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O Reino Estabelecido

por Steve Dewhirst

Pentecostes. Cedo, naquela manhã, os doze estavam “todos reunidos no mesmo lugar” (Atos 2:1). Com que propósito tinham se reunido não está claro... mas seu propósito jamais seria obscuro dali em diante.

“De repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem” (Atos 2:2-4).

A promessa de Jesus de “poder”, provindo do Espírito Santo, capacitando-os a testemunhar minuciosamente a toda a criatura, estava cumprida (Atos 1:8). Como judeus, visitantes de todo o mundo se juntaram por causa do grande som, encontraram homens simples da Galiléia, sem treinamento e sem estudo na arte da linguagem, falando grandes coisas de Deus em línguas dos quatro cantos da Terra (Atos 2:6-11). E impulsionados pelo Espírito de Deus, as doze testemunhas imediatamente declararam o que tinha sido esperado durante séculos: o reino soberano do Messias!

Deus havia dado legitimidade a Jesus de Nazaré por sinais e maravilhas; entretanto, mãos pecaminosas tinham-no crucificado por ciúme mesquinho (João 11:45-53). “Ao qual...Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte; porquanto não era possível fosse ele retido por ela” (Atos 2:24). Tudo isso tinha sido previsto pelo rei/profeta Davi: “Porque não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção” (Atos 2:27). Num dos exemplos mais claros de profecia cumprida, Pedro afirma enfaticamente, “prevendo isto, [Davi] referiu-se à ressurreição de Cristo” (Atos 2:31). Mais ainda, na sua ascensão, Jesus foi exaltado “à destra de Deus” (Atos 2:33), e coroado “Senhor e Cristo” (Atos 2:36). Jesus não somente é o Cordeiro sacrificado por nossos pecados; ele reina do seu trono sendo-lhe dada “toda a autoridade...no céu e na terra” (Mateus 28:18). Quando os homens e as mulheres ouviram a mensagem do evangelho e responderam através da fé no dia de Pentecostes, eles tomaram seus lugares no reino messiânico.

É significativo na linguagem bíblica a mudança súbita começando no Pentecostes. Nunca mais os apóstolos apregoaram o reino “que viria”. Daí para sempre o reino de Cristo seria tratado como fato consumado. “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor” (Colossenses 1:13). Assim, agora, os discípulos de Jesus Cristo precisam ser designados Povo do Reino. Pois enquanto é verdade que seu domínio se estende até os rebeldes que o rejeitam (veja João 12:48), aqueles que se submeteram ao seu domínio e se revestiram dele no batismo já não são “estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e...da família de Deus” (Efésios 2:19). Os cristãos gozam de todos os benefícios da cidadania porque “nossa pátria está nos céus” (Filipenses 3:20). Os cristãos compõem uma “nação santa” (1 Pedro 2:9).

Mas santo é o que santo faz. Nós, discípulos, precisamos chegar a ver-nos como servos, comprados e pagos pelo sangue de Cristo. Somos sacerdotes que nos oferecemos como “sacrifícios vivos” a Deus (Romanos 12:1). Em termos práticos, o povo do reino precisa agir como povo do reino.

Não podemos reconhecer nenhum outro Rei senão Jesus. No Pentecostes, aqueles que creram no relato dos apóstolos submeteram-se ao “nome” ou à “autoridade” de Cristo. “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados” (Atos 2:38). Devemos viver e respirar não de acordo com os decretos eclesiásticos de uma igreja ou costumes éticos de uma sociedade educada, mas segundo os decretos de nosso Rei. Servimos a Cristo, e a nenhum outro, porque ele é o nosso soberano Senhor.

E enquanto todo reino é enquadrado por leis, assim precisamos abraçar a vontade de Cristo expressada nas Escrituras. Um “assim diz o Senhor” deve ser o bastante para nos compelir à ação. Não temos direito de alterar ou “modificar” a divina Escritura. Nem ousarmos declarar ignorância em face da verdade revelada para nosso benefício. O Espírito Santo deu a homens inspirados as verdadeiras palavras que Cristo, o Rei, quer que ouçamos (veja I Coríntios 2:13). Conquanto não possamos entender imediatamente cada princípio, precisamos, apesar disso, subordinar nossas vontades à vontade do Rei.

O plano de Deus referente à salvação do homem através do sangue de Cristo tornou-se uma realidade vívida no Pentecostes. O preço pelo pecado havia sido pago. O Rei ascendeu ao seu trono. E agora o convite do céu tinha sido declarado ao mundo.


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