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Introdução
Fui criada numa devota família católica romana. Meus pais me levaram a um
padre antes que eu tivesse uma semana de idade para receber o sacramento do
Batismo, com o propósito de perdão do pecado original e para começar minha
vida como católica. Meus padrinhos prometeram ajudar meus pais a ensinar-me a
seguir a fé católica. Durante oito anos eu freqüentei uma escola primária
católica.Fiz minha Primeira Confissão aos sete anos de idade, logo seguida
pelo sacramento da Sagrada Comunhão. Aos onze anos, o Bispo da Diocese de
Pittsburgh oficiou quando eu recebi o sacramento do Crisma. No oitavo ano do
primeiro grau, passei vários fins de semana em retiros no convento das Irmãs
da Divina Providência, pensando se me tornaria uma freira ou não. No segundo
grau, assisti a muitas aulas semanais de catecismo para receber mais instrução
de catolicismo. Eu também ajudava na celebração das missas lendo as epístolas,
salmos responsórios e as petições da paróquia, do altar.
Através de toda a meninice e até nos tempos de adulto, eu,
meus quatro irmãos e quatro irmãs seguimos o exemplo dado por meus pais de
constante comparecimento às missas semanais e a todos os Dias Santos de Obrigação,
recebendo comunhão em todas as missas e fazendo confissão conforme era necessária.
Nós também seguíamos todas as leis dietéticas; quando éramos crianças não
comíamos carne nas sextas-feiras e, quando essa lei foi afrouxada, nunca comíamos
carne nas sextas-feiras da Quaresma ou na quarta-feira de Cinzas. Também, nunca
comíamos ou bebíamos durante uma hora antes de assistir à missa, como preparação
para o sacramento da comunhão. Participávamos sinceramente da prática de nos
privarmos de alguma coisa agradável durante o tempo da Quaresma, como sacrifício
para mostrar nossa apreciação pelo supremo sacrifício de nosso Senhor. Rezávamos
o rosário e cantávamos hinos juntos. Quando me mudei da casa de minha família
para freqüentar uma faculdade 150 quilômetros longe de minha casa, eu
continuei ativament a praticar minha fé católica, ensinando e persuadindo duas
amigas a entrar para a Igreja Católica.
Eu lhe digo estas coisas não para me vangloriar de meu zelo espiritual, mas
para demonstrar que meu catolicismo não era só de nome. Eu seguia o que era
exigido com confiança completa, acreditando que aquelas práticas eram agradáveis
ao Senhor. Minha família, até hoje, continua devotamente na fé católica. Eu,
contudo, tive uma mudança no coração.
Quando eu fazia curso de pós-graduação, um amigo meu começou a fazer-me
perguntas sobre minha fé, comparando as doutrinas da Igreja Católica com o que
ele entendia que a Bíblia ensinava sobre Cristianismo. Quando ele desafiou o
que eu professava como verdade, eu me achei desesperadamente pesquisando a história
da Igreja Católica para defender minha fé. Achei-me também deploravelmente
ignorante de uma grande parte das Escrituras. Quanto mais eu lia sobre a história
registrada da Igreja Católica, mais confusa eu ficava. As coisas não eram como
eu supunha. Eu orava a Deus pedindo orientação, eu falava com um padre católico
e, finalmente, cedi e li o Novo Testamento. O restante deste livrete é minha
tentativa de compartilhar o que descobri sobre minha fé católica, à luz da
palavra de Deus.
Catolicismo e Cristianismo
Introdução
| Os Sacramentos | O Papel da Virgem
Maria | Liderança na Igreja
Os Santos | Autoridade | Conclusão
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