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Vem Aí o Teu Rei (2)

por Tom Holley

Serviço (João 13:1-17)

O Senhor sabia que esta seria a última Páscoa que ele comeria com seus apóstolos, antes de morrer. Durante uma festa como a Páscoa, aos servos cabia a responsabilidade por lavar os pés de todas as pessoas à medida que chegavam.

Não havia nenhum servo presente nessa celebração? Certamente nenhum dos doze estava disposto a fazer a tarefa de um servo. Eles ainda estavam discutindo entre si quanto a quem seria o maior no reino (Lucas 22:24). Ainda que não ousassem pegar a toalha, o Senhor não poderia ser impedido de fazer isso.

A falta de voluntários não foi a razão pela qual o Filho de Deus executou sua tarefa humilde. Nem ele estava tentando envergonhar esses homens para que agissem. Esse tipo de serviço forçado sempre seria frustrante, calculado e arrogante. O Mestre lavou os pés deles porque “amou-os até ao fim” (João 13:1) e porque sabia que haverá uma bênção a ser obtida por todos os que se esvaziam para servir às necessidades de outros (João 13:17).

Alguns têm questionado se esse antigo costume de hospitalidade (Gênesis 18:3-6) estava agora sendo elevado ao nível de atividade espiritual, como a ceia do Senhor. Um corpo lavado recentemente não teria necessidade de banho novamente após tão curto tempo. Porém, os pés calçados em sandálias precisariam de uma nova lavagem depois de uma curta caminhada numa estrada poeirenta (João 13:8-10). Ainda mais, Jesus comentou: “Porque eu vos dei o exemplo, para que, como (e não o que) eu vos fiz, façais vós também” (João 13:15). Empurramos a outras pessoas nossas oportunidades de servir?

Obediência (Mateus 26:36-42; 27:27-37; etc.)

Quinta-feira à noite, Jesus foi ao Getsêmani para orar. Foi ali que o Senhor revelou sua dor íntima a Pedro, Tiago e João. Sua tristeza estava aumentando. Sua angústia era um peso esmagador sobre sua alma terna. Distanciando-se desses três discípulos, o Filho de Deus prostrou-se na terra e orou. Ele pediu ao seu Pai se fosse possível para ele não morrer. Acima de tudo, ele queria que a vontade de seu Pai prevalecesse. Isso não era um pedido teórico (Hebreus 5:7). Em agonia, ele fez essa petição mais intensamente e seu suor caiu no solo como “gotas de sangue” (Lucas 22:44). Quem poderia agora continuar a pensar que toda a obediência a Deus precisa ser despreocupada e alegre? A verdadeira prova de obediência é entregar-se à sua vontade quando o que queremos está em conflito com a sua determinação.

Mesmo quando seus inimigos tinham-no cercado no jardim, Jesus poderia ter chamado 72.000 anjos a resgatá-lo (26:53). Contudo, sua resolução de ir à cruz era firme. O Leão da tribo de Judá mansamente permitiu que seus captores o maltratassem sem ao menos alguma reação em sua defesa. Pilatos se maravilhou com o silêncio honroso do Salvador (27:14). Ainda que o veredicto o pronunciasse inocente, ele foi sentenciado a ser crucificado. O Senhor foi levado ao Gólgota para ser executado. A acusação que foi posta sobre sua cabeça afirmava uma maravilhosa verdade: “Este é Jesus, o Rei dos judeus” (27:37). Muitos governantes morreram desonrosamente. Quem jamais teria pensado em estabelecer um reino na base de sua própria morte? (Mateus 16:18,21; Atos 2:30-31).

Pouco tempo depois das três da tarde de sexta-feira, Jesus rendeu seu espírito. Ninguém poderia ter tirado a vida do Filho de Deus. Somente ele mesmo poderia dá-la (João 10:17-18). Assim ele o fez. Esta não era apenas uma morte qualquer. Morrendo numa cruz, Jesus demonstrou que sua obediência a Deus era ilimitável (Filipenses 2:9). O Pai jamais poderia exigir demais do seu Filho porque não havia limite para o que o Filho faria para agradá-lo. Desse modo, ele esperava mostrar ao mundo a natureza ilimitada do seu amor pelo Pai (João 14:31). Não deveriam também esses termos significar os meios pelos quais definimos nossa fidelidade a ele (Apocalipse 2:10)? Tal era a obediência que completou o Filho para a obra de salvar todos aqueles que lhe obedecem (Hebreus 5:8-9). Quereremos pagar o mesmo preço para aprender?


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