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Apocalipse: Lição 3

Jesus Vence o Dragão (Apocalipse 20:1-10)

Continuamos o nosso estudo do livro, chegando agora à derrota do último dos adversários introduzidos nos capítulos 12 a 17. A meretriz e as duas bestas já caíram. Agora, falta somente a derrota de Satanás para completar a vitória do Cordeiro. Desde o capítulo 12, temos aguardado a vitória prometida sobre “o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, Satanás”.

Este trecho é, sem dúvida, um dos mais polêmicos do livro. Tem sido usado como parte integral de várias doutrinas especulativas, especialmente as diversas formas de milenarismo. Os pré-milenaristas, que ensinam que Jesus reinará na Terra durante 1.000 anos, dependem muito deste texto. Será que acham aqui as provas necessárias para defender sua teoria?

Os Mil Anos (20:1-6)

20:1 – Então, vi descer do céu um anjo; tinha na mão a chave do abismo e uma grande corrente.

Então, vi descer do céu um anjo: Ele vem com a autoridade de Deus (cf. 10:1; 18:1).

Pré-milenarismo Resumido

Há algumas divergências entre pré-milenaristas. Resumidamente, a doutrina inclui estes elementos:

1. O Arrebatamento. Jesus voltará para buscar os fiéis. Os mortos justos serão ressuscitados e os fiéis vivos serão levados para encontrar Jesus no ar. O Espírito Santo deixará a Terra, também.

2. A Grande Tribulação, um período de sete anos que inclui a invasão da terra santa pelas forças de Gogue, levando à terrível batalha de Armagedom. Este período é dividido em duas partes:

  • 3½ anos de relativa prosperidade sob o Anticristo 

  • 3½ anos de sofrimento

3. Jesus e seus santos voltarão à Terra para estabelecer seu reino terrestre de 1.000 anos. Jesus reinará no trono literal de Davi. Durante este tempo, Satanás será preso.

4. Depois dos 1.000 anos, o diabo será libertado por pouco tempo e tentará, mais uma vez, destruir o Senhor e seu povo. Não conseguirá.

5. A ressurreição dos ímpios.

6. O julgamento final; a separação eterna entre os fiéis (no céu) e os ímpios (no inferno).

20:2 – Ele segurou o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, Satanás, e o prendeu por mil anos

Ele segurou o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, Satanás: A mesma descrição do diabo dada em 12:9. Mas aqui, o anjo do céu segura o dragão. Ele está sob o domínio deste servo do Senhor.

E o prendeu por mil anos: Claramente uma das frases mais polêmicas do livro. Devemos entender esta expressão como totalmente literal, parcialmente literal ou totalmente simbólica? Consideremos estas três abordagens:

1. Totalmente literal: um período de tempo de mil anos. Há diversas interpretações que dependem de uma explicação literal dos 1.000 anos aqui. Se não achar o milênio aqui, não terá nenhuma base bíblica para defender doutrinas milenaristas. Além de não respeitar os limites de tempo citados várias vezes no livro do Apocalipse (1:1,3; 22:6,7,10,12), as teorias milenaristas dependem de muitas interpretações forçadas e contraditórias em diversos textos bíblicos. A interpretação literal normalmente coloca os 1.000 anos como um período literal futuro.

2. Parcialmente literal: um período de tempo longo (anos literalmente representam tempo), mas não necessariamente de mil anos. Conforme estas interpretações, vários comentaristas acreditam que os 1.000 anos representam um período de relativa segurança, começando pouco depois de João escrever o Apocalipse e continuando até algum momento pouco antes da segunda vinda de Jesus. Esta interpretação normalmente diz que estamos atualmente no milênio, mas que ainda haverá um período curto em que Satanás terá maiores poderes. Entre os problemas enfrentados com esta interpretação é a questão de sinais antes da segunda vinda de Jesus. Se Satanás será liberado para agir com mais potência do que ele possui atualmente, estas obras dele serviriam como sinais precedendo a segunda vinda de Jesus. A Bíblia, porém, ensina que Jesus virá como ladrão (2 Pedro 3:10).

3. Totalmente simbólica: a figura não fala de tempo, mas da sujeição total do diabo. Nesta interpretação, que me parece a mais coerente das opções, o ponto seria um contraste entre o domínio total que o anjo exerce sobre o diabo, e o poder muito limitado deste para afligir os santos. Descreveria a situação atual do diabo, dominado e incapaz de exercer o poder perseguidor como o fazia no Apocalipse, mas ainda vivo e com algum poder para nos afligir.

Mil representa totalidade, não um número literal ou limitado. Considere alguns exemplos:

●     Deus guarda a misericórdia em mil gerações (Êxodo 34:7; cf. Deuteronômio 7:9). Literal? Só até mil? Obviamente, não. O ponto é da fidelidade total do Senhor para com os seus filhos fiéis. 

●     Deus mandou a sua palavra para mil gerações (Salmo 105:8). Literal? Depois de mil gerações as outras podem desobedecer? Não, o ponto é que todas as gerações de Israel seriam obrigadas a guardar a lei. 

●     Um só homem, com a ajuda de Deus, perseguirá mil do inimigo (Josué 23:10). Literal? Não. Deus daria vitória total sobre os adversários.

●     Em Jerusalém restaurada, o menor cresceria para ser mil (Isaías 60:22). Literal? Não. Uma bênção completa.

20:3 – lançou-o no abismo, fechou-o e pôs selo sobre ele, para que não mais enganasse as nações até se completarem os mil anos. Depois disto, é necessário que ele seja solto pouco tempo.

Lançou-o no abismo, fechou-o e pôs selo sobre ele, para que não mais enganasse as nações até completarem os mil anos: Diante dos exemplos acima, devemos insistir em interpretar os mil anos do Apocalipse como um período literal de tempo? Acredito que não. 144.000 homens judeus e virgens não representam um número literal, nem representam homens, judeus ou virgens (cf. os comentários sobre capítulos 7 e 14, nas lições 15 e 24). Da mesma maneira, podemos entender que esta figura de mil anos não representa, necessariamente, um número literal de mil, nem um período de tempo.

Depois disto, é necessário que ele seja solto pouco tempo: A ênfase da figura está no contraste entre mil anos de prisão e pouco tempo de liberdade. O domínio do Senhor é total. O poder do diabo é extremamente limitado. Este versículo admite que o diabo não deixou de agir na época da igreja primitiva. Ele foi derrotado na cruz; o destino dele foi selado. Mas, Deus deixou que Satanás agisse, dentro de limites definidos pelo Senhor, até que ele foi, finalmente, lançado no lago de fogo (20:10).

Devemos fazer uma aplicação prática aqui. Jesus venceu o diabo e seus servos na cruz (Hebreus 2:14-15; Colossenses 2:15; 1 João 3:8; cf. Lucas 10:18; Mateus 12:28-29). Mas, Deus deixa Satanás agir, dentro de certos limites, nos dias atuais. Não devemos nos enganar, achando o diabo totalmente impotente. Ele age, procurando nos destruir com o pecado. Mas o poder dele é menor do que o poder que Deus nos deu na sua palavra. O Senhor nos deu condições de resistir e vencer, na nossa vida, os ataques do inimigo (Tiago 4:7; 1 Pedro 5:8-9; 1 Coríntios 10:12-13).

20:4 – Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar. Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos.

Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar: O Apocalipse fala, várias vezes, de tronos de autoridades subordinadas ao Rei dos reis. O trono principal, obviamente, é o de Deus (4:2; 5:13; 7:10-11,15; 12:5; 19:4). Jesus senta-se no trono com o Pai, e os vencedores sentam-se com ele (3:21; 7:17; 22:1,3). Esta figura de domínio compartilhado, até pelos servos do Senhor, se torna um tema importante no livro, demonstrando a certeza da vitória dos fiéis. Os 24 anciãos, representando o povo de Deus, têm seus tronos ao redor do trono dele (4:4; 11:16). O vencedor recebe “autoridade sobre as nações” (2:26-28). Os remidos “reinarão sobre a terra” (5:10).

Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos: Quem, então, são as pessoas nestes tronos? Observemos algumas ligações no próprio livro. Aos vencedores, foi prometida autoridade sobre as nações (2:26). Na vitória da sétima trombeta, Cristo recebeu o reino, as nações se enfureceram, os mortos foram julgados, e o galardão foi dado aos santos (11:15-18). A mesma idéia aparece em Daniel 7. O Filho do Homem recebe o domínio (7:13-14), os reis se levantam contra os santos (7:17), mas “os santos do Altíssimo receberão o reino e o possuirão para todo o sempre, de eternidade em eternidade” (7:18). O chifre insolente “fazia guerra contra os santos e prevalecia contra eles, até que veio o Ancião de Dias e fez justiça aos santos do Altíssimo, e veio o tempo em que os santos possuíram o reino” (7:21-22). “O reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será reino eterno” (7:27).

Chegou o momento desta vitória no Apocalipse. A meretriz foi julgada. As duas bestas, incluindo o rei insolente, foram julgadas. A vitória pertence a Cristo e aos seus servos, que recebem o reino eterno. A comparação com Daniel 7:18 e 27 ajuda a entender que o reinado dos santos não se limita a um período de mil anos.

Parece que estes abençoados se dividem em dois grupos. Alguns comentaristas sugerem que os grupos são: ➊ aqueles que morreram como mártires, e ➋ outros santos que não adoraram a besta. Outros sugerem uma distinção diferente, entre ➊ os que ainda estavam vivos (aqueles aos quais foi dada autoridade) e ➋ os santos mortos (as almas dos decapitados).

Em qualquer dos casos, o contraste maior fica entre estes servos fiéis, que reinam com o Senhor, e os ímpios, que adoravam a besta e sofrem as conseqüências (cf. 14:9-12). Esta diferença se torna especialmente evidente na comparação do reinado dos santos (mil anos – 20:4) com o dos reis da terra que se subordinaram à besta (uma hora – 17:12). Melhor ser um servo no reino de Deus do que um rei no reino da besta!

“Viveram”, neste versículo, poderia ser traduzido “reviveram”, “ressuscitaram” (NVI) ou “voltaram a viver”. Há acirrados debates sobre a natureza desta ressurreição. O texto não diz que os corpos foram ressuscitados, e assim se torna difícil usar este trecho para apoiar alguma noção de ressurreições separadas – uma para os santos e outra para os ímpios. Outras passagens, como João 5:28-29, negam a possibilidade de ressurreições distintas. Mas, por estar no contexto de uma visão simbólica, pode ser que João “viu” corpos ressuscitados. Ainda nada diria sobre alguma ressurreição literal. Ao invés de nos perder neste tipo de debate, devemos entender a mensagem da vitória dada aos fiéis. Se foram almas ou corpos ressuscitados, ainda acontece numa visão que comunica uma mensagem coerente com o contexto.

Alguns exemplos do Velho Testamento ajudarão aqui. Ezequiel usou, simbolicamente, a idéia de uma ressurreição para mostrar a vitória que seria dada aos judeus depois do cativeiro na Babliônia. Deus profetizou sobre a volta do povo do cativeiro, e usou a visão dos ossos secos para mostrar a possibilidade desta “ressurreição” de uma nação quase morta (Ezequiel 36 e 37). Isaías usa, também, a figura de uma ressurreição para mostrar o livramento dado ao povo oprimido quando Deus traz o castigo contra os opressores (Isaías 26:19-21).

20:5 – Os restantes dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos. Esta é a primeira ressurreição.

Os restantes dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos: Os que morreram no Senhor foram abençoados no versículo 4. Os outros mortos – aqueles que adoraram a besta e receberam a marca dela – são explicitamente excluídos destas bênçãos. Os mil anos de domínio são dos santos fiéis, não dos ímpios.

Esta é a primeira ressurreição: A única ressurreição já mencionada neste texto foi aquela do versículo 4 – viveram (ressuscitaram) e reinaram. Por que primeira? Se fosse a ressurreição literal na vinda de Cristo, seria uma só ressurreição de todos os mortos (João 5:28-29). Estas ressurreições fazem parte das imagens simbólicas do livro. A primeira é dos mártires, ou da causa dos mártires fiéis, na justa vingança de Deus contra a meretriz, as bestas e o dragão. A primeira ressurreição representa a vitória dos santos sobre os seus adversários, o livramento dos fiéis da opressão e sua restauração às bênçãos de Deus. A morte pelas mãos dos perseguidores não pode tirar esta bênção dos fiéis (14:13).

20:6 – Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos.

Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição: A quinta das sete bem-aventuranças no livro (cf. lição 3), esta frase reforça o sentido dos versículos 4 e 5. Os fiéis participam da ressurreição vitoriosa para reinar com Jesus. Aqueles que serviam à besta não podem participar deste reino e, assim, não têm parte na primeira ressurreição. Os abençoados aqui são, também, santos. Só podem ser, pois os imundos não reinam com Cristo (21:8; cf. 1 Coríntios 6:9-11; Hebreus 12:14). A participação da vitória e do reino do Cordeiro exige a santidade.

Sobre esses a segunda morte não tem autoridade: A segunda morte sugere uma primeira. Na primeira, os homens podem não enxergar nenhuma diferença. Os ímpios morreram nas pragas do livro, mas os santos morreram pelas mãos da besta. Qual vantagem em servir a Cristo, se todos igualmente morrem? A diferença pode ser invisível aos homens, mas Deus claramente vê esta distinção e a revela aos fiéis. A diferença não está na primeira morte, está na segunda! Os fiéis não são atingidos pela segunda morte, identificada no final do capítulo como “o lago de fogo” (20:14).

Pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos: A segunda morte, o lago de fogo, domina os ímpios e os servos da besta. Mas os servos do Senhor participam do domínio total de Cristo. A figura de mil anos aqui tem o mesmo significado das expressões “para todo o sempre, de eternidade em eternidade” (Daniel 7:18) e “o seu reino será reino eterno” (Daniel 7:27). O ponto não é de um tempo determinado, mas de um domínio absoluto. Como em outros trechos do Novo Testamento, esta figura junta a autoridade do rei com o papel do sacerdote. Sacerdotes reinam. No sistema do Velho Testamento, não foi possível um sacerdote (da tribo de Levi) reinar (pois os reis vieram de outras tribos, principalmente Davi e seus descendentes, que eram de Judá), nem um rei servir como sacerdote (Hebreus 7:11-14; 2 Crônicas 26:16-18). Este fato apresenta mais uma dificuldade para os pré-milenaristas, pois se Jesus, da tribo de Judá, “estivesse na terra, nem mesmo sacerdote seria” (Hebreus 8:4). Mas depois da morte de Jesus, ele nos fez um “sacerdócio real” (1 Pedro 2:9), não conforme um sistema terrestre, e sim, no reino celestial a qual fomos transportados (Colossenses 1:13). O sistema pré-milenarista erra nos seus conceitos da localização geográfica e histórica do reino de Cristo, e na sua noção sobre a natureza do reino. O reino espiritual de Cristo já existe, e já existia quando Pedro e Paulo escreveram suas cartas no primeiro século. Os fiéis são os sacerdotes que já reinam com Cristo.

A Derrota Final de Satanás (20:7-10)

20:7 – Quando, porém, se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão

Quando, porém, se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão: Mantendo a figura de períodos de tempo, este versículo serve como um aviso importante. Tudo que já passou se encaixa no contexto histórico que João identificou no livro – coisas que iam acontecer em breve. Os leitores originais entenderam, assim, a sua vitória sobre Satanás, dando-lhes o privilégio de reinar com Cristo. Mas, enquanto a história continua na Terra, seria errado presumir que o diabo nunca mais tentaria se levantar, ou que outros santos, em outras épocas, não poderiam sofrer perseguições brutais. A situação geral dele é de poder muito limitado, e os santos em qualquer circunstância têm a confiança da vitória pelo sangue do Cordeiro. Se ele surgir aqui ou ali em algum outro momento da história, não deve-se concluir que o Cordeiro ou os santos perderam seu domínio. É possível para ele atacar novamente, mas nenhum ataque dele contra os fiéis será bem-sucedido.

20:8 – e sairá a seduzir as nações que há nos quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, a fim de reuni-las para a peleja. O número dessas é como a areia do mar.

E sairá a seduzir as nações que há nos quatro cantos da terra: Diferente do poder normal do diabo como tentador, que os santos resistem pela fé (1 Pedro 5:8-9), ele teria ocasiões de pelejar contra os santos como perseguidor, usando o poder de governos humanos contra os santos.

Gogue e Magogue: No Apocalipse, estes nomes aparecem somente aqui. O significado deles se torna evidente quando examinamos as outras passagens bíblicas que falam de Gogue ou Magogue. Este símbolo vem de Ezequiel 38 e 39. No capítulo 36, Deus prometeu a restauração de Israel. No capítulo 37, outras mensagens reforçaram esta promessa. De repente, no capítulo 38, Gogue de Magogue ajunta um exército das nações ímpias e invade Israel restaurada. Deus peleja contra Gogue e as nações, e os ímpios são destruídos e enterrados no capítulo 39. A comparação das nações citadas em Ezequiel 38:2-6,13 com as linhagens dos povos em Gênesis 10 mostrará que não são descendentes de Sem, o antepassado do povo santo. O uso destes nomes representa os povos ímpios que se levantam contra o reino do Senhor e contra seu povo escolhido. O resultado naquele contexto foi a derrota total de Gogue e seus aliados.

A fim de reuni-las para a peleja: Ele faz aqui a mesma coisa que os espíritos imundos fizeram em 16:13-14. Aqueles exércitos foram derrotados (19:19-21). É a mesma coisa que Gogue fez em Ezequiel 38, mas eles, também, foram derrotados. Agora o diabo chama as nações para atacar o povo de Deus. Não poderá haver dúvida sobre o resultado!

O número dessas é como a areia do mar: Números podem impressionar os homens, mas nunca impressionam o Senhor Todo-Poderoso, e não devem impressionar os seguidores dele. A questão não é quantos, é quem! O diabo é um perdedor, e perderá esta e todas as suas batalhas contra o Senhor. Jesus é um vencedor, e aqueles que ficam do lado dele têm a garantia da vitória.

20:9 – Marcharam, então, pela superfície da terra e sitiaram o acampamento dos santos e a cidade querida; desceu, porém, fogo do céu e os consumiu.

Marcharam, então, pela superfície da terra e sitiaram o acampamento dos santos e a cidade querida: Os inimigos vêm contra o povo de Deus, representado pelo acampamento dos santos e a cidade querida – Jerusalém espiritual. Uma multidão de soldados das nações dos quatro cantos da terra vem contra os santos.

Desceu, porém, fogo do céu e os consumiu: Como nas outras batalhas em Ezequiel 38-39; Salmo 2; Apocalipse 19, não há necessidade de uma apresentação dramática que destaca o poder do inimigo. Ele perde e perde totalmente, porque fogo do céu o consumiu.

20:10 – O diabo, o sedutor deles, foi lançado para dentro do lago de fogo e enxofre, onde já se encontram não só a besta como também o falso profeta; e serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos.

O diabo, o sedutor deles, foi lançado para dentro do lago de fogo e enxofre: Os versículos 7 a 9 mostram a possibilidade do diabo se levantar contra os fiéis de outras épocas, mesmo depois da vitória dada aos santos que sofriam pela mão da besta romana. Mas mesmo este poder tem limites. O próprio diabo chegará ao fim, quando será lançado dentro do lago de fogo.

Onde já se encontram não só a besta como também o falso profeta: As duas bestas já foram lançadas no lago de fogo (19:20).

E serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos: O lago de fogo não lhes traz aniquilação, e sim, tormento perpétuo. No próximo capítulo, descobriremos que as pessoas que não obedecem ao Senhor, também, serão lançadas neste lago. O castigo descrito aqui é de tormento perpétuo. Mesmo reconhecendo a linguagem simbólica do contexto, trechos como este nos ajudam a resistir o engano das doutrinas que ensinam que a morte espiritual seja apenas a destruição total ou aniquilação dos ímpios. A morte envolve uma separação. A morte física é a separação de espírito e corpo (Eclesiastes 12:7; Tiago 2:26), e a morte espiritual é a separação do homem e Deus (Isaías 59:1-2; Efésios 2:5,12). Esta morte pode ser temporária (Efésios 2:4-6,13) ou pode se tornar eterna (2 Tessalonicenses 1:8-9). Na linguagem de Jesus, o castigo dos condenados é de duração igual à vida dos salvos: castigo eterno e vida eterna (Mateus 25:46).

Conclusão

João escreveu para consolar os santos perseguidos pelo governo romano e as forças que o apoiavam. Ele mostrou os poderes maus atrás desta perseguição, apresentando o dragão, as bestas e a meretriz. Mas depois das revelações, pragas e batalhas, os santos continuam reinando com Cristo, enquanto os inimigos sofrem no lago de fogo e enxofre. Deus é justo, e seus servos fiéis são vencedores!


Perguntas

1. O que estava na mão do anjo que desceu do céu? 

2. O que ele fez com Satanás? 

3. O que Satanás não podia fazer enquanto estava preso (20:2-3) que podia fazer quando foi solto (20:7-8)? 

4. Devemos entender os mil anos literalmente? 

5. Conforme as profecias de Daniel 7:18-27, o reinado dos santos com Cristo é limitado, literalmente, a mil anos? 

6. Quem tem parte na primeira ressurreição? Estas pessoas são isentas do que? 

7.  Gogue e Magogue representam quem?

8. Quem ganhou a batalha contra Gogue e Magogue? 

9. Descreva o castigo do lago de fogo.


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