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Vem Aí o Teu Rei (1)

por Tom Holley

Zacarias tentou reanimar, com essas palavras, a confiança de um povo deprimido, na certeza da vinda do Messias. Esse anúncio é tão precioso hoje como o foi quando proclamado a primeira vez pelo profeta, cerca de 2.500 anos atrás.

É imperativo para nós vermos este Soberano! Temos que ir aos dias em que esse Homem da Galiléia andava entre os homens e mulheres deste mundo. Qual foi a atitude dele sob a tensão da aproximação do fim de sua peregrinação na terra? Ficará óbvio que Jesus possuía ao máximo todas as qualidades de grandeza que ele espera de cada um dos habitantes de seu domínio santo.

Humildade (Mateus 21:1-11)

O modo como Jesus entrou em Jerusalém é notável. Poderíamos mais facilmente ter imaginado um conquistador austero, cavalgando um magnífico cavalo imponente como o lendário Bucéfalo. Naquele domingo, o Salvador chegou sentado sobre um “jumentinho, cria de animal de carga” (versículo 5). Zacarias tinha predito os pormenores desse evento.

Mas que ligação possível poderia Jesus ter com um jumento? Esse animal era uma besta de carga. Aparentemente o jumento foi escolhido para trazer à luz a mansidão e humildade desse Rei. Logo, esse Filho de Davi levaria “ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados” (1 Pedro 2:24). Por que haveria o Filho de Deus de renunciar sua justa posse sobre todos os seus privilégios para se tornar nossa besta de carga? Ele viu que a necessidade de sermos perdoados dos nossos pecados era maior do que seu puro desejo de estar em constante comunhão com seu Pai. Ele experimentaria pessoalmente a perdição no próprio inferno (Mateus 27:46) para pagar o preço incalculável de nossa salvação. Salvando outros, ele sabia que não poderia salvar a si mesmo. Houve algum rei que rebaixou-se tanto a fim de elevar seus súditos a tal altura?

As multidões estavam entusiasmadas quando faziam dos seus mantos e dos ramos de palmeiras um tapete diante dele. Apesar disso, Jesus não tomaria o caminho político para chegar ao trono. Ele não permitiu que esse crescente apoio popular aumentasse qualquer expectativa de um império mundano. Se ele tivesse cobiçado os reinos terrestres que Satanás tinha-lhe oferecido nas tentações, poderia ter tirado vantagem dessa situação. Entretanto, como poderia “o reino dos céus” ser forçado a ser simplesmente um outro reino deste mundo?

Compromisso (Mateus 21:12-17)

Na segunda-feira de manhã Jesus voltou ao templo. Ali encontrou pessoas negociando, como de costume. Deus pretendia que seu lugar fosse um santuário para oração. O Senhor imediatamente começou a limpar seu templo tirando fora a infestação de ladrões como tinha feito três anos antes. Ele, que se submeteria como um cordeiro (Isaías 53:7) a toda a tortura do Calvário, jamais poderia tolerar, nem por um momento, a profanação da casa de seu Pai. Não poderia ele, amavelmente, ter deixado passar essas ofensas? Os discípulos vieram a aprender que Jesus estava sendo consumido pelo zelo a favor da casa de seu Pai (João 2:17). Jesus não estava preocupado com que sua veemência pudesse ser interpretada como fanatismo.

Agora existe um edifício espiritual onde cada cristão é uma pedra vital na construção de um templo bem especial (Efésios 2:19-22 e 1 Pedro 2:5). Não deveríamos ser mais parecidos com Cristo se fôssemos empenhados em opor-nos vigorosamente aos abusos do seu templo em nossos dias?

Prontidão (Mateus 26:1-13)

Desde o tempo de seu nascimento, parecia haver apenas um passo entre Jesus e a morte. Em outras ocasiões quando os homens tentavam matá-lo, o Senhor saía do lugar em que se encontrava e mais tarde retornava às suas atividades em outra localidade. Não poderia ele, de novo, ter escapado para uma província distante e esperado até que a ameaça de morte tivesse passado?

Agora, ele não iria fugir. O Senhor tinha informado seus seguidores que agora sua hora tinha chegado (João 12:23,27; 13:1 e 17:1). Jesus estava preparado para esse momento (Hebreus 10:5); ele estava pronto para morrer. Maria também se preparou para a morte do Senhor, comprando certa quantidade de ungüento de nardo puro (João 12:7). Tal perfume valia tanto quanto um trabalhador comum poderia ganhar num ano. Sim, era muito caro. Percebendo a possibilidade de não haver outra oportunidade, Maria ungiu Jesus para o seu sepultamento nesse último encontro social com o Mestre. Essa generosa manifestação de seu amor pelo Senhor nunca deve ser esquecida (versículo 13). Há algum outro modo de se chegar à presença de sua Majestade?


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