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O Reino dos Céus: A Preparação Inicial

No Novo Testamento, dois eventos servem para esclarecer as profundas implicações de ser um cidadão do reino de Deus: a pregação de João Batista e o batismo de Jesus. Esses dois eventos foram preparatórios para o estabelecimento do reino de Deus.

Um registro inspirado de cada um deles pode ser encontrado no terceiro capítulo do evangelho de Mateus. Os parágrafos que se seguem darão um vislumbre breve desse capítulo (todas as referências à Escritura serão baseadas em Mateus 3, a menos que seja dada outra indicação). Além disso, será ressaltada a importância do capítulo no entendimento do conceito bíblico concernente ao Reino de Deus.

Lemos sobre a pregação de João na primeira parte de Mateus 3 (versículos 1-12). Esse destemido profeta de Deus começou seu ministério de ensinamento destacando a necessidade de arrependimento (versículo 2). A palavra arrepender significa mudar. Uma mudança de caráter daqueles que viviam no tempo de João era necessária, em vista do que estava iminente: “porque está próximo o reino dos céus”. Antes que os homens pudessem ganhar entrada no reino de Deus, que estava vindo, eles precisariam primeiro sujeitar-se a uma mudança interna de pensamento com respeito ao pecado. Tal é o caso hoje em dia também, para que Deus governe verdadeiramente no coração.

A pregação de João também ligou o rito do batismo com o arrependimento. Isso é evidente em vista da resposta de muitos quando vinham confessando seus pecados e sendo batizados no Jordão (versículo 6). O batismo de João era de “arrependimento para remissão de pecados” (Marcos 1:4). O batismo simbolizava a remoção do pecado, aquilo que contamina as almas de todos os homens e mulheres responsáveis. Uma purificação do pecado era necessária antes que se pudesse ser aceito no reino de Deus. A obra preparatória de João a esse respeito apontava para o batismo pregado por Cristo e seus apóstolos (Mateus 28:19-20; Marcos 16:15-16; 1 Pedro 3:21; etc.). A recusa a ser batizado em nome de Jesus para a remissão dos pecados proíbe para sempre a pessoa de entrar no reino dos céus!

Muitos daqueles da hierarquia religiosa do tempo de João recusaram dar atenção a sua mensagem. Eles se consideravam aceitáveis por Deus na base de seus laços ancestrais com Abraão (veja versículos 7-9). João salientou que isso era uma base insuficiente para a cidadania no reino de Deus. Lamentavelmente, muitos em nossos tempos acreditam que, serem “criados na igreja” e membros “de carteirinha” num corpo local de crentes já são garantias de vida eterna. Porém, essa vida eterna nunca pode ser alcançada sem uma verdadeira mudança interna de caráter! A mensagem de João era clara: demonstração de um coração mudado era essencial (versículo 8).

A pregação de João apontava não somente para o reino que estava vindo, mas também para o rei que estava chegando: Jesus Cristo! João prontamente confessou a superioridade do Messias vindouro: “aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu”. O papel de Jesus no reino de Deus seria distinguido tanto pela obra do Espírito Santo como pelo julgamento final do homem pecaminoso (versículos 11-12). Um entendimento da grandeza de Jesus e de sua obra é necessário para receber o seu reino adequadamente. Jesus tem que reinar no coração em virtude de sua supremacia!

O segundo evento preparatório neste capítulo é o batismo de Jesus (versículos 13-17). Ao ser batizado por João, duas provas divinas autenticaram o papel de Jesus como o Messias profetizado: 1. o Espírito Santo desceu sobre Jesus “como pomba” (versículo 16), e 2. Deus falou do céu: “Este é meu Filho amado, em quem me comprazo” (versículo 17).

Uma conversa importante aconteceu, contudo, antes de Jesus ser batizado. Inicialmente, João questionou sua própria dignidade para batizar Jesus (versículo 14). O profeta confessou sua inferioridade e pecaminosidade ao reconhecer sua necessidade de ser batizado por Jesus. Apesar disso, Jesus insistiu para que João batizasse o rei do céu! A razão de sua insistência é declarada: “... assim, nos convém cumprir toda a justiça” (versículo 15). A obra de João era parte do plano de redenção de Deus; portanto, era necessário que o próprio Jesus satisfizesse a exigência de Deus para que todos os homens recebessem o batismo de João. Jesus não necessitava de perdão de pecados. Ao mesmo tempo, a obediência nisso era necessária para ele servir como rei no reino perfeito de Deus.

Em conclusão, deve ser ressaltado que tanto a pregação de João como o batismo de Jesus ilustram verdades importantes sobre o reino de Deus. Primeiro, somente quando o homem decidir fazer o que é certo e seguir a vontade de Deus com o coração, é que o reino de Deus continuará crescendo. Segundo, uma limpeza referente ao pecado é essencial antes que se possa ser aceito no reino de Deus, essa limpeza é caracterizada pela perfeição e santidade. Só através do poder santificador do sangue de Jesus pode-se ser aperfeiçoado. O batismo é o ato que permite ao sangue de Jesus fazer o seu trabalho. Terceiro, uma linhagem religiosa não tem nenhuma validade no governo de Deus. Se alguém é incapaz de manifestar externamente que uma mudança interior ocorreu, então a cidadania no reino de Deus é impossível. Finalmente, o próprio rei do reino celestial desejava submeter-se aos mandamentos de Deus. Se Jesus estava disposto a submeter-se ao domínio de Deus, não deveriam os homens pecaminosos estarem ainda mais dispostos a fazer isso? Nesse ato de obediência por parte de Jesus é encontrada a essência do reino de Deus: o absoluto e supremo reino de Deus no coração!

-por Mike Waters


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