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Os Israelitas eram fiéis a Deus
sob a liderança de Josué e assim permaneceram durante o tempo em que os mais
velhos, que haviam servido com ele, viveram. Mas o homem é fraco. Tão logo as
primeiras vitórias foram conseguidas e cada tribo recebeu sua porção de
terra, os soldados tornaram-se relapsos. Não expulsaram o restante dos
cananeus, como Deus havia dito que fizessem. Quando não o fizeram, Deus
permitiu que os cananeus provassem a Israel para ver se a nação lhe seria fiel
(Juízes 2:3). Israel fracassou na prova. Pouquíssimo tempo se passou antes que
os encontrássemos desviando-se de Deus para adorarem os ídolos de seus
vizinhos.
O próximo período da história israelita é composto por ciclos. Não houve um
único líder durante estes 400 anos, aproximadamente, como tinham sido Moisés
e Josué. O povo se voltaria para os ídolos. Deus permitiria que um inimigo os
oprimisse. Eles se arrependeriam e clamariam pela ajuda de Deus. Deus então
chamaria um juiz ou libertador. Houve quinze desses juízes. Houve Eúde que
matou Eglom, rei de Moabe, e levou o povo a sacudir a opressão dos moabitas.
Houve Débora que foi com Baraque, o general, para a luta contra Sísera e os
cananeus. Houve Gideão que derrotou o inumerável exército de midianitas, com
seu pequeno exército de 300 homens. Houve Jefté, que jurou sacrifícar a
primeira coisa que viesse de sua casa, se fosse bem sucedido na batalha. Houve
Sansão, a quem Deus deu uma força sobrehumana quando serviu como o exército
de um homem só, contra os filisteus.
Nosso primeiro exame do período indicaria que houve um tempo de guerras
constantes. Isto, todavia, não é comprovado por versículos como Juízes 3:11
e 30 que dizem que a Terra "ficou em paz durante quarenta anos"
ou a terra "ficou em paz oitenta anos".
A pequena história de Rute ocorre durante o período dos juízes. O livro de
Rute é uma história encantadora, de uma moça Moabita que deixou seu lar para
acompanhar sua sogra para a terra de Israel. Lá, casou-se com Boaz, um parente
próximo de seu falecido marido. É, entretanto, uma história meramente de
interesse humano? Havia outras jovens virtuosas em Israel. Havia outros
lares felizes. Rute e Boaz tiveram um filho chamado Obede. Este teve um filho
chamado Jessé, que teve um filho chamado Davi, que teve um descendente chamado
Jesus. Rute foi um elo no plano eterno de Deus!
Eli foi sacerdote e juiz no dia em que uma mulher chamada Ana orou intensamente
por um filho. Deus concedeu-lhe seu desejo e Samuel nasceu. Ana dedicou seu
filho a Deus tão logo ele teve idade suficiente para ajudar Eli no tabernáculo.
Samuel é verdadeiramente um dos nomes a serem acrescentados à lista de grandes
figuras da Bíblia. Julgou Israel durante uma longa vida.
Quando Samuel já era velho, o povo implorava por um rei. Samuel estava muito
aflito, mas Deus lhe disse que desse a eles o seu rei. Eles haviam recusado Deus
como seu rei ao invés de Samuel, como seu juiz. Sob orientação de Deus, o
jovem Saul da tribo de Benjamim foi ungido. Saul era inicialmente muito humilde,
mas o orgulho tornou-se a atitude maior de sua vida. Deixou de obedecer a Deus
até que, finalmente, Deus recusou sua família como a família dominante.
Deus enviou Samuel a Belém para ungir um filho de Jessé como rei. Sete dos
filhos de Jessé passaram diante de Samuel e Deus recusou cada um deles.
Finalmente o jovem Davi foi chamado do campo e ungido. Davi foi um homem que
seguia o coração de Deus (Atos 13:22). Existem cerca de 130 capítulos na Bíblia,
cada um dos quais contando a história de Davi ou registrando os Salmos que ele
escreveu. Ele era humano e cometia erros tal como outros grandes homens haviam
feito. Talvez fiquemos mais impressionados com a sua justiça, à medida que
lemos os Salmos de penitência que ele escreveu após o seu pecado com Bate-Seba
(veja Salmo 51).
Davi queria construir um templo a Deus. Deus enviou Natã, o profeta, para dizer
a Davi que ele não poderia fazê-lo, porque era um homem de guerra. Ao invés,
Deus prometeu deixar seu filho construir a casa. Deus então prometeu
estabelecer o trono de Davi para sempre. Se os seus descendentes pecassem, Deus
os puniria "com varas" mas jamais removeria sua misericórdia da
linhagem de Davi, como havia feito com Saul (2 Samuel 7:12-16; 1 Crônicas
17:11-14).
Até este ponto Deus havia revelado tudo isto de seu plano: Alguém triunfará
sobre Satanás. Abençoará todas as famílias da Terra. Ele virá através de
Abraão, através de Isaque, através de Jacó, através de Judá, e através de
Davi. Reinará no trono de Davi para sempre (Gênesis 3:15; 12:1-3; 26:3-4;
28:13-14; 49:10; 2 Samuel 7:12-16).
Antes de Davi falecer, ele proclamou seu filho Salomão, rei. Deus apareceu ao
jovem rei Salomão e disse-lhe que pedisse o que desejasse. Salomão pediu
sabedoria. Deus ficou satisfeito e concedeu-lhe sabedoria muito acima do demais,
e, além disso, riquezas, honra, paz e longa vida, se vivesse fielmente. Salomão
ergueu o templo conforme Deus havia prometido. A fama de sua sabedoria e riqueza
espalharam-se. Escreveu os Provérbios, Eclesiastes, e os Cantares de Salomão.
A nação de Israel atingiu o seu maior tamanho durante seu reinado.
Infelizmente ele se desviou de Deus, por suas muitas esposas.
O reino estava em aflição, quando Salomão faleceu. Ele havia sobrecarregado o
povo com impostos e o povo queria liberdade. Quando Roboão, seu filho,
tornou-se rei, as dez tribos do norte rebelaram-se, porque Roboão não
ouvia os seus pedidos de alívio. Jeroboão tornou-se rei na parte norte da
terra, desde então denominada Israel. Roboão ficou só com as duas tribos mais
ao sul, e ele chamou de Judá seu pequeno reino.
A história da nação Israelita havia encerrado outra fase. Israel deixou o
Egito como uma vasta multidão de escravos destreinados. Deus moldou, ensinou e
reformulou a nação durante os quarenta anos em que vagaram no deserto sob o
comando de Moisés. Josué encaminhou uma nação animada e conquistadora para
Canaã, a terra prometida. Seguiu-se o período de juízes quando cada homem "fazia
o que achava mais reto" (Juízes 21:25). O povo desejava um rei e
trabalhou unido, sob a liderança de Saul, Davi, e Salomão So período
denominado o Reino Unido. Agora o reino havia se dividido em dois reinos
pequenos, por vezes em guerra. Desde este ponto até o restante do Velho
Testamento, o povo distanciou_se cada vez mais de Deus.
Jeroboão, o Reino do Norte, não queria que os seus sujeitos retornassem ao
templo em Jerusalém. Estabeleceu seu próprio sistema de culto: novos
deuses, novos sacerdotes, novos dias festivos, novas leis. Nunca houve um rei
justo em Israel. A dinastia mudou nove vezes antes do reinado cair. Acabe, com
sua esposa cruel Jezabel, destacou-se como um dos reis mais ímpios do período.
Elias, Eliseu, Amós, Oséias, e outros profetas foram enviados por Deus para
alertar Israel sobre o juízo vindouro. Uma vez mais o espaço não nos permite
entrar em detalhes. Finalmente Deus não mais toleraria sua iniqüidade. Em 721
a.C., Deus permitiu que o exército Assírio conquistasse Samaria, a capital de
Israel. O povo foi levado cativo. Os estrangeiros foram trazidos para ocuparem a
terra. Os estrangeiros casaram-se com a baixa classe de israelitas deixados na
terra e tornaram-se a raça mista, odiada, posteriormente denominados
Samaritanos.
Depois disso, o reino sul de Judá prosseguiu. Seu povo também distanciou-se de
Deus. Sua decadência, entretanto, não foi tão rápida como a de Israel porque
tiveram alguns reis bons, como Asa, Josafá, Uzias, Ezequias, e Josias. Não há
um período mais obscuro na história Israelita do que o reino dividido.
Finalmente, esgotou-se a paciência de Deus também por Judá (2 Crônicas
36:15-16). Em 606 a.C., Nabucodonosor da Babilônia levou os primeiros cativos
de Jerusalém. Retornou para buscar mais cativos em 597 a.C., e finalmente
destruiu a cidade de Jerusalém em 586 a.C. Somente os mais pobres da
terra foram deixados, e mesmo eles fugiram para o Egito dentro de poucos meses.
Deus se esqueceu de seu plano? Tudo se acabou? Nem por um momento!
O povo escolhido de Deus tem que ser punido, mas ele não permitiu que a
fraqueza do homem destruisse seu propósito eterno.
Você se lembra da promessa a Davi, de que a linhagem real permaneceria em sua
família (2 Samuel 7:12-16)? A família dominante foi mudada nove vezes em
Israel mas nenhuma só vez em Judá. A providência de Deus forneceu uma descendência
direta em cada geração. Em uma ocasião, Atalia, filha de Acabe, tentou
destruir toda a semente real e usurpar o trono (2 Reis 11:1-4). O bebê Joás
foi escondido por Joiada, o sacerdote, por seis anos, antes de ser levado ao
trono. Em outra ocasião, um inimigo destruiu toda a linhagem real, exceto um
filho (2 Crônicas 21:16-17). Não foi por acidente que um foi deixado, a
cada vez, para ocupar o seu lugar no trono de Davi. Estes reis eram importantes
elos de ligação no plano de Deus.
A mesma passagem que prometeu que a linhagem real permaneceria na família de
Davi, alertou também que seus descendentes seriam punidos, se caíssem em
iniquidade. A punição que veio a casa de Judá foi tanto uma parte do plano de
Deus quanto as bênçãos que eles poderiam ter recebido se permanecessem
justos.
O período que normalmente chamamos de cativeiro permaneceu por setenta anos. É
contado desde o momento em que o primeiro grupo de cativos foi retirado do reino
de Judá até o primeiro grupo teve permissão de retornar à casa.
Os escritos dos profetas Daniel e Ezequiel contam sobre este período. Daniel
foi treinado para servir na corte dos reis. Deteve cargos de alta autoridade sob
Nabucodonosor e então sob Dario, dos medos e dos persas. Ezequiel viveu no meio
do povo comum e nos dá uma visão de suas vidas nesse período.
Jeremias, o profeta, havia predito que o cativeiro duraria por setenta anos
(Jeremias 25:11). E de fato os primeiros cativos haviam sido levados em 606
a.C.. Em 539 a.C., a Babilônia caiu diante dos Medos e dos Persas. O rei Ciro
decretou que todos os povos cativos poderiam retornar a suas casas de origem.
Desta forma, em 536 a.C., exatamente setenta anos depois dos primeiros cativos
terem sido retirados de Judá, um grupo de judeus começou sua viagem para a
terra natal. Zorobabel liderou este primeiro grupo. Seu objetivo principal era
reconstruir o templo em Jerusalém.
Conforme usual em qualquer tarefa de peso, o povo imediatamente defrontou-se com
a oposição. Os vizinhos samaritanos interferiram e finalmente conseguiram
parar a construção do templo. Por dezesseis anos nada foi feito. Os profetas
Ageu e Zacarias encorajaram o povo a começar seu trabalho. O templo foi
finalmente concluído, mas o povo não permaneceu fiel a Deus.
Esdras trouxe outro grupo de volta a Jerusalém. Determinou-se a restaurar a
adoração do povo (458 a.C.). Não muito depois, Neemias soube que a cidade
ainda estava em angústia. Recebeu permissão do rei da Pérsia para reconstruir
os muros de Jerusalém. Ele e o povo trabalharam duro e concluíram a enorme
tarefa em apenas 52 dias.
Neemias e Esdras parecem ter trabalhado em conjunto para persuadir o povo a
livrar-se de suas esposas estrangeiras e retornarem à fidelidade em Deus.
A porcentagem de judeus que retornaram a sua terra nativa era efetivamente
pequena. Por esta ocasião havia judeus espalhados por todo o mundo que naquela
época era conhecido. Deus não se esqueceu de seu povo, onde quer que vivessem.
O livro de Ester mostra como Deus podia exercer a sua providência mesmo na
corte de um rei persa, de modo a salvar o seu povo.
Continuar
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