Share Button

As Tentações e o Reino

por Matt Qualls

Transformar pedras em pão. Saltar do templo. Dobrar os joelhos diante de Satanás. Qual ameaça real esses atos fariam ao reino? Certamente o Rei podia perceber que a última tentação era a trama de Satanás. As duas primeiras nem sequer parecem prejudiciais.

Jesus um dia haveria de multiplicar peixes e pães para alimentar uma multidão. Acalmar o Mar da Galiléia ou ressuscitar o morto Lázaro não foram menos sensacionais do que saltar do pináculo do templo. Entretanto, cada uma dessas tentações era uma tentativa calculada pelo príncipe do mundo para desencaminhar o reino de Deus logo no início do ministério do Messias.

Essas não foram as primeiras tentações nem seriam as últimas. Jesus deve ter sido tentado quando crescia na Galiléia; entretanto, resistiu aos dardos inflamados de Satanás para emergir de Nazaré imaculado. Mais tarde, durante seu ministério, Satanás recrutou os próprios apóstolos de Jesus para, conscientemente (João 13:2) e inconscientemente (Mateus 16:23), tentar desviar o Mestre do seu rumo. Jesus até mesmo combateu e superou suas próprias emoções no Getsêmani quando enfrentou a morte.

A ocasião dessas provações é de máxima importância. (Mateus 4:1-11). O Pai tinha acabado de dar aprovação ilimitada ao seu Filho (Mateus 3:17). Se Deus estava bem satisfeito com seu Filho, este precisava demonstrar-se agradável ao Pai. Qualquer coisa a menos seria uma miragem de um reino estabelecido na justiça e mantido pela obediência. A declaração de Jesus de fazer a vontade do Pai durante seu ministério terreno teria um som oco se Satanás pudesse indiciá-lo aqui por desobediência. Essas provas também nos dão discernimento a respeito da resposta que Deus deseja daqueles que estão no seu reino.

Transformar pedras em pão. Depois de impor-se um jejum de quarenta dias, Jesus estava faminto, fisicamente enfraquecido. A sugestão de Satanás parecia bastante inocente: satisfaça sua fome utilizando seu poder miraculoso. Fazendo isso, contudo, questionava a declaração singular de Jesus: “Se és Filho de Deus”. A idéia de Satanás de filiação era exercer os privilégios divinos para satisfação pessoal, com ou sem a aprovação dos céus. Jesus não foi abalado e citou palavras já ditas por Deus referente à sobrevivência do homem. Ele raciocinou a partir da revelação de Deus que o pão físico é necessário para sustentar a vida, mas não revoga a responsabilidade espiritual.

Nossa lealdade ao Rei é provada pelas nossas circunstâncias. Satanás ataca-nos oferecendo o que queremos ou mesmo o que necessitamos, ao custo de torcermos a vontade de Deus para se ajustar a nossa. Necessidades legítimas, como ganhar a vida, obter educação e prover as necessidades de nossas famílias não podem ultrapassar nosso serviço a Deus. Situações nas quais nossos interesses pessoais sofrem (“certamente Deus não espera que eu permaneça num casamento no qual não sou feliz”) não mudam nossa responsabilidade de fazer a vontade do Pai.

Saltar do templo. A seguir Satanás também usou as Escrituras, e insistiu com Jesus para que experimentasse a promessa de seu Pai de socorro providencial. Jesus percebeu a sutileza dele e replicou com outra Escritura para indicar a citação de Satanás como uma tentativa de pôr Deus à prova. Jesus confiava em Deus baseado no testemunho escrito de Deus. Sua fé não exigia prova visível. Ele recusou tentar confirmar o amor de seu Pai colocando-o à prova. Jesus exemplificou perfeitamente o que é andar pela fé em vez de pelo que se vê.

É tentador para nós amenizarmos a força dos mandamentos de Deus presumindo saber seus motivos. É muito melhor aceitar a palavra dele, harmonizando tudo o que ele revelou sobre um assunto. Um esposo que exija da esposa amor antes de amá-la, não a ama realmente. Tais “provas” mostram uma falta de fé em vez de produzi-la.

Curvar-se diante de Satanás. A última tentação de Satanás não tem nenhuma sutileza. Ele ofereceu a Jesus todos os reinos do mundo em troca da fidelidade momentânea. Jesus sabia que esses reinos seriam seus, mas ao custo da cruz e de seu sofrimento. Ele repreendeu a Satanás, citando a palavra do Pai para adorar e servir somente a Jeová.

Satanás quer que abandonemos nossa cruz e façamos nosso serviço do reino de forma interesseira, exaltando nossa vontade acima da de Deus. Ele nos tenta com diversões e passatempos que absorvem nossa vida e fascinam nossas mentes, lentamente riscando Deus de nossa vida. Ele usa a pressão de nossos amigos, insistindo-nos a ajustarmos nossa roupa e hábitos ao mundo. Os meios de comunicação rotulam a moral absoluta de Deus como extrema e intolerante. Todos os avanços de Satanás precisam ser rejeitados, independente do custo para nós. Jesus provou seu compromisso para com a vontade do Pai, conhecendo e aplicando sua Palavra. É um modelo que precisa ser repetido em nossa vida para que Deus nos governe e para que sejamos verdadeiros cidadãos do reino dos céus.


ESTUDOS BÍBLICOS       PESQUISAR NO SITE       MENSAGENS EM ÁUDIO      MENSAGENS EM VÍDEO     

ESTUDOS TEXTUAIS      ANDANDO NA VERDADE     O QUE ESTÁ ESCRITO?      O QUE A BIBLIA DIZ?

 

O Que Esta Escrito?
 
©1994, ©1995, ©1996, ©1997, ©1998, ©1999, ©2000, ©2001, ©2002, ©2003, ©2004, ©2005, ©2006, ©2007, ©2008, ©2009
 Redator: Dennis Allan, C.P. 60804, São Paulo, SP, 05786-970.

Andando na Verdade
©1999, ©2000, ©2001, ©2002, ©2003, ©2004, ©2005, ©2006, ©2007, ©2008
Redator: Dennis Allan, C.P. 60804, São Paulo, SP, 05786-970

Todos os artigos no site usados com permissão dos seus autores e editoras, que retêm direitos autorais sobre seu próprio trabalho. / 
All of the articles on this site are used with permission of their authors and publishers, who retain rights of use and copyright control over their own work.

Estudos Bíblicos
estudosdabiblia.net
©1995-2015 Karl Hennecke, USA