Salmos: Lição 14
Salmos 73 - 77

“D eus é o juiz” (75:7). “Desde os céus fizeste ouvir o teu juízo” (76:8). Afirmações como estas são comuns nas Escrituras, e especialmente nos Salmos. Deus castiga os ímpios e protege e salva os justos. Mas, ele sempre faz isso? Como explicar o sofrimento dos inocentes e a prosperidade dos perversos? Como um homem pode acreditar no poder de Deus quando o templo do Senhor é destruído e queimado por pessoas que adoram outros deuses? Perguntas como “até quando?” e “por que?” são levadas ao “santuário de Deus” para ajudar cada servo aumentar a sua fé e concluir, junto com os Salmistas: “Bom é estar junto a Deus; no Senhor Deus ponho o meu refúgio, para proclamar todos os seus feitos” (73:28). 

Salmo 73   Enfrentando Dúvidas sobre a Justiça de Deus

Este Salmo fala da luta do autor para compreender as injustiças nesta vida. Serve como exemplo bom para nós, para podermos superar as nossas próprias crises espirituais. Devemos prestar atenção e lembrar bem da mensagem deste Salmo.

                    1         A verdade que Asafe quer defender: Deus é bom para com seu povo fiel

                    2-14     A luta: A experiência própria contraria sua tese. Ele passou a invejar os perversos por serem prósperos. Eles se dedicam ao pecado (olhos, coração e língua – 7-9) e ainda têm saúde, prosperidade e a lealdade do povo, que lhes segue. Tudo isso quase levou o Salmista à triste conclusão de que não adianta servir a Deus (13-14)

                    15-17   Mas espere aí! Mesmo na sua fraqueza, ele teve a cautela de não expor as suas dúvidas aos novos e fracos, pois teria se tornado uma pedra de tropeço (15). Ele reconheceu a dificuldade do assunto, e só achou respostas adequadas em Deus (16-17). Obs.: Aprendemos muito desses versículos: (1) Devemos ter cuidado com as nossas dúvidas. Pessoas que falam abertamente sobre as suas dificuldades espirituais na presença de pessoas fracas podem derrubar a fé destas. (2) Devemos ser humildes para aceitar a dificuldade de alguns assuntos, e não confiar demais em nossa própria capacidade de raciocínio. (3) Sempre devemos buscar respostas em Deus. Somente na sabedoria eterna dele achamos a verdadeira justiça.

                    18-20   Afinal, ele conseguiu acreditar na justiça de Deus, e entendeu que os perversos seriam castigados

                    21-22   Seus momentos de dúvida eram momentos de fraqueza, ignorância e de pensamentos irracionais diante de Deus

                    23-26   Mesmo na angústia e no sofrimento desta vida, ele entendeu que Deus não o abandonou. Teve a bênção de comunhão com o Senhor. Obs.: É erro grave e extremamente perigoso pensar que a nossa relação com Deus se reflete na prosperidade ou na saúde. Mesmo quando sofremos nesta vida, podemos ter certeza que Deus não abandona os fiéis.

                    27-28  Depois de procurar respostas às suas dúvidas, Asafe afirma a sua confiança no Senhor, e defende ainda a tese do versículo 1 

Salmo 74   A Tristeza ao Ver o Templo Destruído

Normalmente pensamos de Asafe em relação ao tempo de Davi (veja 1 Crônicas 6:31,32,39; 16:5,7,37; 25:1,6) e de Salomão (2 Crônicas 5:12). Algumas dessas mesmas citações mostram que a família de Asafe continuou no serviço de louvor no templo nas gerações posteriores. Este Salmo fala da destruição do templo, que aconteceu séculos depois de Davi e Salomão. Porém, sabemos que a família de Asafe continuou o seu serviço durante todo esse tempo até, pelo menos, a época de Esdras e Neemias (veja Esdras 2:41; Neemias 7:44). Desta maneira, podemos entender o Salmo 74 como produto de um ou mais dos descendentes de Asafe

                    1-3      O Salmo começa com uma série de perguntas e pedidos a Deus, procurando entender os motivos dele em permitir o castigo do povo e a destruição do templo

                    4-9      Os adversários, aqui tratados como inimigos do próprio Deus, destroem as coisas sagradas e se exaltam contra o próprio Senhor (4-8). O povo fica confuso, sem explicação desta devastação (9)

                    10-11   As perguntas: (a) Até quando...? (10) e Por que...? (11). São perguntas comuns nas Escrituras, mas o Salmista aqui não vai ao ponto de questionar o caráter de Deus, como veremos nos próximos versículos

                    12-17   Ele reconhece a grandeza de Deus como Criador e Sustentador do universo

                    18-23   Baseado no caráter de Deus, o salmista pede que aja a favor do seu povo e conforme a sua aliança, respondendo às blasfêmias dos adversários 

Salmo 75   Confiança no Deus Justo

                    1-2        Este é um Salmo de louvor e graças a Deus por ele ser justo

                    3-5      O Salmista mostra a sua confiança no Senhor, e avisa aos perversos do perigo de se levantar contra Deus

                    6-8      Ele não confia nos homens e sim, em Deus, quem exalta os fiéis e castiga os ímpios. A figura do cálice de ira é muito comum na Bíblia, aparecendo nos Salmos e nos profetas do Velho Testamento, e em relação ao sofrimento de Cristo no Novo Testamento. Também é usada no livro de Apocalipse para representar o castigo de povos desobedientes

                    9-10     O Salmista, confiante na justiça de Deus, encerra o Salmo com louvor ao Senhor 

Salmo 76   Louvor pelo Triunfo de Deus sobre os Adversários

Não sabemos a circunstância histórica deste Salmo, mas o conteúdo sugere uma ocasião em que Deus salvou Jerusalém de algum inimigo

                    1-3      Deus é louvado por salvar Salém (Jerusalém) e Sião (o monte do templo em Jerusalém)

                    4-6      O poderoso Deus confundiu o inimigo e livrou o seu povo das mãos dos adversários

                    7-12    Deus é tão grande que ninguém pode resisti-lo. Todos devem louvá-lo e temê-lo 

Salmo 77   Deus Ouve as Orações dos Fiéis?

                    1-2        Asafe, na sua angústia, procura o Senhor em oração

                    3-10    Pensando em Deus, ele fica desesperado. Será que Deus não ouve as suas orações? Será que a graça divina acabou? Deus se preocupa com os homens?

                    11-20  Quando lembra do passado, Asafe acha conforto e motivos de confiança em Deus. As obras do passado servem de prova que Deus é grande e poderoso. Este Salmista lembra-se das maravilhas feitas por Deus na salvação do povo de Israel. Obs.: Devemos fazer a mesma coisa. Quando achamos difícil enxergar as obras de Deus no presente, acharemos consolo olhando para o passado, e a fidelidade que ele sempre mostrou em cumprir a sua palavra (veja Romanos 15:4)


Perguntas

Responda às seguintes perguntas sobre Salmos 73 - 77.

Salmo 73

1.       Qual foi o problema que o autor deste Salmo enfrentou? 

2.       A nossa própria experiência nesta vida sempre combina com as afirmações da Bíblia sobre a justiça de Deus? 

3.       É errado questionar a justiça de Deus? 

4.       Usando o exemplo do autor deste Salmo, devemos pregar as nossas dúvidas sobre Deus? 

5.       Onde encontraremos respostas para nossas dúvidas? 

6.       Quando encontramos injustiças nesta vida, devemos nos desanimar e abandonar a Deus?

Salmo 74

7.        Qual foi o motivo da tristeza do Salmista?

8.        É possível expressar dúvidas sobre o que o Senhor faz sem rejeitar o próprio Deus? 

9.        Quando o povo de Deus sofre, pessoas tendem a falar mal de quem?

Salmo 75

10.      Explique a mensagem dos versículos 6 e 7. 

11.      O cálice, aqui, representa o que?

Salmo 76

12.      Salém e Sião se referem ao que? 

13.      Quem deve temer e servir a Deus?

Salmo 77

14.      Qual foi o motivo do desespero de Asafe?

15.      O que trouxe consolo para ele? 

16.      O que aprendemos do Velho Testamento (conforme Romanos 15:4)?


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