Share Button

A Plenitude do Tempo

por Steve Dewhirst

Quando a aurora tornou o azul profundo da noite em pálida rosa sobre a cidade de Jerusalém, quando a cidade de Davi começou a se mexer naquele primeiro Pentecostes após a ressurreição de Cristo, quando os apóstolos do ascendido Jesus esfregavam os olhos tirando deles o sono e pensavam no seu encontro uns com os outros naquela manhã, quem poderia ter sabido que esse seria o dia quando as portas do céu foram escancaradas para todos os que criam no Cristo de Deus?

Durante séculos, Israel tinha esperado pela vinda de seu Messias, o Menino sobre cujos ombros o governo repousaria (Isaías 9:6). Essa Criança tinha vindo na pessoa de Jesus de Nazaré. E ainda que a maioria do povo não o reconhecesse, os verdadeiros discípulos creram. Entretanto, eles ficaram perplexos quanto ao governo soberano do Cristo. Quando começaria e que forma tomaria?

Desde o cativeiro na antiga Babilônia, Daniel tinha esperado esse grande dia que viria 500 anos depois. Interpretando um sonho para o poderoso Nabucodonosor, ele falou de uma terrível estátua, tendo uma cabeça de ouro fino, peito e braços, de prata, seu ventre e quadris, de bronze, com pernas de ferro, e pés de ferro misturado com argila (Daniel 2:32-33). Mais notável de tudo, era que no sonho do rei uma pedra foi cortada sem auxílio de mãos a qual chocou-se nos pés da imagem, de forma que todo o ídolo desmoronou, foi todo moído e levado embora pelo vento, sem deixar nenhum sinal. Em seu lugar, a pedra cortada sem auxílio de mãos tornou-se uma grande montanha que encheu toda a terra (Daniel 2:34-35).

Após a narração desse sonho real, veio a explicação. Daniel identificou o próprio Nabucodonosor, como a cabeça de ouro da estátua. E cada parte da imagem representava outro grande reino a se levantar entre os homens, num total de quatro: os babilônios, os medo-persas, os gregos, e os romanos (Daniel 2:36-43). Mas nos dias deste quarto reino, o Império Romano, aquela pedra cortada sem auxílio de mãos, a Rocha Espiritual, o Messias, estabeleceria um reino que nunca seria destruído (Daniel 2:44-45). Seu governo soberano encheria toda a terra, transcendendo as fronteiras arbitrárias dos homens e as limitações do tempo.

No entanto, para Israel o mistério do governo messiânico estava longe de ser desvendado. A extensão do reinado romano impossibilitou determinar com precisão o momento do estabelecimento do reino de Deus. Mas Jeová tinha planejado sua obra redentora de modo a fazer convergir em Cristo, “na dispensação da plenitude do tempo, todas as cousas, tanto as do céu como as da terra” (Efésios 1:10). E quando veio “a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos” (Gálatas 4:4-5). Então, veio a “voz do que clama no deserto”, João Batista, declarando: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mateus 3:1-3). E enquanto Jesus andava entre os homens, ele anunciava: “Em verdade vos afirmo que, dos que aqui se encontram, alguns há que, de maneira nenhuma, passarão pela morte até que vejam ter chegado com poder o reino de Deus” (Marcos 9:1). O tempo estava próximo; o cumprimento da promessa de Deus era iminente.

Então aconteceu o inimaginável. A oposição a Jesus pelos líderes judeus - aqueles que deveriam tê-lo proclamado como rei - atingiu proporções assassinas. O Filho de Deus, divindade manifestada em carne, foi preso e executado como um criminoso comum. Como poderia aquele que acalmou tempestades, andou sobre as águas e milagrosamente alimentou milhares ser alcançado pelos inimigos tão facilmente? Quando Jesus morreu na cruz, morreram também as expectativas de muitos discípulos esperançosos. Mas Jesus, fiel a sua própria palavra, foi ressuscitado no terceiro dia! E certamente agora o Rei ascenderia ao seu trono como conquistador da vida e da morte (Atos 1:6)! Mas ele não o fez. Em vez disso, instruiu seus apóstolos a esperarem em Jerusalém, pois “recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo” (Atos 1:8).

A plenitude do tempo tinha chegado: o tempo quando Deus, em sua presciência e providência, já tinha visto o cumprimento de seu propósito eterno em Cristo. Todas as peças do quebra-cabeça estavam no lugar. Jesus tinha sido oferecido pelos pecados do mundo. Tomado pelas nuvens, ele tinha subido para sentar-se à direita do Pai. Apenas uma coisa estava faltando: a revelação do grande plano de Deus aos homens ignorantes. Mas enquanto o dia de Pentecostes amanheceu em inocência completa, tudo isso estava para mudar.


ESTUDOS BÍBLICOS       PESQUISAR NO SITE       MENSAGENS EM ÁUDIO      MENSAGENS EM VÍDEO     

ESTUDOS TEXTUAIS      ANDANDO NA VERDADE     O QUE ESTÁ ESCRITO?      O QUE A BIBLIA DIZ?

 

O Que Esta Escrito?
 
©1994, ©1995, ©1996, ©1997, ©1998, ©1999, ©2000, ©2001, ©2002, ©2003, ©2004, ©2005, ©2006, ©2007, ©2008, ©2009
 Redator: Dennis Allan, C.P. 60804, São Paulo, SP, 05786-970.

Andando na Verdade
©1999, ©2000, ©2001, ©2002, ©2003, ©2004, ©2005, ©2006, ©2007, ©2008
Redator: Dennis Allan, C.P. 60804, São Paulo, SP, 05786-970

Todos os artigos no site usados com permissão dos seus autores e editoras, que retêm direitos autorais sobre seu próprio trabalho. / 
All of the articles on this site are used with permission of their authors and publishers, who retain rights of use and copyright control over their own work.

Estudos Bíblicos
estudosdabiblia.net
©1995-2015 Karl Hennecke, USA