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Relações Entre
as Igrejas Locais
Relações diretas entre as igrejas locais era uma proposição limitada no Novo
Testamento. Em uma ocasião (Atos 15) os irmãos de Antioquia vieram a Jerusalém
para certificarem-se de que a igreja de Jerusalém não se punha entre eles e a
revelação de Deus. Outro caso envolvia diversas congregações, cada uma
escolhendo seu próprio mensageiro e enviando auxílio aos santos de Jerusalém
porque eram objeto de caridade (2 Coríntios 8).
Relações indiretas entre igrejas envolviam igrejas enviando salários ao mesmo
pregador quando ele trabalhava em outra cidade (2 Coríntios 11:8). Também cada
igreja tinha que obedecer aos ensinamentos dos apóstolos (1 Coríntios 4:17;
7:17). Igrejas eram usadas como exemplos de generosidade (2 Coríntios 8);
de fé (1 Tessalonicenses 1); e de infidelidade (Apocalipse 3). Elas
saudavam umas às outras (Romanos 16; 1 Coríntios 16) e Paulo orava por todas
elas. O homem moderno fica estarrecido por ter havido um contato tão pobre
entre as igrejas em vista da tarefa que estava diante delas. Os apóstolos eram
pobres, as igrejas que eles tinham que estabelecer seriam pobres também.
Poderiam eles pregar o evangelho a todo o mundo?
Primeiro, os apóstolos estavam prontos a dar a cada homem uma resposta pela
esperança que havia neles (1 Pedro 3:15). E segundo, os primitivos convertidos
eram zelosos como os apóstolos, pois eles "…iam por toda parte
pregando a palavra" (Atos 8). Esta era uma busca séria por almas.
Como estes professores trabalhavam cada dia, publicamente e de casa em casa!
Em terceiro lugar, havia igrejas locais envolvidas em espalhar a palavra. "Porque
de vós repercutiu a palavra do Senhor não só na Macedônia e Acaia, mas também
por toda parte se divulgou a vossa fé para com Deus" (1
Tessalonicenses 1:8). Fica-se surpreso ao saber que não havia sociedades
missionárias ou igrejas patrocinadoras para ajudar na obra. Não havia conferências
estaduais da juventude ou retiros cristãos, nenhum evento esportivo regional
para igrejas, etc. Certamente, na mente de muitas pessoas verdadeiramente
comprometidas de hoje, todos estes programas deveriam estar funcionando.
Esta simplicidade não era acidental. Hebreus 7:14 assume que conhecemos a regra
que estabelece as fronteiras de Deus. "Pois é evidente que nosso
Senhor procedeu de Judá, tribo à qual Moisés nunca atribuiu sacerdotes."
Ele diz que os homens da tribo de Judá não podiam ser sacerdotes. Deus nomeou
especialmente os filhos de Arão para serem sacerdotes. Seu mandamento específico
tinha um efeito limitado. Exatamente assim, a autoridade dos presbíteros é
confinada a cada rebanho, pela mesma regra. "Pastoreai o rebanho de
Deus que há entre vós" (1 Pedro 5:2). A centralização da obra
da igreja estava fora da autorização dada por Deus.
Estas igrejas cooperavam? Naturalmente. Cada igreja (e cristão) estava
trabalhando com a mesma tarefa todo o tempo: pregar o evangelho ao mundo. O
mundo estava em toda a parte, e cada criatura era o alvo. Cada igreja estava
trabalhando no mesmo projeto - "todos" - todo o tempo. Cada igreja,
cada irmão ou irmã, e cada pregador, estava levando a palavra de Deus ao
mundo. Isso era cooperação, na maneira bíblica. Uma igreja era fiel,
dependendo de sua relação com Deus, mesmo se ela não soubesse de nenhuma
outra igreja no mundo.
Os dois exemplos no Novo Testamento de igrejas sustentando pregadores não
envolvem nenhum contato entre as igrejas. "Despojei outras igrejas,
recebendo salário, para vos poder servir…" (2 Coríntios
11:8). "E sabeis também vós, ó filipenses, que no início do
evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja se associou comigo no
tocante a dar e receber, senão unicamente vós outros; porque até para Tessalônica
mandastes não somente uma vez, mas duas, o bastante para as minhas
necessidades" (Filipenses 4:15-16).
Estes eventos foram ocasiões diferentes. Isto é visto pela diferença em: Œ
a linguagem, "igrejas" contra "somente vós";
o lugar, "Corinto" contra "Tessalônica"; e Ž
o tempo, "no início do evangelho" contra o fim, em
"Corinto." Isto significa que o exemplo de sustentar pregadores
sempre foi direto, era cuidar de suas necessidades, era apreciado e relatado
pelo pregador, e também ajudava o doador tanto quanto aquele que recebia. Este
modelo responde às necessidades da pregação sustentada pela igreja e não
levanta nenhum problema para o futuro.
A verdadeira independência era a razão de haver tão poucos contatos entre as
igrejas. Cada igreja ficava na mesma relação de igualdade com a grande missão
como qualquer outra igreja. Cada igreja planejava seu próprio trabalho, para
ser financiado pelo seu próprio dinheiro. As Escrituras são notavelmente
silenciosas com respeito a qualquer igreja fazendo planos para gastar fundos de
outra igreja. Tal planejamento teria enchido o Novo Testamento com mapas de
organização e regulamentos.
O presidente de uma companhia de seguros disse ao seu pessoal que os seus
100.000.000 clientes tinham comprado suas apólices individualmenteSuma por uma.
Isto ilustra para nós que ensinamento, e não grandes organizações, é a
chave do crescimento. É, também, eminentemente de acordo com as Escrituras.
A simplicidade do modelo de Deus! Cada igreja local sendo cuidada por seus
próprios presbíteros (1 Pedro 5:2). Cada igreja sustentando pregadores de sua
própria escolha. Cada igreja cuidando de seus próprios necessitados, com seus
próprios servos.
Eficaz? O mundo ouviria o evangelho em uma única geração (Colossenses 1:23).
- por Harold Dowdy
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