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Restaurando as
Igrejas do Novo Testamento


Tem havido muitos esforços de "restauração" desde que os apóstolos saíram pregando. Estes esforços surgiram mais freqüentemente quando as pessoas perceberam que as igrejas que declaravam ligação com Cristo tinham se deixado levar para longe dos ensinamentos dele. Elas foram vistas como tendo cessado de ser o que o evangelho exigia delas e, ainda que permanecessem de portas abertas no mesmo ponto, a "mercadoria" tinha sido radicalmente alterada.

A presença do Novo Testamento no mundo tem continuado como uma lembrança perturbadora de como se esperava que as coisas fossem "no começo" e como deveriam ser ainda. Por isso, sempre e onde quer que a Bíblia comece a ser levada a sério entre os cristãos nominais, pode-se esperar que alguém diga, com preocupação: "Deixamo-nos levar para longe do Senhor e é necessário que retornemos à sua palavra."

A idéia da restauração não é estranha à Bíblia. Ela presume duas coisas: 
1. que há um padrão imutável pelo qual espera-se que o povo de Deus opere e 2. que um afastamento desse padrão exige arrependimento e retorno.

Jeová deu um modelo de vida e de adoração a Israel no Monte Sinai. O projeto para a "tenda da congregação" foi minuciosamente pormenorizado e esperava-se que não houvesse desvio dele, uma vez que era uma expressão da sabedoria de Deus (Êxodo 25:9; 40:16). Exatamente assim, de modo cuidadoso e fiel, o Senhor queria que seus estatutos fossem guardados. Ele queria um povo que O amasse absolutamente (Deuteronômio 6:4-5) e manifestasse esse amor guardando todos os seus mandamentos sempre (5:29) sem alteração (4:2) e sem desvio (5:32). Estes mandamentos envolviam pureza moral e justiça, e também a adoração e o arranjo de seu povo para essa adoração. Os israelitas foram punidos por causa da imoralidade (Números 25) e por causa dos desvios das ordenanças referentes à adoração e ordem (Números 15:32-36;  Levítico 10:1-2; Números 16).

A história de Israel é uma história de contínuos afastamentos da lei de Deus (Atos 7:51-53) e de apelos semelhantes repetidos por profetas de Deus para que retornassem (Jeremias 3:22;  6:16). Quando o povo era restaurado na fidelidade, era sempre o resultado de seu redescobrimento da palavra de Deus e uma reaplicação de seus princípios às suas vidas. Assim, foi nos dias do Rei Josias de Judá (2 Reis 22,23). Naturalmente, com muita freqüência, os apelos dos profetas eram rejeitados pela maioria, mas sempre havia um restante que respondia (Romanos 9:27). Comentando sobre estes eventos, o apóstolo Paulo diz: "Estas cousas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado" (1 Coríntios 10:11).

Nesta última era da história humana, Deus nos deu, não por profetas mas por seu próprio Filho, um modelo da verdade que é calculado não somente para redimir as almas dos homens perdidos, mas para governar sua vida e serviço, como seu povo. Não era por acidente que os discípulos do Senhor se reuniam em congregações locais chamadas igrejas (1 Coríntios 11:16;  Romanos 16:16) ou que elas eram semelhantes em suas formas de adoração e organização (Hebreus 10:24-25; Atos 20:7; 1 Coríntios 16:1-2;  Atos 2:42; Efésios 5:19). O Salvador tinha entregue toda a verdade aos apóstolos (João 16:13); os apóstolos tinham-na ensinado (Atos 20:26-27) e a igreja tinha-a seguido (2:42). Os apóstolos não variavam seus ensinamentos de acordo com suas tendências ou os desejos de seus ouvintes mas, guiados pelo Espírito Santo, ensinavam a mesma coisa "por toda parte,…em todas as igrejas" (1 Coríntios 4:17;7:17). Paulo fala da forma ou modelo deste ensinamento (Romanos 6:17) e insiste com Timóteo para que mantenha "o padrão das sãs palavras que de mim ouviste" (2 Timóteo 1:13) e as confie a outros homens fiéis (2:2). Quando homens ou igrejas se desviaram desse modelo, foram reprovadas e chamadas ao arrependimento (Apocalipse 2:1-5,14-16; 3:1-3).

Pedro nos assegura que a palavra do evangelho que eles pregavam permaneceria para sempre verdadeira (1 Pedro 1:25). É por esta razão que procuramos restaurar as igrejas concordando com o padrão do Novo Testamento no século vinte,  sendo nós mesmos restaurados no caminho do Senhor e convidando outros a fazerem o mesmo. Mesmo que muitos não estejam fazendo isso, não será fracasso para aqueles que estão fazendo. Ainda que eles sejam apenas um restante, o Senhor sempre terá seu povo (Romanos 11:5).

- por Paul Earnhart


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