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As Últimas Parábolas do Reino (2)

por Bill Hall

Jesus contou outras duas parábolas antes de sua morte, a parábola das dez virgens (Mateus 25:1-13) e a dos talentos (Mateus 25:14-30). Essas foram, aparentemente, contadas em particular aos seus discípulos (Mateus 24:3). Um tema se destaca nessas duas parábolas: a preparação para a vinda do Senhor.

Na primeira parábola, dez virgens saíram ao encontro do noivo, empolgadas com as alegrias vindouras da festa de casamento. Todas estavam presentes; todas estavam esperando o noivo; todas se sentiam satisfeitas com a sua preparação, pois estavam cochilando e dormindo, e todas tinham lâmpadas. A diferença entre as cinco virgens prudentes e as cinco tolas era que as cinco prudentes trouxeram óleo junto com suas lâmpadas. O tempo da preparação tinha-se passado. Enquanto as virgens tolas estavam comprando óleo, o noivo chegou e elas foram deixadas fora do casamento para sempre. Jesus declarou a aplicação: “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora” na qual o Filho do homem vem (versículo 13).

Na segunda parábola, um homem que ia viajar para um país distante confiou talentos aos seus servos. A um ele deu cinco, a outro dois e a outro um, distribuindo-os de acordo com a capacidade de cada servo. Os dois servos, um com cinco e o outro com dois talentos, duplicaram o que lhes tinha sido confiado, resultando em louvor e recompensa de seu senhor. O servo com um talento, agindo com temor, foi preguiçoso. Ele escondeu o talento que lhe havia sido dado em vez de usá-lo para obter rendimentos, suscitando a ira de seu senhor e a perda do talento que lhe havia sido entregue.

Há muita semelhança entre as duas parábolas. Em ambas há muita expectativa. As dez virgens estavam esperando o noivo. Os servos sabiam que seu senhor voltaria. O noivo, ou o senhor, que retorna, naturalmente, é Jesus Cristo. Ele há de voltar (Atos 1:9-11). Não há desculpas a quem deixa de aguardar sua volta.

Em ambas as parábolas há preparação. Todas as dez virgens tinham feito alguma preparação. Os dois servos, um com cinco e o outro com dois talentos, tinham-se preparado, obviamente; e até mesmo o servo com um talento tinha feito alguma preparação, mantendo cuidadosamente em segurança seu único talento até a volta de seu senhor.

Em ambas as parábolas há preparação adequada contrastada com negligência. Esse é o grande perigo que enfrenta a maioria dos leitores deste artigo. Não despreparo completo, mas negligência: negligência em abandonar algum mau hábito; negligência em confessar algum erro; negligência em desenvolver os frutos do Espírito; negligência em tirar vantagem completa das oportunidades que Deus coloca diante deles; em resumo, negligência em tornar-se como seu Senhor.

Em ambas as parábolas há demora na chegada. “E, tardando o noivo” (versículo 5). O senhor dos servos voltou “depois de muito tempo” (versículo 19). Sem dúvida, isso contribuiu para a negligência mencionada acima. É muito fácil para as pessoas mal interpretarem a demora da vinda do Senhor. Elas vêem isso como motivo para descuido e descrença, quando deviam vê-la como evidência da longanimidade do Senhor que conduz à salvação (2 Pedro 3:1-15).

Em ambas as parábolas há responsabilidade individual. As virgens prudentes não podiam compartilhar seu óleo com as tolas. O servo de um talento não podia sentir-se confortável com o fato de oito talentos terem-se tornado quinze (“Veja o que nós fizemos”). Cada um tinha que prestar contas pelo que tinha feito pessoalmente. Assim será quando o Senhor retornar. Nenhum pai será capaz de partilhar um pouco da sua fidelidade com os seus filhos; nenhum esposo com a sua esposa ou vice-versa; nenhum amigo com outro amigo. Ninguém poderá se gabar dizendo “veja o que nós fizemos”; ele só pode obter a graça na base de sua própria preparação.

Em ambas as parábolas há separação. As cinco virgens prudentes entraram com o noivo no casamento, enquanto as cinco tolas não puderam entrar. Os servos dos cinco e dos dois talentos entraram na alegria de seu senhor, enquanto o de um talento foi lançado fora, nas trevas. A expressão “Fechou-se a porta”, encontrada na parábola das dez virgens (versículo 10), é uma das expressões mais tristes nas Escrituras. Ela retrata a exclusão final e eterna, do céu, de todos os que estiverem perdidos quando o Senhor retornar. Dentro, há insuperável beleza, mas estes estão de fora. Dentro estão a árvore da vida e o rio cristalino da água da vida fluindo do trono de Deus, mas estes estão de fora. Dentro estão os anjos de Deus e todos os redimidos reunidos em volta do trono, mas estes estão de fora. Dentro estão Deus, Cristo e o Espírito Santo, mas estes estão de fora, banidos para sempre da presença de Deus. Dentro há alegria, amor e paz, mas estes estão de fora. E não estão somente excluídos das alegrias do céu, mas têm que sofrer eternamente os tormentos do inferno.

A lição é clara: cada um de nós precisa submeter-se, totalmente e sem resistência, ao domínio de Deus em Jesus Cristo para que, quando o Senhor retornar, o galardão eterno do reino dos céus seja nosso.


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