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A Ressurreição,
a Ascensão e a Coroação
Várias coisas passaram pela cabeça das
mulheres que foram visitar o sepulcro logo no primeiro dia da semana (Marcos
16:1-2). Elas estavam levando ungüentos para concluir o que tinham
iniciado apressadamente no dia anterior ao sábado (Marcos 16:1; João
19:38-40). Pesava-lhes na mente a preocupação de como poderiam conseguir
acesso ao sepulcro (Marcos 16:3). Logo, nenhuma destas preocupações
importaria mais.
Em vez de um túmulo lacrado, encontraram uma pedra tirada. Em vez de um
lugar vazio, viram um anjo de branco. Em vez de tristeza, encontraram
alegria. Em vez de uma mensagem de condenação, foram saudadas com uma
mensagem de esperança. Cristo ressuscitou!
A morte não tinha conseguido vencê-lo (Atos 2:30-31). Ele tinha
sacrificado a vida e a recuperou (João 10:17-18). Em sua ressurreição,
a "corrupção" se transformou em "incorrupção";
a "desonra" foi substituída pela "glória"; e
a "fraqueza" foi conquistada pelo "poder" (1
Coríntios 15:42-43). Não surpreende que as mulheres tenham corrido para
anunciar aos outros com "medo e grande alegria" (Mateus 28:8).
O próprio Jesus tinha predito esse grande acontecimento. Ele tinha dito:
"Destruí este santuário, e em três dias o reconstruirei" (João
2:18-22). Sua promessa de "edificar a sua igreja" abrangia a
declaração de que "as portas do inferno não prevalecerão contra ela"
(Mateus 16:18). Em Atos 2:31-32, Pedro mostra como o sepulcro não
conseguiu segurar o seu corpo, nem o Hades, o seu espírito. Sua morte,
seu sepultamento e a sua ressurreição precederam à "edificação"
de sua "igreja" (Atos 2:47). Essas são apenas algumas de muitas
passagens semelhantes. Mas, ainda assim, quando aconteceu, foi
surpreendente e assustador.
Um rol impressionante de testemunhas e de fatos confirmam a ressurreição de
Cristo. Incluídos nessa lista encontramos os anjos (Mateus 28:5-6), Maria
Madalena (Marcos 16:9-11), os homens do caminho de Emaús (Lucas 24:15-24), os
discípulos (João 20:24-28), mais de quinhentas testemunhas (1 Coríntios 15),
as passagens do Antigo Testamento (Salmo 16:10), a guarda subornada (Mateus
28:11-15), o sepulcro vazio (Lucas 24:1-3), o começo da pregação do evangelho
(Atos 2:32-36) e a própria existência da igreja (Mateus 16:18; Atos 2:47).
A ressurreição confirma a identidade de Jesus como Filho de Deus (Romanos
1:4). Demonstra o seu poder sobre a morte e sobre o pecado (Hebreus
2:14-16). Abre-nos uma porta de esperança e de promessa (1 Coríntios
15:20; 1 Pedro 1:3). Mas a ressurreição é apenas o começo de seu
retorno para o alto e das boas coisas que se seguiriam (Hebreus 12:2).
Após um período de 40 dias de instruções (Atos 1:3), chega a hora de Cristo
"subir" aos céus (João 20:17). Os discípulos observam-no ser
"levado" e uma "nuvem" o recebe levando-o até que não
podem mais vê-lo (Atos 1:9). Não precisa muita imaginação para ligar
essa subida com a investida de poder profetizada em Daniel 7:13,14.
Pedro, em sua mensagem, sustenta que o "Espírito Santo derramou isto
que vedes e ouvis" era o resultado de Cristo estar à direita de Deus
(Atos 2:32-33; João 7:39; 15:26). Além de servir de explicação do que
acontecia naquele dia, isso nos comprova que Cristo estava de fato no lugar do
poder e da majestade (o verdadeiro significado da expressão "direita de
Deus").
Zacarias profetizou que Cristo seria "sacerdote e rei" no mesmo trono
(Zacarias 6:12-13). Uma vez que Cristo é agora o nosso Sumo Sacerdote
(Hebreus 8:1), é agora o nosso Rei. Como nosso Sumo Sacerdote, ele
entrou no próprio céu (Hebreus 9:23) para assegurar-nos a "eterna
redenção" por seu sangue (Hebreus 9:11-12). Tendo "feito a
purificação dos pecados", assentou-se à direita de Deus (Hebreus 1:3).
Todos os tipos, sombras e figuras da expiação se concretizaram e se
completaram naquele dia em que Cristo entrou na presença de Deus enquanto uma
hoste celeste cantava de júbilo (Apocalipse 5:7-14). Na verdade, "agora,
veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo .
. ." (Apocalipse 12:5-11).
Regozijemo-nos pelo fato de que Jesus não está morto num sepulcro, mas bem
vivo à direita de seu Pai. Como nosso Sumo Sacerdote, ele intercede a
nosso favor (Hebreus 4:14-16; 7:24-25). Como nosso Rei, ele governa e
reina nos corações dos homens (João 18:36-37). Por meio de sua ascensão,
posso ter certeza de que ele está nas alturas. Mediante o seu governo
como Sumo Sacerdote e Rei, posso ter paz com Deus, e tenho a sua vontade
revelada para guiar-me para o meu lar no céu.
- por Brian Sullivan
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