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Lição 5

Liberdade do Pecado
(Romanos 6:1-23)


      Considere o contexto do capítulo 6

            Em um sentido, o capítulo 6 se relaciona com os capítulos 5-8, ao discutir os resultados da justificação pela fé

            Capítulo 5: Liberdade da ira

            Capítulo 6: Liberdade do pecado

            Capítulo 7: Liberdade da lei

            Capítulo 8: Liberdade da carne     

      Em outro sentido, contudo, o capítulo 6 introduz uma das duas objeções à doutrina da justificação que Paulo apresenta; que ela encoraja o pecado

            Capítulos 6-8 trata desta objeção

            Capítulos 9-11 trata da objeção que a justificação pela fé para todos é contrária às promessas de Deus aos judeus

            Com este entendimento, capítulos 1-5 são o ensinamento básico do livro, com capítulos 6-8 e 9-11 como apêndices tratando de duas possíveis objeções e então capítulos 12-16 apresentam aplicações práticas baseadas nestes ensinamentos     

      A objeção (justificação pela fé encoraja o pecado) tem certo peso baseado nas coisas que Paulo disse

            Somos justificados pela fé e não pelas obras

            Onde o pecado aumentou, a graça abundou ainda mais

            Certos grupos poderiam pensar que a conclusão lógica é que  devemos continuar a pecar mais e mais para que a graça pudesse crescer mais e mais

                  Aqueles que usam os ensinamentos de Paulo para racionalizar uma vida pecaminosa; posso continuar a pecar, e a graça o cobrirá

                  Aqueles que objetam à doutrina de Paulo na base de que ela encorajará outros a pecarem mais 

    Implicações morais do novo nascimento (6:1-11)

            De modo nenhum   Paulo fica desgostoso com a própria idéia (6:1-2)

            Aqueles que morreram para o pecado não podem continuar a viver nele (6:2)

                  Uma impossibilidade moral e uma contradição lógica

                  Morte para o pecado significa arrepender-se, renunciar o pecado e deixar de cometê-lo

                  Paulo não está ensinando que o pecado é impossível para o cristão

                        No caso, ele não precisaria advertir contra ele

                        Ele fala de "viver" em pecado

                  Somente um louco confunde ter morrido e ainda estar vivo

            Sua morte é mostrada pelo seu sepultamento (6:3-4)

                  Observe o raciocínio

                        Você não pode continuar vivendo no pecado porque você morreu para ele

                        Você sabe que morreu porque foi sepultado e não se sepultam os vivos

                  Observe estas verdades importantes sobre o batismo

                        O batismo é uma parte da justificação pela fé; Paulo é capaz de apresentar o batismo aqui sem nenhuma explicação porque todos sabiam que viver pela fé envolve batismo (Tito 3:5)

                        Deve resolver todas as perguntas sobre a ação do batismo. O batismo é um sepultamento

                        O ato do batismo é uma incorporação em Cristo, uma condição prévia necessária à nova vida; no batismo a morte de Cristo se torna nossa. A coisa que Jesus cumpriu por nós morrendo na cruz é aplicada a nós quando somos batizados na morte de Cristo

                        As Escrituras sempre apresentam o batismo como uma condição para receber a salvação, o perdão, a nova vida (Atos 2:38; 22:16; Marcos 16:16; João 3:5; 1 Pedro 3:21)

                  Observe a ligação com o contexto

                        Precisamos levantar-nos para andar numa nova vida

                        Esta nova vida é totalmente inconsistente com o pecado para o qual morremos

 Perguntas: 

    1. Qual objeção é oferecida ao ensinamento sobre a justificação pela graça?

    2. Por que não podemos simplesmente continuar a pecar, desde que somos salvos pela graça?

    3. Como Paulo provou que somos mortos referentes ao pecado (6:4)?

    4. Quando a nova vida em Cristo acontece?

    5. Desafio adicional: Quais ensinamentos referentes ao batismo pode ser entendidos através deste trecho?


            Participando da morte de Cristo (6:5-7)

                  União com Cristo em sua morte necessariamente envolve união com ele em sua ressurreição

                  O velho homem é crucificado

                        Jesus chamou sua crucificação um batismo (Marcos 10:38; Lucas 12:50); aqui Paulo chama nosso batismo uma crucificação

                        O batismo não é uma suave cerimônia inspiradora mas é uma morte para todo um modo de vida

                        Observe que não há contradição entre justificação pela fé (Romanos 5) e justificação pelo batismo (6:7)

            Participando da vida de ressurreição de Cristo (6:8-11)

                  Jesus

                        Ganhou a vitória total, decisiva e permanente sobre o pecado

                        Ele se levantou para nunca retornar a morrer

                        Ele agora vive para Deus

                  Nós (6:11)

                        Precisamos ver-nos do modo certo; realmente, este é o pensamento principal do parágrafo inteiro

                        Temos que renunciar decisivamente o pecado

                        Devemos viver para Deus em Cristo Jesus

Perguntas: 

    1. Quantas vezes Cristo morreu? Por que Paulo mencionou este ponto?

    2. Como deve ser nosso relacionamento com o pecado?


      Portanto; aplicando este modo de ver-se em Cristo (6:12-14)

            Não deixe o pecado reinar (6:12)

                  Isto não acontecerá automaticamente; precisamos não permitir que o pecado reine

                  Em nosso corpo mortal

                        O corpo é o campo de batalha contra o pecado

                        Nosso corpo se torna o ponto de partida onde o pecado ataca (observe 8:10)

            Não ofereça os membros do seu corpo ao pecado (6:13)

                  Temos uma escolha deliberada a fazer

                  Precisamos não nos entregar ao pecado, mas a Deus

            Motivação, incentivo (6:14) não sob a lei, mas sob a graça

                  Podemos vencer 

                  Quando estávamos sob a lei como um meio de justificação, não podíamos escapar do serviço ao pecado

                  Estar sob a graça não é desculpa para pecar (6:1), mas é um chamado às armas

                  O poder real para nossa luta contra o pecado não está na lei, mas na graça

                  Há pouca motivação moral para manter limpa uma folha de papel suja, mas muita para manter limpa uma folha de papel branca

Perguntas: 

    1. O que devemos fazer com nossos corpos?

    2. Por que o pecado não deve ter domínio sobre nós?


    A graça não é uma licença para cometer pecado, mas um imperativo para evitá-lo (6:15-23)

            Mesmo sob a graça tornamo-nos escravos daquele a quem obedecemos; a graça não destrói a escolha humana

            Só há duas escolhas; não existe liberdade absoluta

            A escolha que eles já fizeram (6:17-18)

                  O que eles costumavam ser: escravos do pecado

                  O que eles fizeram: obedeceram de coração

                  O que aconteceu a eles: libertados do pecado

                  O que eles se tornaram: servos da justiça

                  Ele os está encorajando a viver em conformidade com a escolha que já tinham feito

                  Normalmente pensamos que a doutrina nos é entregue, mas na verdade, fomos entregues a ela

                        Os cristãos não são donos de sua doutrina

                        Fomos criados pela palavra de Deus e temos que estar moldados por ela

            Olhe para o fruto das duas escolhas possíveis (6:19-23)

                  Paulo detesta o uso da palavra escravo para se referir ao nosso serviço a Deus

                        Mas ele queria comunicar a idéia de pertencer, de obrigação, comprometimento, e responsabilidade que a palavra escravo implica

                        Por outro lado, é um termo vil para o exaltado privilégio de servir a Deus

                  O resultado do serviço ao pecado: vergonha e morte

                  O resultado do serviço a Deus: santificação e vida eterna

                  Três contrastes (6:23)

                        Mestre servido: pecado ou Deus

                        Conseqüência do serviço: morte ou vida eterna

                        Meio pelo qual o resultado é recebido: salário merecido ou dom recebido

Perguntas: 

    1. Quais são as únicas alternativas que existem na vida de alguém (6:16)?

    2. Como era o estado anterior destas pessoas?

    3. Como foi a mudança deles (6:17-18)?

    4. Por que Paulo utilizou a figura de escravidão para descrever nosso relacionamento com o Senhor?

    5. Quais são os resultados do serviço ao pecado?

    6. Quais são os resultados do serviço ao Senhor?


 

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