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Corrigindo Mal-entendidos Sobre o Reino (1)

por Glenn Jones

Equívocos a respeito do reino de Cristo podem ser espiritualmente fatais. Eles fazem com que algumas pessoas rejeitem totalmente o reino e conduzem outros a perverterem sua natureza e propósito.

Há alguns equívocos comuns sobre o reino em nossos dias, que foram evidenciados há muito tempo na enigmática pergunta feita por João Batista, em Mateus 11:1-15.

João Batista perguntou a Jesus, “És tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro?” Devemos observar em Mateus 11:2-4 que essa questão se originou no próprio João e que Jesus dirigiu sua resposta diretamente a ele. João tinha visto o Espírito descer sobre Jesus e testificou a respeito dele, “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” e, “Ele é o Filho de Deus” (João 1:29-36). Por que João estava agora questionando o próprio testemunho que ele anteriormente tinha dado? Eu creio que podemos identificar alguns mal-entendidos por trás dessa pergunta.

O problema do bem-estar pessoal. João tinha motivado muitas pessoas a se arrependerem e esperarem o reino. Ele tinha testificado claramente que Jesus era o Messias. Ele tinha arriscado sua própria vida repreendendo o Rei Herodes por todos os seus males, especialmente por possuir Herodias, a esposa de seu irmão Filipe (Marcos 6:17-19; Lucas 3:19-20). Qual foi sua recompensa? Prisão! Imagine o desconforto daquela antiga prisão e a frustração de estar limitado, sem mencionar a ameaça constante de morte feita por Herodias e Herodes.

Circunstâncias tão horríveis têm feito muitos duvidarem. João estava querendo saber por que o Messias não o estava resgatando para a causa da verdade. João teria que aprender o significado total de sua declaração sobre Jesus, “Convém que ele cresça e que eu diminua” (João 3:30). A vontade de Deus para João não era o resgate físico, mas o martírio. Como um galardão espiritual, ele foi reconhecido por Cristo como “mais que profeta” e “entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu maior do que João Batista” (Mateus 11:9-11) e recebeu um lugar no reino celestial entre os outros profetas de Deus (Lucas 13:28-29).

Há uma lição para nós no meio do engano muito difundido que o sucesso do reino de Cristo é medido pela prosperidade física e que o propósito do reino é o lucro mundano (1 Timóteo 6:5). Evangelistas bem conhecidos têm usado habilmente os meios de comunicação para propagar tal erro, desacreditando a mensagem do evangelho. Precisamos aprender a submeter nossas vidas a Deus como servos de Cristo independente das circunstâncias físicas em que estejamos. Paulo viu sua salvação em manifestar Cristo seja pela vida, seja pela morte (Filipenses 1:19-20).

O plano de Deus versus o plano do homem. Quando João propôs sua pergunta a Jesus, ele tinha sido adequadamente informado pelos seus próprios discípulos sobre o ministério de Jesus (Mateus 11:2; Lucas 7:18). Isso implica que, na mente de João, Jesus não estava manifestando-se bastante claramente como o Messias que estava vindo e que o reino estava insuficiente em perfil. Precisaria Jesus melhorar seu ministério?

A resposta do Senhor a João em Mateus 11:5-6 ressaltou que ele estava seguindo o plano de Deus. Sua referência à ressurreição dos mortos, a cura dos cegos, dos coxos, dos leprosos, dos surdos e a pregação do evangelho aos pobres continha uma dupla prova dele ser o Messias. Não somente provou seu poder divino, mas também cumpriu as profecias de Isaías 35:4-6; 61:1-3. Tal evidência estava dando prova adequada para impedir as pessoas de se ofenderem com as declarações messiânicas de Jesus. Entretanto, o ministério de Jesus era intencionalmente simples, cumprindo Isaías 42:1-4. Ele evitava os movimentos políticos de massa, o sensacionalismo, e a emoção momentânea, e destacava a justiça e a confiança em seu nome (Mateus 12:15-21). O reino messiânico ia desenvolver-se de acordo com o plano já estabelecido pela sabedoria de Deus no Velho Testamento (João 5:19-20). Essa sabedoria, afinal, seria justificada por seus frutos (Mateus 11:18-19) e não seria mudada por qualquer insatisfação de homens devotos, mas impacientes.

A necessidade de conversão. A revelação por Jesus, de si mesmo e do reino, foi ditada não somente pelo plano predeterminado de Deus, mas também pela necessidade de mudar as pessoas interiormente. Ao reagir à pergunta de João, Jesus expressou preocupação sobre a violência contra o reino (Mateus 11:12). Quando os homens rejeitaram ou mudaram a mensagem de João ou a de Jesus, eles cometeram violência contra o reino ou tentaram entrar nele pela força, sem o devido arrependimento (Lucas 16:16). A pregação do reino era para conscientizar os homens sobre o pecado deles e persuadi-los a mudar suas vidas de acordo com a vontade de Deus. O escriba em Marcos 12:28-34 não estava “longe do reino” porque tinha-o entendido como amor prático a Deus e ao próximo. Paulo salientou que o reino é “justiça, e paz, e alegria”, e que não é comida nem bebida (Romanos 14:17). Jesus ressaltou que o reino não era algo que vinha com sinais observáveis, mas algo “íntimo” entre os homens (Lucas 17:20-21).

João tinha elevado a emoção do povo, referente ao reino, a um pico; mas depois pareceu ficar impaciente com os métodos de Deus. Os homens hoje em dia se deixam levar pela impaciência e buscam sucesso desviando-se da conversão genuína, e que “calcula a despesa”, por um “evangelho” conveniente, que apela ao homem exterior. O evangelho se dirige ao homem exterior, mas a sua preocupação principal é com a salvação eterna do homem interior. Quando a autoridade das Escrituras e a batalha contra o pecado são minimizados, e a igreja se torna principalmente um centro comunitário e um forum sóciopolítico, a conversão não se efetivou, e o reino sofre violência. O sucesso está em fazer a vontade de Deus pelo modo de Deus.


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