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Cristãos,Igrejas e Benevolência
por Dennis Allan


(MS Word - 32kb)


Qualquer pessoa que já leu o livro de Atos e as cartas de Paulo entende claramente que os cristãos do Novo Testamento praticaram beneficência. Eles demonstraram seu amor,  cuidando dos necessitados. Encontramos um belo exemplo desse amor em Atos 4:32-37: "Da multidão dos que creram era um o coração e a alma. Ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum. Com grande poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. Pois nenhum necessitado havia entre eles, porquanto os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam os valores correspondentes e depositavam aos pés dos apóstolos; então, se distribuía a qualquer um à medida que alguém tinha necessidade. José, a quem os apóstolos deram o sobrenome de Barnabé, que quer dizer filho de exortação, levita, natural de Chipre, como tivesse um campo, vendendo-o, trouxe o preço e o depositou aos pés dos apóstolos." O exemplo de Barnabé e dos demais irmãos em Jerusalém continua nos incentivando a mostrar o nosso amor com a mesma generosidade.

A benevolência (ou beneficência), como qualquer outro serviço a Deus, deve ser praticada em nome do Senhor e de acordo com as instruções dele (Colossenses 3:17; 1 Coríntios 4:6). Neste estudo, vamos examinar as Escrituras para entender a vontade de Deus neste aspecto importante da nossa obediência. Abordamos o estudo com a plena convicção que "Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra" (2 Timóteo 3:16-17).

Indivíduo ¹ Igreja

Uma vez eu usei a palavra "indivíduo" e um irmão em Cristo sentiu-se ofendido, pensando num sentido depreciativo da palavra na fala popular. Mas, não é o sentido usado aqui. Indivíduo quer dizer, segundo uma das definições mais comuns do Aurélio, "A pessoa humana, considerada quanto às suas características particulares, físicas e psíquicas". Neste estudo, usarei a palavra indivíduo para falar sobre uma pessoa em contraste com a igreja, que é um conjunto, grupo ou coletivo de pessoas.

Algumas pessoas têm dificuldade em enxergar a diferença entre a igreja e um só cristão. Dizem, corretamente, que a igreja é um conjunto de cristãos. Mas, erram quando tomam um passo além das Escrituras, concluindo que "O que o cristão pode fazer individualmente, a igreja pode fazer coletivamente." Podemos ver a falácia deste argumento, pensando em alguns exemplos. O indivíduo pode dedicar-se a qualquer comércio honesto (Efésios 4:28; Atos 18:3; etc.). Contanto, as Escrituras não permitem à igreja abrir, comprar ou operar firmas e fábricas (considere 1 Coríntios 16:1-2; João 2:16). O indivíduo tem diversos direitos e responsabilidades em relação à família (veja Efésios 5:33; 6:4; 1 Coríntios 7:3; etc.). Este fato jamais autoriza a igreja, coletivamente, a participar de todos os aspectos da vida familiar. A igreja é composta de indivíduos, porém não pode fazer tudo que os indivíduos fazem.

É interessante que esta diferença é frisada claramente quando a Bíblia fala sobre o trabalho de benevolência. Em 1 Timóteo 5, Paulo define a responsabilidade da igreja em cuidar das cristãs viúvas. Ele deixa absolutamente clara a distinção entre o papel dos cristãos, individualmente, e o da igreja, coletivamente: "Mas, se alguma viúva tem filhos ou netos, que estes aprendam primeiro a exercer piedade para com a própria casa e a recompensar a seus progenitores; pois isto é aceitável diante de Deus.... Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente.... Se alguma crente tem viúvas em sua família, socorra_as, e não fique sobrecarregada a igreja, para que esta possa socorrer as que são verdadeiramente viúvas" (1 Timóteo 5:4,8,16). Devemos prestar atenção nesta leitura. As pessoas que ensinam a falsa noção que a igreja pode fazer coletivamente tudo o que o indivíduo faz em termos de beneficência estão se colocando numa posição perigosíssima. Além de sobrecarregar a igreja, podem estar negando a fé! W.E. Vine, no seu dicionário de palavras do Novo Testamento, comenta sobre este trecho: "Há uma sugestão da tendência de abandonar responsabilidade individual à custa da igreja."

As Responsabilidades do Cristão

(Discípulos Agindo Individualmente)

Poucos assuntos são mais enfatizados nas Escrituras do que a responsabilidade do cristão em termos de benevolência. Vamos considerar um punhado de exemplos:

"Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado" (Efésios 4:28). A linguagem do versículo e seu contexto deixam bem claro que ele está falando sobre aquele irmão (individualmente), e não aquela igreja (coletivamente)!

"Exorta aos ricos do presente século que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento; que pratiquem o bem, sejam ricos de boas obras, generosos em dar e prontos a repartir; que acumulem para si mesmos tesouros, sólido fundamento para o futuro, a fim de se apoderarem da verdadeira vida" (1 Timóteo 6:17-19). Aqui também, a linguagem e o contexto mostram que Paulo está dando responsabilidades individuais às pessoas mais abençoadas em termos materiais.

"Compartilhai as necessidades dos santos; praticai a hospitalidade..." (Romanos 12:13). Embora outras passagens mostrem que a igreja, em algumas circunstâncias, pode assistir aos santos necessitados, a responsabilidade destacada aqui é individual. Considere a linguagem do versículo e a ênfase contextual no papel de cada cristão ("cada um", 12:3; "uns aos outros", 12:10,16). No mesmo contexto de responsabilidade individual, ele acrescenta: "esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens" (12:17) e, ainda, "...se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber..." (12:20). É interessante notar a palavra usada em 12:13, traduzida "praticai" na citação acima. A mesma palavra aparece no versículo 14, onde é traduzida "perseguem". O sentido da palavra é "seguir" ou "perseguir". Paulo diz que o cristão deve correr atrás de oportunidades para mostrar a hospitalidade (uma maneira de compartilhar as necessidades dos santos), da mesma forma que os adversários corriam atrás dos discípulos!

Na descrição do grande julgamento, no qual Cristo separará as ovelhas dos cabritos, ele usa exemplos de benevolência pessoal para ilustrar a importância de servir ao rei, Jesus (leia Mateus 25:31-46). Algumas pessoas destorcem as ilustrações deste trecho para incentivar igrejas a sustentar grandes obras de benevolência que Deus não autorizou. Tais pessoas ignoram o fato óbvio que o julgamento é individual, não coletivo. Jesus, aqui, está aprovando e rejeitando pessoas, não congregações. Ele mesmo disse: "Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo" (João 5:28-29). Paulo deixou absolutamente claro que o julgamento será individual: "Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo" (2 Coríntios 5:10). Cada um de nós deve aproveitar as oportunidades que Deus nos dá para praticar benevolência. Aqueles que aplacam a consciência, repassando para a igreja as responsabilidades que Deus deu a cada um, terão uma surpresa eternamente desagradável no julgamento final.

"Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé" (Gálatas 6:10). Algumas pessoas, querendo fugir da responsabilidade individual, procuram aplicar este versículo à igreja coletivamente, assim roubando a passagem do seu significado. Argumentam que o livro foi escrito "às igrejas da Galácia" (Gálatas 1:2) e, portanto, todo o seu conteúdo aplica-se coletivamente às igrejas. Para defender tal interpretação, a pessoa teria que pular praticamente tudo que Paulo escreveu entre 1:2 e 6:10. Paulo mandou a carta a igrejas inteiras, sim, mas ele abordou as necessidades espirituais dos cristãos nas congregações da região (como foi o costume dele nas diversas cartas enviadas a igrejas). Alguns exemplos do ensinamento que ele dá ao indivíduo incluem: Cristo vive em cada cristão (2:19-20); todos os que foram batizados em Cristo são filhos (3:26-27; 4:28); todo homem deve ficar livre da lei (5:3); todos devem servir uns aos outros em amor (5:13-14); cada um deve andar no Espírito, deixando de praticar as obras da carne (5:16-24); todos devem evitar atitudes erradas "uns aos outros" (5:25-26); "alguém" pode tropeçar (6:1); devemos levar as cargas uns dos outros (6:2); "alguém" pode se enganar (6:3); cada um deve provar o seu labor (6:4); cada um deve levar o seu próprio fardo (6:5); "aquele" que está sendo instruído deve fazer participante "aquele" que o instrui (6:6); "o homem" semeia e ceifa (6:7-8). Em 6:9, ele usa pronomes e verbos plurais, mas obviamente falando sobre cada e todo cristão. Seremos julgados individualmente, não coletivamente. É interessante observar que a palavra "tempo" em 6:9 vem da mesma palavra grega traduzida "oportunidade" em 6:10, assim mostrando que Paulo continua o mesmo discurso sobre responsabilidades individuais. Não temos nenhuma base para sugerir que semeamos coletivamente para ceifarmos individualmente. Virá um "tempo" quando cada pessoa será julgada. Agora é o "tempo" no qual cada pessoa deve fazer o bem a todos. Examinando a evidência, podemos ver claramente que 6:10 está falando da responsabilidade individual de cada um de nós. Seria fácil e cômodo jogar esta responsabilidade para a igreja, mas não seria certo! Devemos observar mais um fato sobre Gálatas 6:10. Enquanto a linguagem deste versículo pode incluir ajuda financeira, o contexto enfatiza obras espirituais. Cada cristão deve fazer o bem a todos em vários sentidos, principalmente em termos espirituais.

"Se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a língua, antes, enganando o próprio coração, a sua religião é vã. A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar_se incontaminado do mundo" (Tiago 1:26-27). Este trecho destaca aspectos negativos e positivos da religião pura que agrada a Deus. Do lado "negativo", devemos evitar pecados da língua e mantermo-nos incontaminados do mundo. Do lado "positivo", cada cristão deve ser diligente no serviço a outros, especialmente aos órfãos e às viúvas. Infelizmente, algumas pessoas fogem desta responsabilidade individual, sugerindo que este trecho fala de obras coletivas de igrejas. Elas acham bem mais fácil colocar algum dinheiro na coleta e deixar a igreja cuidar dos órfãos e das viúvas. Por sua vez, algumas igrejas preferem criar ou sustentar outras organizações não autorizadas por Deus (orfanatos, casas da terceira idade, etc.), fugindo mais ainda da responsabilidade que Deus deu a cada cristão. Sem dúvida, é mais difícil aceitar uma criança na sua própria casa, assumindo a responsabilidade de cuidar das suas necessidades do que jogar algum dinheiro na oferta e deixar que a igreja ou um orfanato cuide de tudo. E, sem dúvida, impressiona mais o mundo a vista de grandes orfanatos com placas e faixas e trombetas tocando (veja Mateus 6:2) do que ver famílias humildes criando filhos no dia-a-dia. Não devemos, porém, procurar as coisas mais impressionantes, nem as mais fáceis. Devemos fazer o trabalho de Deus da maneira que ele mandou. Ele deu a cada um de nós a responsabilidade de cuidar de órfãos e viúvas.

As Responsabilidades da Igreja

(Discípulos Agindo Coletivamente)

O principal papel da igreja é espiritual. 1 Timóteo 3:14-15 diz: "Escrevo_te estas coisas, esperando ir ver_te em breve; para que, se eu tardar, fiques ciente de como se deve proceder na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade." A missão básica da igreja é espiritual, não física nem social. Porém, pessoas passam por dificuldades financeiras, e precisamos seguir o padrão do Novo Testamento para saber como lidar com tais necessidades. Antes de chegar a conclusões, vamos examinar a evidência, considerando diversos trechos que falam sobre igrejas do primeiro século.

"Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade" (Atos 2:44-45).

"Da multidão dos que creram era um o coração e a alma. Ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum. Com grande poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. Pois nenhum necessitado havia entre eles, porquanto os que possuíam terras ou casas, vendendo_as, traziam os valores correspondentes e depositavam aos pés dos apóstolos; então, se distribuía a qualquer um à medida que alguém tinha necessidade" (Atos 4:32-35).

"Ora, naqueles dias, multiplicando_se o número dos discípulos, houve murmuração dos helenistas contra os hebreus, porque as viúvas deles estavam sendo esquecidas na distribuição diária. Então, os doze convocaram a comunidade dos discípulos e disseram: Não é razoável que nós abandonemos a palavra de Deus para servir às mesas. Mas, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria, aos quais encarregaremos deste serviço; e, quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra" (Atos 6:1-4).

"Naqueles dias, desceram alguns profetas de Jerusalém para Antioquia, e, apresentando_se um deles, chamado Ágabo, dava a entender, pelo Espírito, que estava para vir grande fome por todo o mundo, a qual sobreveio nos dias de Cláudio. Os discípulos, cada um conforme as suas posses, resolveram enviar socorro aos irmãos que moravam na Judéia; o que eles, com efeito, fizeram, enviando_o aos presbíteros por intermédio de Barnabé e de Saulo" (Atos 11:27-30).

"Mas, agora, estou de partida para Jerusalém, a serviço dos santos. Porque aprouve à Macedônia e à Acaia levantar uma coleta em benefício dos pobres dentre os santos que vivem em Jerusalém" (Romanos 16:25-26).

"Quanto à coleta para os santos, fazei vós também como ordenei às igrejas da Galácia. No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade, e vá juntando, para que se não façam coletas quando eu for. E, quando tiver chegado, enviarei, com cartas, para levarem as vossas dádivas a Jerusalém, aqueles que aprovardes" (1 Coríntios 16:1-3).

"...pedindo_nos, com muitos rogos, a graça de participarem da assistência aos santos" (2 Coríntios 8:4).

"Ora, quanto à assistência a favor dos santos, é desnecessário escrever_vos....Porque o serviço desta assistência não só supre a necessidade dos santos, mas também redunda em muitas graças a Deus, visto como, na prova desta ministração, glorificam a Deus pela obediência da vossa confissão quanto ao evangelho de Cristo e pela liberalidade com que contribuís para eles e para todos" (2 Coríntios 9:1,12-13).

O que podemos aprender desses trechos? Quais são os limites colocados por Deus em relação ao trabalho benevolente da igreja? Observamos no Novo Testamento que:

1. Esses versículos falam sobre pessoas necessitadas. A assistência aos santos não é para fornecer luxo ou fazer de todos ricos. Jesus falou em Mateus 6:25-33 que devemos buscar o reino de Deus e confiar no Senhor para nos dar as coisas necessárias (o que comer, o que beber, com que nos vestir). Uma das maneiras como ele cuida das necessidades dos santos é através da benevolência da igreja, satisfazendo as necessidades dos irmãos pobres.

2. As pessoas ajudadas pela igreja são os próprios santos, ou irmãos em Cristo. Algumas pessoas podem estranhar lendo os relatos do Novo Testamento, porque muitas igrejas nos últimos dois séculos se transformaram em grandes agências sociais oferecendo ajuda material para todas as pessoas, cristãs ou não. Os nomes de algumas denominações aparecem com mais freqüência em hospitais e orfanatos do que em casas de oração e louvor. Mas as tendências históricas não mudam os fatos bíblicos. As igrejas do Senhor no Novo Testamento ajudaram os santos necessitados. Como já observamos, cristãos ajudaram outros individualmente e não sobrecarregaram a igreja com tais obras sociais.

3. O dinheiro da igreja foi usado ou para ajudar os necessitados na própria congregação, ou enviado de uma congregação para outra para ajudar os santos pobres no outro lugar. Nisso encontramos um padrão definido de cooperação entre congregações, onde as mais ricas enviaram dinheiro para suprir as necessidades das congregações mais pobres.

4. O trabalho de benevolência foi feito pelas igrejas quando a necessidade surgiu. O trabalho principal da igreja, o ensinamento da palavra de Deus, nunca pára. Mas as igrejas nesses exemplos bíblicos não alocaram fundos de rotina a algum trabalho de benevolência. Quando a necessidade surgiu, não mediram esforços para ajudar os irmãos.

5. Podemos ver que a ajuda sempre foi dada, não emprestada. A prática de muitas igrejas de oferecer empréstimos que serão pagos de volta à igreja é mais um exemplo da desobediência de homens que seguem opiniões humanas e não respeitam a palavra de Deus (veja Provérbios 14:12; Isaías 55:8-9; Jeremias 10:23). A igreja não é banco.

Tomando Decisões Sábias

Como seguidores de Cristo, temos que aceitar nossa responsabilidade para usar o dinheiro da igreja numa maneira que agrada a Deus. Devemos sempre agir segundo os princípios ensinados por Jesus em Mateus 22:37-39: "Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo." O amor ao próximo exigirá sacrifícios (Tiago 2:15-16; 2 Coríntios 8:2-4). O amor ao Senhor exigirá cuidadosa adesão ao padrão dele, respeitando os limites que ele nos deu. Por exemplo, pessoas que amam a Deus não tolerarão a preguiça de homens que desrespeitam a palavra de Deus: "se alguém não quer trabalhar, também não coma" (2 Tessalonicenses 3:10).

Colocando a palavra de Deus acima das nossas próprias opiniões, jamais acrescentaremos ao trabalho da igreja algo que Deus não mandou. A igreja não tem autorização de Deus para dar ajuda benevolente aos cristãos que não têm necessidade. O papel da igreja é suprir as necessidades da vida diária (Atos 6:1). Ela não pode sustentar os preguiçosos (2 Tessalonicenses 3:10).

Uma vez que o trabalho da igreja é espiritual, especialmente o de ensinar a palavra, ela não deve negligenciar esse aspecto do trabalho em relação aos irmãos necessitados. Presbíteros, evangelistas e outros professores devem orientar irmãos sobre as próprias responsabilidades. O irmão necessitado pode precisar de comida hoje, mas não devemos deixar de ajudá-lo a saber como cuidar de si mesmo amanhã. Devemos ensinar sobre a responsabilidade de cada irmão em relação a sua família (1 Timóteo 5:8). Ele deve trabalhar (2 Tessalonicenses 3:10). Deve procurar viver dentro das suas condições (Lucas 3:14; Atos 20:33-34; 1 Timóteo 6:8). Numa época em que muitas pessoas se afogam em dívidas, devemos exortar os nossos irmãos a falar sempre a verdade (Efésios 4:25; Mateus 5:37). Comprar a prazo quando não se tem condições para pagar é uma maneira de mentir, e pode até chegar a ser fraude.

Enquanto cada irmão deve procurar suas próprias soluções através de trabalho honesto e de boa administração dos seus bens, existem casos de necessidade verdadeira entre cristãos. Devemos praticar o amor não fingido, mostrando a compaixão digna dos filhos de Deus. Cada um de nós deve ler com freqüência as instruções importantíssimas de Romanos 12:9-16: "O amor seja sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando_vos ao bem. Amai_vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo_vos em honra uns aos outros. No zelo, não sejais remissos; sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor; regozijai_vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração, perseverantes; compartilhai as necessidades dos santos; praticai a hospitalidade; abençoai os que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis. Alegrai_vos com os que se alegram e chorai com os que choram. Tende o mesmo sentimento uns para com os outros; em lugar de serdes orgulhosos, condescendei com o que é humilde; não sejais sábios aos vossos próprios olhos."

Desafios Bíblicos

Depois de examinar a evidência bíblica, podemos estranhar que tantas igrejas se envolvam em grandes obras sociais que jamais se encontram nas Escrituras. Por que tantas divergências? Alguns aceitam outras práticas porque não consideram os ensinamentos bíblicos como padrão ou modelo para as igrejas hoje em dia. Neste caso, nossas diferenças são maiores do que qualquer determinado assunto polêmico. Não estamos usando o mesmo livro, ou abordamos o livro de maneiras totalmente diferentes. Para os leitores que não acham importante examinar e seguir o padrão bíblico, eu gostaria de sugerir a leitura cuidadosa de vários textos:

Levítico 10:1-7. Nadabe e Abiú foram dois dos primeiros sacerdotes que entraram no tabernáculo de Deus. Nos capítulos 8 e 9, encontramos, pelo menos, doze afirmações que os servos escolhidos fizeram como Deus lhes ordenou. Eles usaram as roupas certas e seguiram todas as instruções dadas por Deus. Mas, erraram em um detalhe. O primeiro versículo do capítulo 10, em contraste com os capítulos anteriores, diz que fizeram "o que [o Senhor] não lhes ordenara". Levaram fogo errado nos seus incensários. Deus os matou na hora. Mas, o ponto não é só o medo de sermos punidos por Deus, nem é questão de sermos legalistas. Os servos sinceros sempre procurarão glorificar o Senhor porque ele é santo (10:3; veja 11:44-45).

Números 15:32-36. A lei de Moisés proibiu trabalho no sábado. Um homem apanhou lenha no sétimo dia. Deus mandou que o povo o apedrejasse.

1 Crônicas 13:1-14. Davi e o povo de Israel decidiram levar a arca da aliança a Jerusalém, onde o templo seria preparado. Tentando respeitar a santidade da arca (que simbolizava o trono de Deus), eles a colocaram num carro novo, guiado por dois homens. Quando os bois tropeçaram, um dos homens estendeu a mão para segurar a arca. Deus o matou na hora. Davi voltou triste e procurou entender este castigo severo. Ele buscou a resposta na lei de Deus e aprendeu que o Senhor já havia dado instruções específicas sobre o transporte da arca. Ele chamou os levitas e explicou a morte de Uzá: "...o Senhor, nosso Deus, irrompeu contra nós, porque, então, não o buscamos, segundo nos fora ordenado" (1 Crônicas 15:13).

2 Samuel 24:1-25. Davi levantou um censo em Israel. No passado, Deus havia dado ordem para Moisés fazer a mesma coisa. Mas, Deus não autorizou o censo de Davi. A conseqüência de seu ato não autorizado? 70.000 homens morreram!

1 Reis 13:1-32. Um profeta velho enganou um jovem, e este desobedeceu à ordem do Senhor. Ele foi morto por um leão.

Algumas pessoas tentam negar o significado de tais trechos, dizendo que Deus era mais severo na época do Velho Testamento. Ele nos mostrou a graça superabundante no sacrifício de Jesus e na revelação do evangelho. Isso quer dizer que ele é menos exigente e menos severo hoje? Ao contrário, o Novo Testamento afirma que Deus permanece severo, até mais severo do que no passado! Leia estes trechos da Nova Aliança:

"Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, também não te poupará. Considerai, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas, para contigo, a bondade de Deus, se nela permaneceres; doutra sorte, também tu serás cortado" (Romanos 11:21-22).

"Por esta razão, importa que nos apeguemos, com mais firmeza, às verdades ouvidas, para que delas jamais nos desviemos. Se, pois, se tornou firme a palavra falada por meio de anjos, e toda transgressão ou desobediência recebeu justo castigo, como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação?" (Hebreus 2:1-3).

"Sem misericórdia morre pelo depoimento de duas ou três testemunhas quem tiver rejeitado a lei de Moisés. De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça? Ora, nós conhecemos aquele que disse: A mim pertence a vingança; eu retribuirei. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo. Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo" (Hebreus 10:28-31).

De fato, foi o Deus do Novo Testamento que matou Ananias e Safira (Atos 5:1-11). Foi o Deus do Novo Testamento que derrubou o arrogante rei Herodes Agripa I e o deixou morrer comido pelos vermes (Atos 12:20-24). Foi o Deus do Novo Testamento que cegou Elimas (Atos 13:11) e que mandou as tropas romanas contra Jerusalém para a destruir. Servimos o mesmo Deus, e jamais devemos esquecer da severidade dele!

Algumas pessoas procuram basear suas crenças e práticas na Bíblia,  e ainda acham certo aceitar diversas obras sociais como trabalhos   da igreja, incluindo obras direcionadas a não cristãos. Às vezes, citam algumas passagens que parecem apoiar essas práticas. Vamos examinar três exemplos de versículos do Novo Testamento usados para justificar o uso do dinheiro da igreja para não cristãos. Já estabelecemos claramente que as Escrituras ensinam que os cristãos, individualmente, devem ajudar necessitados, sejam cristãos ou não. Aqui, a questão é outra. Existe algum versículo que autoriza o uso dos fundos da igreja para ajudar descrentes, financeiramente?

Alguns citam Tiago 1:27: "A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar_se incontaminado do mundo." Este versículo fala sobre assistência aos órfãos e viúvas, e não diz que tal ajuda seria limitada aos cristãos necessitados. De fato, já consideramos este versículo quando estudamos sobre a responsabilidade de cada cristão, individualmente, praticar benevolência. Mas a aplicação deste versículo ao trabalho coletivo da igreja seria uma perversão óbvia do conteúdo do versículo e do contexto. Tudo no contexto fala sobre responsabilidades individuais: "algum de vós" (1:5); "esse homem" (1:7); "homem" (1:8); "o irmão" (1:9); "ele" (1:10); "o homem" (1:12); "cada um" (1:14); "todo homem" (1:19); "alguém" (1:23); "homem" (1:23); "si mesmo" (1:24); "aquele" (1:25); "ouvinte" (1:25); "esse" (1:25); "alguém" (1:26); "o próprio coração" (1:26). Assim, chegamos ao versículo 27, o qual continua as instruções aos indivíduos, terminando com a exortação para "a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo". Esse versículo não autoriza nenhuma obra coletiva da igreja.

l Outros citam Gálatas 6:10: "Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé." Já observamos este versículo, também, em relação à responsabilidade individual. Não repetirei todas as evidências já citadas que mostram que o versículo não autoriza atividade coletiva da igreja. Da mesma maneira que Tiago 1:27 fala sobre responsabilidades de cada discípulo, Gálatas 6:10 mostra o que cada um de nós deve fazer. Se tivermos oportunidade para fazer o bem para um irmão em Cristo, façamo-lo. Se surgir oportunidade para ajudar um descrente, ajudemo-lo. Mas, precisamos de bastante imaginação e ousadia para tentar inserir a igreja nesse versículo. Antes de ceder a tal tentação, faríamos bem lembrar de Nadabe, Abiú, Uzá, Davi e outros que agiram sem autorização. Paulo disse para não ultrapassarmos o que está escrito (1 Coríntios 4:6). O autor de Hebreus mostra que aquele que age onde as Escrituras não falam muda a lei (Hebreus 7:11-14). Jesus recebeu autoridade para tal mudança; mas ninguém hoje tem a autoridade para agir onde Deus não falou. João disse que aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo não tem Deus (2 João 9). Vamos ficar dentro dos limites que Deus revelou!

Ainda outros usam 2 Coríntios 9:13 para justificar o uso do dinheiro da igreja para dar assistência aos descrentes. O versículo, num contexto que fala sobre dinheiro enviado da igreja de Corinto para ajudar os santos necessitados da Judéia, diz: "...visto como, na prova desta ministração, glorificam a Deus pela obediência da vossa confissão quanto ao evangelho de Cristo e pela liberalidade com que contribuís para eles e para todos".

A questão é esta: depois de tantos versículos que mostram igrejas dando assistência aos santos, podemos provar que esse versículo autoriza a assistência a pessoas não cristãs? Para responder a essa pergunta, temos que saber o que foi dado para quem. Vamos examinar estas duas perguntas:

1. Para quem? Paulo fala da liberalidade "para eles e para todos". No contexto que fala sobre ajuda enviada aos irmãos da Judéia, é facilmente entendido que "eles" são exatamente aqueles irmãos. A dúvida surge a respeito de "todos". Algumas pessoas interpretam "todos" como "todos os homens" e afirmam que este versículo autoriza o uso do dinheiro da igreja para benevolência a qualquer pessoa, cristã ou não. Já percebemos a dificuldade com essa interpretação no próprio versículo. Ele não disse que poderíamos mostrar liberalidade para todos, ele disse que eles realmente mostraram liberalidade para todos. Alguém afirmaria que os coríntios, de fato, enviaram dinheiro para todos os homens do mundo? É claro que não! Qualquer leitura deste versículo exige o entendimento que "todos" é limitado. Agora, vamos inserir nossas próprias limitações para justificar obras que nenhum outro trecho autoriza, ou vamos procurar uma resposta bíblica no próprio contexto? Os servos fiéis, que respeitam a palavra do Senhor, se contentarão com o sentido estabelecido no contexto. A palavra grega traduzida "todos" aqui (πάντας) tem que ser entendida no contexto. Joseph Henry Thayer, no seu léxico grego, disse que, nesse caso, πάντας é usada "de uma certa definida totalidade ou soma de coisas, o contexto mostrando quais coisas" (A Greek-English Lexicon of the New Testament, página 493). Aplicando esta definição, voltamos ao contexto para saber quais "coisas" são indicadas. O versículo anterior (9:12) diz "santos". O versículo posterior (9:14) fala de pessoas que oraram a Deus em favor dos coríntios, obviamente crentes. Voltando um pouco mais, chegamos ao 9:1, onde ele diz "santos". No capítulo anterior, 8:4 diz santos. Mais ainda, o contexto remoto de todas as outras passagens no Novo Testamento que falam do uso do dinheiro da igreja para benevolência também mostra que "todos" seria todos os santos. Nós não temos direito de mudar o significado da palavra para justificar obras que Deus não autorizou.

2. O que foi dado? 2 Coríntios 9:13 diz "...contribuís para eles e para todos". A palavra contribuís vem do grego κοινωνίας. Esta palavra é usada 19 outras vezes no Novo Testamento. A grande maioria das vezes, é traduzida "comunhão". É usada para descrever a participação juntos de seguidores de Cristo, de cristãos com Cristo, etc. Em nenhuma ocasião é usada nas Escrituras para falar de participação ou comunhão entre cristãos e descrentes. De fato, a mesma palavra aparece no mesmo livro, absolutamente proibindo tal comunhão: "Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?" (2 Coríntios 6:14-15). A palavra "comunhão" (κοινωνία) não é usada no Novo Testamento para descrever relações entre cristãos e descrentes.

Paulo usa a palavra comunhão em termos espirituais, descrevendo algo compartilhado entre os santos, e não entre discípulos e descrentes. O estudante cuidadoso jamais usaria duas duvidosas interpretações no mesmo versículo ("contribuís" e "todos os homens") para tentar justificar uma utilização do dinheiro da igreja que não tem apoio em nenhum outro trecho. Lamentamos que algumas pessoas incentivem igrejas a sustentar seus grandes projetos humanos, ao invés de incentivá-las a seguir cuidadosamente o padrão bíblico.

Não achando nenhuma prova bíblica, alguns se contentam com argumentos baseados em casos excepcionais de catástrofes naturais, etc. Não tentarei aqui definir para outros como resolver casos de bois que caem num poço, ou quando colocar misericórdia acima de sacrifícios (Lucas 14:5; Mateus 12:7). Mas, antes de usar exceções para modificar ou negar regras divinas, devemos lembrar que homens através dos séculos têm usado exatamente esta tática para abandonar diversas doutrinas e práticas da Bíblia. Casos excepcionais (moribundos confessando sua fé) foram usados por alguns para justificar batismo por aspersão, e por outros para negar a necessidade do batismo. Basear práticas do dia-a-dia em casos excepcionais é uma tendência perigosíssima.

Contra o Quê?

Pessoas que querem defender seus projetos, mesmo não tendo provas bíblicas, freqüentemente regridem ao comportamento de meninos no ginásio, usando apelidos para tentar instigar outros contra certos colegas. Quando insistimos em seguir o padrão bíblico em termos do trabalho da igreja, sempre há alguém pronto para usar algum nome depreciativo. É mais fácil inventar rótulos do que estudar e humildemente seguir a Bíblia.

Mas, não precisamos sentir-nos ofendidos pelos rótulos que outros nos apliquem. Alguém pode chamar-nos de "anti-cooperativo". Depois de examinar as Escrituras, devemos opor cooperação entre a luz e as trevas. Devemos opor cooperação nas obras infrutíferas das trevas. Alguém pode nos chamar de "contra". Tal rótulo nos ofende? Os verdadeiros discípulos de Cristo continuam resolutamente contra o pecado, contra os projetos humanos que Deus não autorizou, contra desobediência e contra a arrogância humana que ousa falar e agir onde Deus não revelou. Alguém pode tentar nos ofender com tais rótulos, mas quem queria ser conhecido como pró-pecado, pró-desobediência, pró-cooperação-não-autorizada com as obras infrutíferas das trevas?

Pessoas bem-intencionadas, às vezes, são tentadas a rebaixarem-se para participar das mesmas táticas carnais, criando divisões e partidos ao invés de examinar as Escrituras. Vamos evitar tal tendência, estudando e defendendo a palavra de Deus com sinceridade, humildade e seriedade.

"Porque, embora andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo" (2 Coríntios 10:3-5).

Que Deus nos ajude a mostrar nosso amor para com ele e para os nossos próximos.

Leia mais sobre este assunto:
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O Cristão e seu Dinheiro

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