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Realidades Duras que nos motivam

Tranqüildade, conforto, sossego e felicidade são os alvos da vida de muitas pessoas, e os propósitos principais de algumas religiões e filosofias. Mas a pessoa que busca a Deus aprende a pensar diferente. A sua vida envolve arrependimento, conversão, transformação e ação. A própria palavra de Deus foi escrita para nos motivar à ação. Ela mostra o problema da nossa desobediência e nos incentiva a procurar a solução que Deus nos oferece. O evangelho exige ação, descrita em palavras como obedecer, andar, fazer, trabalhar e converter-se.

Se não tivéssemos um motivo para agir, a nossa tendência seria ficar onde estamos. Por que se levantar? Por que mudar de lugar? Por que sair do conforto que já encontramos nesta vida? Por que nos submeter a regras e restrições de um livro escrito há milhares de anos?

A Bíblia responde a estas perguntas, várias vezes e de diversas maneiras. Antes de qualquer outro fato, devemos frisar um princípio fundamental das Escrituras. Deus nos ama e ele quer nos abençoar ricamente. Ele nos oferece a bênção de permanecer na sua presença e sob a sua proteção para sempre. Mas para usufruirmos desta bênção inigualável, precisamos buscar a Deus, conhecer a vontade dele e agir em obediência.

Para nos motivar, Deus oferece várias afirmações, perguntas e desafios. Muitas vezes, são palavras duras que servem para nos alertar e nos tirar do comodismo espiritual. Vamos examinar alguns exemplos.

Para quem iremos? Um ano antes da morte de Jesus, seu ministério enfrentou um momento crítico. Sua fama espalhara até ao ponto que enormes multidões o seguiam. O povo imaginava que Jesus seria a solução perfeita para seus problemas sociais e políticos. Alimentaria as multidões, curaria os enfermos e protegeria o povo de todos os inimigos. Ele seria o perfeito rei! Quando Jesus soube das intenções da multidão, ele se retirou e passou a noite em oração (João 6:15). No dia seguinte, fez uma pregação dura, repreendendo a ênfase material do povo e desafiando todos os seus ouvintes a buscarem a vida eterna. A grande maioria não gostou dessa mensagem, e o rebanho encolheu de milhares para um punhado de discípulos. Jesus olhou para os doze apóstolos e perguntou: “Porventura, quereis também vós outros retirar-vos?” Ninguém é forçado a servir a Jesus. Ele dá oportunidade para se retirar da presença dele, como fez a multidão. Mas Pedro respondeu a pergunta com palavras que definem a verdadeira fé: “Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna; e nós temos crido e conhecido que tu és o Santo de Deus” (João 6:66-69). Se não seguirmos a Jesus, onde encontraremos a vida eterna?

Poucos acertam o caminho estreito. Muitas pessoas acreditam que quase todos vão para o céu, independente de suas atitudes em relação a vontade de Deus. Jesus discorda. Ele disse: “Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela), porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela” (Mateus 7:13-14). A coisa mais importante na nossa vida é encontrar e entrar pela porta estreita.

Não há salvação em nenhum outro. Na nossa sociedade pluralista, muitos acreditam que existam inúmeros caminhos espirituais igualmente válidos, e que qualquer um deles levará o homem à vida eterna. Até alguns que se dizem cristãos apóiam filosofias e doutrinas que negam a necessidade e a eficácia do sacrifício de Jesus, procurando paz e felicidade por meio de meditação, reencarnação ou iluminação mística. Pedro falou sobre Jesus quando disse: “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4:12). A única mensagem salvadora é a pregação de “Jesus Cristo e este crucificado” (1 Coríntios 2:5). A palavra de Jesus é exclusiva!

Os injustos não herdarão o reino de Deus. Quando pensamos sobre a injustiça, é fácil condenar as pessoas culpadas de grandes atrocidades contra outros seres humanos. Certamente tais crimes se enquadram na injustiça. Mas a definição dada por Deus é mais abrangente, e inclui diversas práticas que os homens geralmente defendem. “Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus” (1 Coríntios 6:9-10). É possível se arrepender e ser perdoado desses pecados (1 Coríntios 6:11), mas as pessoas que permanecem nessas práticas não vão para o céu. Está na hora de nos purificar de toda impureza – moral e espiritual (2 Coríntios 6:14 - 7:1).

Muitos religiosos serão perdidos. O julgamento final trará algumas surpresas desagradáveis. Até muitos líderes religiosos – pessoas que trabalhavam e pregavam em nome de Jesus – serão rejeitados. Jesus disse: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade” (Mateus 7:21-23).

Quem ultrapassar a doutrina de Cristo será rejeitado. Os discípulos de Jesus devem obedecer-lhe em tudo (Mateus 28:18-20). Apesar das tendências de muitos líderes religiosos de quererem “atualizar” e “adaptar” a mensagem das Escrituras, os verdadeiros seguidores do Senhor precisam se contentar com a palavra revelada quase 2.000 atrás. “Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus; o que permanece na doutrina, esse tem tanto o Pai como o Filho” (2 João 9; cf 1 Coríntios 4:6).

A ignorância não é desculpa. Toda criança aprende usar a tática de se esconder atrás da ignorância. Espera clemência por não saber. Muitos adultos continuam com a mesma desculpa, sempre fugindo da responsabilidade. Tal tática não serve na vida em geral, e certamente não serve na vida espiritual. Deus pode ter mostrado uma certa tolerância antes de enviar Jesus, mas não temos esta desculpa hoje: “Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam; porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça” (Atos 17:30-31). Serão banidos eternamente da presença de Deus “os que não conhecem a Deus” e “os que não obedecem ao evangelho” (2 Tessalonicenses 1:8-9).

O que faremos no fim? Jeremias enfrentou uma situação difícil. Os líderes religiosos enganavam o povo com suas doutrinas humanas, e o povo gostava da mensagem deles! Mas promessas vazias de paz e prosperidade não terão nenhum valor quando chegamos ao julgamento final. Jeremias alertou os seus ouvintes com esta pergunta: “Que fareis quando estas coisas chegarem ao seu fim?” (Leia Jeremias 5:30-31). Nossas escolhas espirituais devem ser analisadas e dirigidas pela mesma pergunta.

Morreremos, e depois disto, vem o juízo. Temos apenas esta vida para acertar o caminho certo, pois “aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo” (Hebreus 9:27). Paulo acrescenta: “Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo” (2 Coríntios 5:10). Não há tempo a perder. A nossa eternidade não é brincadeira!

O servo de Deus avisa aos outros do perigo. Uma vez que decidimos nos entregar ao Senhor, ainda temos trabalho para fazer. Muitas pessoas ao nosso redor ainda não conhecem o evangelho puro. Cabe aos cristãos de hoje avisar aos outros do perigo de negligenciar as suas almas. As palavras que Deus dirigiu ao pregador Ezequiel nos mostram a responsabilidade dos fiéis hoje: “Filho do homem, eu te dei por atalaia sobre a casa de Israel; da minha boca ouvirás a palavra e os avisarás da minha parte. Quando eu disser ao perverso: Certamente, morrerás, e tu não o avisares e nada disseres para o advertir do seu mau caminho, para lhe salvar a vida, esse perverso morrerá na sua iniqüidade, mas o seu sangue da tua mão o requererei. Mas, se avisares o perverso, e ele não se converter da sua maldade e do seu caminho perverso, ele morrerá na sua iniqüidade, mas tu salvaste a tua alma. Também quando o justo se desviar da sua justiça e fizer maldade, e eu puser diante dele um tropeço, ele morrerá; visto que não o avisaste, no seu pecado morrerá, e suas justiças que praticara não serão lembradas, mas o seu sangue da tua mão o requererei. No entanto, se tu avisares o justo, para que não peque, e ele não pecar, certamente, viverá, porque foi avisado; e tu salvaste a tua alma” (Ezequiel 3:17-21). São palavras duras que exigem uma resposta ativa!

–por Dennis Allan
D137  

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