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Os Cidadãos do Reino (2)
Mateus 6 e 7

por Marty Broadwell

Grupos numerosos de pessoas (governos, empresas, exércitos) exigem a hierarquia do comando. Essa organização hierárquica é necessária para compensar as limitações de um único líder que não pode instruir ou comandar pessoalmente a população inteira e não pode perceber e prover todas as necessidades individuais.

As imperfeições dos cidadãos também exigem a partilha da autoridade. Todos os cidadãos precisam ser instruídos e corrigidos, e alguns podem até mesmo necessitar serem policiados. Todas essas responsabilidades estão além da capacidade de apenas um comandante humano desempenhá-las sem uma organização hierárquica de apoio.

O resultado desse arranjo, contudo, é que introduz preocupações estranhas ao propósito geral do grupo. Inevitavelmente, os indivíduos aspiram a posições mais altas e maiores benefícios; há competições e valorizações erradas. Até mesmo num reino podem ser feitos esforços para atingir posição e honra impressionando outros e não o rei.

O reino dos céus não tem outra hierarquia além do Rei e seus súditos, porque o Rei não tem limitações de atenção ou capacidade. “Porque Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais” (Mateus 6:8); ele pode ser abordado diretamente, como um Pai, por todos os cidadãos (6:9); Ele é capaz de ver até mesmo as coisas secretas (6:4,8); e ele é capaz de prover não somente para os cidadãos humanos, mas até mesmo para os reinos vegetal e animal (6:28-30). “Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir” (Isaías 59:1).

Tendo em vista que o Rei do Céu não tem nenhuma das deficiências dos governadores humanos, não há necessidade das hierarquias intermediárias e preocupações externas que caracterizam as organizações do mundo. Desde que o Rei está sempre ciente das ações e motivos de cada um, os cidadãos do reino dos céus não devem ter necessidade de se preocuparem com impressionar uns aos outros. Não são obtidas promoções por grandes feitos vistos pelos homens. De fato, não há hierarquia na qual se é promovido. Além do mais, atos feitos meramente para a glória dos homens perdem o seu valor diante do Rei, que julga os motivos (6:2). As realizações em favor do Rei podem e devem ser secretos, assim demonstrando o motivo adequado e confiando no Rei para que ele veja e galardoe (6:3-4, 16-18). Desde que o Rei tem um relacionamento pessoal com cada cidadão, não é necessário demonstrar nossa ligação íntima com ele a outros cidadãos por meio de orações públicas. O Rei pode ouvir-nos até mesmo em lugares escondidos. Orações longas e repetitivas são sem sentido, desde que Ele sabe o que precisamos antes que o peçamos (6:5-7). Uma vez que o Rei está ciente de todas as necessidades dos cidadãos e é capaz de provê-las, não há necessidade de se preocupar com acumular tesouros (6:19-21) ou estar ansioso pelas necessidades desta vida (6:25-34). “Pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas” essas coisas (6:32).

O exemplo simples de oração (6:9-13) dado por Jesus ilustra cada um destes pontos: a íntima ligação pessoal com o Rei (“Pai nosso”), a dependência e confiança nele para prover nossas necessidades (“O pão nosso...dá-nos hoje”) e responsabilidade direta com o Rei (“perdoa-nos as nossas dívidas”). Essa oração também ilustra o único interesse que os cidadãos podem ter, e devem ter, como resultado da eliminação das distrações que são parte dos reinos terrestres. “Venha o teu reino” (6:10) é mais do que um pedido pela vinda do Reino. É uma expressão de fidelidade ao Rei e seus propósitos. Na realidade é uma definição do reino: a vontade de Deus sendo feita na terra (e em nós) do mesmo modo como é cumprida no céu. Essa visão clara, centralizada, de nosso lugar no reino é ilustrada pela bênção de uma boa visão, que inunda o corpo com informação necessária para agir corretamente (6:22-23), e pela impossibilidade de servir a dois mestres ao mesmo tempo (6:24).

A participação no reino dos Céus exige uma devoção ao Rei que poucos atingirão (7:13-14). Expressões de devoção (“Senhor, Senhor”), ou mesmo grandes realizações em nome do Rei (7:21-22) não são suficientesSsão até mesmo contra as leis do ReiSse não forem a vontade do Pai.

Com Deus, o Filho como nosso Rei, podemos dar toda a força de nossa lealdade, atenção e atividade somente a ele. Buscar louvor, posição ou posses, tudo são distrações características das organizações mundanas, com seus governantes imperfeitos e egoístas. Nosso Rei sabe e pode prover tudo o que verdadeiramente necessitamos. Mas “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas cousas vos serão acrescentadas” (6:32-33).


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