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O Desafio das
Eras
Um grupo de cientistas se reuniu
recentemente para discutir como fazer a camada de ozônio da terra que estava se
acabando voltar ao estado original. Várias soluções foram apresentadas,
como aplicar ozônio de volta na atmosfera. Apesar de algumas propostas
ambiciosas e de amplo alcance, o consenso era que qualquer plano parece um tiro
no escuro, mas algum plano é essencial se a vida como a conhecemos vai
continuar.
As conseqüências do pecado no Éden devem ter parecido igualmente insuperáveis.
Assim que Deus tinha acabado de tirar as mãos de uma criação perfeita o
primeiro casal humano se rebelou, arruinando o seu jardim perfeito. Deus
deve ter sentido profunda angústia quando expulsou Adão e Eva do jardim, assim
como um pai justo se machuca quando o filho que ele instruiu espiritualmente
cresce e cai vítima da dependência das drogas ou da imoralidade.
A diferença entre Deus e o pai decepcionado é que Deus já previu a
possibilidade, até mesmo a probabilidade, de seus filhos se rebelarem.
Desejando ter comunhão com os que o amam, mas sabendo que o pecado poderia
romper esse relacionamento, Deus traçou um plano misericordioso para estender
uma ponte sobre o abismo. Esse objetivo estava em sua mente antes dele
formar a criação por meio de sua palavra. Sua planta detalhada,
desvendada em Romanos 8:29-30, revela tanto o amor quanto a complexidade de Deus
em restaurar o homem ao seu estado original. Paulo afirma: "Porquanto
aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à
imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.
E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, esses também
justificou."
Sermos conformes ao Filho, justificação, glorificação S quão impossível
esses alvos elevados devem ter parecido quando se deu o pecado. Milligan
observa com muita propriedade: "Durante muito tempo, esse foi o mistério
dos mistérios . . . Quando os anjos pecaram, esse foi o fim do período de sua
prova. A esperança deles então se esvaneceu para sempre . . . E é bem
provável que, quando o homem pecou e caiu, as maiores inteligências criadas do
universo que conheciam o evento tenham considerado seu caso igualmente
desesperado".
Assemelhar-nos com o Filho. João revela que no princípio "e o
Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus" (João 1:1). Aí
estava uma pessoa da divindade, um participante da criação (João 1:3), santo
e exaltado, mas no céu. Assim como a supremacia de Oscar numa quadra de
basquete inspire os jovens a praticar e dominar o jogo, o homem também
precisava mais que nunca de um exemplo de verdadeira obediência na terra.
O fluxo da influência ímpia do pecado precisava ser exterminado.
Os capítulos iniciais de Gênesis refletem esse espiral que se volta para baixo
nos descendentes de Adão. A ira e a violência de Caim ao matar seu irmão
devem ter sido alimentadas pela desobediência de seus pais. Embora dos
descendentes de Sete tenha saído o servo de Deus excepcional que era Enoque, a
linhagem de Caim ficou cada vez mais corrompida. A miscigenação dos
descendentes de Caim com os de Sete causaram uma perversidade que levou Deus a
se arrepender de ter criado o homem. Noé e sua família foram os únicos
indivíduos por quem Deus poupou a criação, sem exterminá-la da face da
terra.
Justificação. Um só exemplo de santidade não daria certo sem que se
arranje um modo de perdoar o homem. Deus não poderia fechar os olhos para
o pecado do homem e compactuar com ele, da mesma forma que um juiz jamais
poderia perdoar um assassino culpado, sem prejudicar a sua integridade.
Mais uma vez, Milligan realça o dilema, afirmando que os anjos "sabiam que
Deus era justo, que era imparcial, e seu governo deve ser e vai ser mantido; e,
portanto, é muito provável que os anjos, bons e maus, considerassem o homem
perdido S para sempre perdido S no momento em que ele transgrediu no Éden".
Além do mais, a base do perdão teria de ser estendida a cada ser humano por
todo pecado que cometesse.
Glorificação. Para que o homem glorifique a Deus, ele deve se
dedicar em fazer a sua vontade. O perdão e a imitação requerem um meio
de se erguer acima da tentação. O exemplo de Noé serve de lembrete.
Deus deu condições a ele e a sua família para que sobrevivessem ao dilúvio e
saíssem vitoriosos da arca para uma terra que tinha sido purificada
eliminando-se todos os homens pecaminosos (Gênesis 8:15-22). Mas, até
mesmo no capítulo seguinte, há um registro de Noé se embriagando, o que deu
margem para que Cam pecasse mais ainda, ocasionando a ira de Deus sobre os seus
descendentes.
Apesar desse contexto lamentável, o que fica claro é que Deus tinha aceitado o
desafio de pôr o seu plano em funcionamento. Este tema é desenvolvido
por todo o restante da Bíblia, à medida que Deus cumpre a execução de seu
desígnio divino.
- por Matt Qualls
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