Lição 6

Liberdade da Lei
(Romanos 7:1-25)


Introdução: Resumo do contexto da lei em Romanos; veja 
3:20-21,30-31; 4:13-16; 5:20-21; 6:14

    A lei testemunhada e estabelecida pelo evangelho de Cristo

    A lei entrou para aumentar a transgressão a fim de mostrar a necessidade de Cristo

    Promessa não através da lei; ninguém justificado por lei

        No contexto, primeiramente referindo à Lei de Moisés, mas, no princípio, a qualquer lei

        Não podemos ser justificados por um sistema legal, numa base de lei

            A inocência pela lei envolve guardá-la

            Cristo não veio para trazer uma lei melhor de modo que guardando-a poderíamos ser salvos

    Não estamos sob a lei como meio de justificação

Não sob a lei (7:1-6)

    Lembre-se de 6:14: não estamos debaixo da lei, mas da graça

    Proposição básica (7:1): a lei não obriga os mortos

    Ilustração (7:2-3)

        A morte liberta a pessoa da lei do casamento

        Enquanto o marido vive, a mulher é adúltera se casar-se com o outro homem

    Aplicação (7:4): desde que morremos e a lei não obriga os mortos, não estamos sob a lei

        Por meio do corpo de Cristo, seu corpo crucificado

            Participamos da morte de Cristo e de seu significado quando somos batizados (6:3-4)

            Na morte de Cristo ele satisfez a exigência da lei (Gálatas 3:13), e assim, em nossa união com a morte de Cristo somos libertados da lei

       Observe os significativos paralelos entre os capítulos 6 e 7

            Morremos para o pecado, para a lei (6:2; 7:4)

            Estamos livres do pecado e da lei (6:18; 7:3)

            Justificados do pecado, libertados da lei (6:7; 7:6)

            Novidade de vida, novidade de espírito (6:4; 7:6)

        No batismo, somos libertados do pecado e da lei

    Resumo (7:5-6)

        Quando vivíamos: capítulo 7

            Segundo a carne; dependentes de nossa própria capacidade moral

            As paixões operavam pela lei e produziram o pecado em nossos membros

            O pecado levou à morte

        Agora: capítulo 8

            Libertados da lei

            Servir em novidade de espírito e não em antigüidade da letra:

                Compara aquele que tem a lei em livros e rolos, porém não a obedeceu, com o homem que permite à lei penetrar em seu coração 
                (veja Romanos 2:25-29; Ezequiel 36:26-27; Jeremias
3:6-10; 31:31-34)

                2 Coríntios 3:6 compara a época da lei e a época do espírito; isto é, judaismo com cristianismo

 Perguntas: 

1.  Qual é o princípio básico referente à aplicação de lei (7:1)?

2.  Como Paulo ilustrou este princípio?

3.  Qual é a aplicação que ele fez (7:4)?

4.  Desafio adicional: Quais são os contrastes entre 7:5 e 7:6?


É a lei pecado? (7:7-13)

    Paulo corrige um possível mal-entendido de seu ensinamento. Ele tinha dito que o pecado era através dalei e alguém poderia pensar que ele estivesse fazendo da lei o autor do pecado. 
    O propósito de Paulo
neste parágrafo e no próximo é inocentar a lei

            De fato, a lei define o pecado e tornou Paulo ciente do pecado (7:7)

            O pecado usava a lei como uma oportunidade para produzir a ação errada (7:8-11)

                O pecado é um tirano que abusa da lei para matar

                A lei torna-se a base de operações que o pecado usa

                Considere o caso de Adão e Eva

                    O diabo usou o mandamento de Deus. Ele perguntou, "Deus disse?"

                    Persuadiu-os a pecar, e assim matou-os

                Considere o caso de Paulo

                    Sem a lei (na infância): o pecado estava morto e ele estava vivo [este texto refuta a doutrina do pecado herdado]

                    Quando veio o mandamento (em tempo de responsabilidade): o pecado tornou-se vivo e ele morreu

               Assim o mandamento que foi dado para dar vida terminou produzindo morte porque o pecado usa a lei para nos matar

   Resumo (7:12-13)

        A lei em si é santa, justa e boa

        Não foi a lei, mas o pecado usando a lei, que causou a morte

            Não culpe a espada porque nas mãos do inimigo ela mata o homem, para cuja defesa ela foi feita

            Não culpe o extintor de incêndio se alguém o usar para bater e matar outra pessoa

        O pecado usa a lei talvez em dois sentidos

            Não haveria pecado se não houvesse lei, porque o pecado é uma violação da lei

            Algumas vezes o que é proibido automaticamente se torna mais atraente (Provérbios 9:17)

        O abuso da lei pelo pecado

            Mostra a malignidade do pecado causando a morte pelo que é bom

            Mostra a necessidade da salvação

Perguntas:

1. Qual o relacionamento entre o pecado e a lei?

2. Quando Paulo era vivo sem a lei?

3. Qual é a avaliação de Paulo referente à lei?

4. Quais propósitos a lei cumpriu?


A debilidade da lei (7:14-25)

    Os principais propósitos deste trecho

        Para inocentar a lei, e pôr a responsabilidade pelo pecado no homem

        Para mostrar como o pecado usa a lei para produzir a morte

        Para mostrar a relação entre o homem e a lei

        Para mostrar nossa necessidade de sermos redimidos da lei

    A lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido à escravidão do pecado

        O problema não era a lei, mas o material com o qual a lei tinha que trabalhar (7:16; 8:3)

        Paulo está se descrevendo sob a lei, deixado a si mesmo

        Paulo terminou fazendo o que ele não queria fazer

        Quando um homem fica sozinho diante da lei de Deus, o pecado entra, captura e escraviza; um homem não é senhor nem mesmo de sua própria casa

        O problema não está com o desejo, mas com a execução

        Ilustração: que força moral há para manter limpa uma folha de papel suja? Não importa o que Paulo fez, ele era um pecador

    Cinco leis

        Lei de Deus = lei da minha mente: o que ele queria fazer

        Lei do pecado = lei de meus membros; o que ele acabou fazendo

        Lei completa de seu ser (7:21): uma luta existe entre as duas leis e a lei do pecado vence

    Conclusão (7:24-25)

        Desventurado homem que sou! Grito desesperado por socorro do homem que apesar de uma luta valente é ainda mantido cativo pelo pecado

        Graças a Deus: Cristo é o libertador; antecipa o capítulo 8, onde o homem é libertado da lei do pecado em Cristo

        Resumo: o estado do homem sem a graça: ele deseja servir a Deus mas as paixões pecaminosas levam-no a servir a lei do pecado

        Aplicação: alguns não obedecem ao evangelho porque temem que não possam "vivê-lo". A verdade é que não podem fora de Cristo. 
        Eles não devem tentar aperfeiçoar-se por si mesmos antes dechegarem ao evangelho

Perguntas:

1. Como era a condição do homem descrito neste parágrafo?

2. Como Paulo poderia conseguir escapar o domínio do pecado?

3. Desafio adicional: Este homem estava sob a lei ou sob a graça? Defenda sua resposta.


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