aos compromissos parece coisa do passado. Tais atitudes destroem a fibra da família e da sociedade.

Quando assumimos uma dívida ou assinamos um cheque, devemos pagar o valor devido. Quando assinamos um contrato, devemos cumpri-lo. Quando marcamos um compromisso, devemos aparecer na hora marcada. A nossa palavra deve ser confiável.

Um exemplo importante é o compromisso do casamento. Desde o princípio, Deus ensinou que o casamento é um compromisso absoluto que deve terminar somente na morte de um dos cônjuges. Jesus reafirmou a permanência do casamento: “Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mateus 19:6). Seja por traição ou por “incompatibilidade de gênios”, o divórcio sempre envolve pecado por parte de um ou ambos os parceiros. Quando falamos “sim” para entrar num casamento lícito, assumimos um compromisso que deve ser cumprido. O divórcio não é opção.

Compromissos errados não devem ser cumpridos

A nanias e Safira fizeram um acordo – um compromisso entre si – e cumpriram seu plano. A conseqüência foi grave e imediata – os dois foram mortos (Atos 5:1-11). Neste caso, pecaram em cumprir sua palavra por terem feito um compromisso errado. Nunca devemos dar a nossa palavra para fazer algo de errado. Se tivermos assumido compromissos deste tipo, não devemos cumpri-los.

Assim um bandido que promete matar ou roubar deve voltar atrás e se arrepender do seu plano errado. Um funcionário que concorda em mentir pela empresa deve quebrar este “compromisso” errado. E uma pessoa que dá a sua palavra de ficar com um parceiro num casamento ou outro relacionamento ilícito deve sair deste pecado.

Quando falamos de compromissos errados, devemos entender que a palavra de Deus é o padrão que distingue entre o certo e o errado. Um compromisso prejudicial a nós, mas que não fere nenhum princípio da palavra de Deus, deve ser cumprido. Veremos mais sobre compromissos desse tipo no próximo ponto.

Compromissos desvantajosos devem ser cumpridos

O mundo egoísta valoriza a felicidade própria acima do dever aos outros, e assim considera normal não cumprir compromissos prejudiciais. às vezes, comerciantes fecham contratos e depois percebem que sairão no prejuízo. Muitos acham normal voltar atrás e não cumprir a sua palavra. “Trabalhar por adquirir tesouro com língua falsa é vaidade e laço mortal” (Provérbios 21:6).

Muitas pessoas casadas se arrependem quando percebem que o parceiro não é tudo que esperavam, e acham normal quebrar o compromisso do casamento. Davi perguntou: “Quem, SENHOR, habitará no teu tabernáculo? Quem há de morar no teu santo monte?” e incluiu na resposta esta característica do homem justo e íntegro: “O que jura com dano próprio e não se retrata” (Salmo 15:1,4).

A nossa palavra falada dever ser honrada. Em casos de litígio, um juiz dará prioridade às evidências escritas – comprovantes de pagamentos, contratos ou cheques assinados, etc. Mesmo quando não colocamos nada no papel, devemos cumprir a nossa palavra. Falou que faria? Então faça!

Em alguns casos de negócios prejudiciais, há uma possível saída. Provérbios 6:1-5 aconselha a pessoa que assumiu um compromisso precipitado, de ser fiador do outro, a se prostrar e implorar que o outro o livrasse do seu compromisso. Às vezes, uma conversa amigável, em que explicamos o nosso erro, pode comover a outra pessoa a nos livrar de um acordo. Caso contrário, ainda devemos cumprir a palavra!

Já deu sua palavra? Foi uma coisa honesta e certa diante de Deus? A outra pessoa não o libertou do seu acordo? Mesmo quando seu compromisso lhe traz sofrimento e tristeza, seja fiel em cumpri-lo!

Compromissos que não cabem a nós podem ser anulados

Nunca devemos agir sem autorização. Ninguém tem direito de vender um terreno que não lhe pertence ou assinar um cheque da conta de uma outra pessoa. Um filho menor de idade deve ter a permissão dos pais para fazer um contrato, e uma mulher casada deve ter a autorização do marido antes de fazer negócios (Colossenses 3:18; Efésios 5:22; cf. o ensinamento de Números 30 sobre votos feitos no Antigo Testamento).

Compromissos impossíveis devem ser explicados

A pesar de todas as boas intenções de pessoas honestas, circunstâncias podem surgir que dificultam ou impossibilitam o cumprimento da nossa palavra. Marcamos compromissos, mas não temos controle de diversos fatores. Um ônibus pode quebrar. Chuvas podem causar alagamentos e fechar ruas. Problemas de saúde podem surgir inesperadamente. Empecilhos fora do nosso controle podem forçar mudanças em nossos planos. De fato, todos os planos devem ser feitos com entendimento das nossas próprias limitações. Por este motivo, devemos dizer: “Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo” (Tiago 4:15).

Quando não conseguimos cumprir a nossa palavra, devemos explicar o motivo e pedir desculpas à outra pessoa. Se não fizer isso, ela pode perder a confiança em nós. Paulo deu um exemplo quando explicou aos coríntios a mudança nos seus planos de viagem (2 Coríntios 1:15-24).

A maioria dos problemas com os nossos compromissos pode ser evitada por aplicar o princípio ensinado em Provérbios 19:2 – “Não é bom proceder sem refletir, e peca quem é precipitado” (cf. Provérbios 20:25; 29:20).

Deus cumpre suas promessas

Deus sempre cumpre suas promessas. Ele é verdadeiro (João 8:26; 17:3; Romanos 3:4; 1 Tessalonicenses 1:9; Apocalipse 6:10). Ele tem toda a sabedoria, e nunca age de uma maneira irrefletida ou precipitada (Romanos 11:33). Podemos confiar em tudo que Deus fala, “pois quem fez a promessa é fiel” (Hebreus 10:23).

E nós, como servos de Deus, devemos imitar seu exemplo perfeito, refletindo bem, falando a verdade e cumprindo a nossa palavra!

–por Dennis Allan
d147 (pdf)

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