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"Nada
Disponhais Para a Carne"
por Gardner Hall
Num vôo recente de Miami a Newark, sentou-se ao meu lado um senhor cubano
chamado Rodriguez. Em poucos minutos, ele abriu mão das formalidades e
passou a me contar de torturas e de aprisionamentos que teve com a família sob
o governo de Fidel Castro. Ao falar, seus olhos pareciam bolas de fogo,
cheios de ódio por tudo que se relacionasse com o sistema comunista. Ficou
óbvio bem ali naquele momento que, quando o Sr. Rodriguez pensa no
marxismo, ele não tem ilusões sobre as promessa políticas se igualdade e de
justiça para os pobres, porque para ele significou separação dos entes
queridos, dor, vergonha e angústia. Simplesmente não é possível que de
algum modo ele jamais se torne um comunista ou dê apoio a esse sistema.
A postura do Sr. Rodriguez em relação ao comunismo é muito semelhante à
postura que devemos ter para com os pecados da carne. A idéia de dar
lugar (lit., pensar de antemão em) à carne para satisfazer as suas
concupiscências deve ser tão estranha a nós quanto seria para o meu amigo
anticomunista a idéia de enviar armas aos subversivos comunistas.
Infelizmente, em vez de abominar os desejos pecaminosos da carne, muitos cristãos
ficam hipnotizados pela avalanche de atrativos na mídia que remetem para a
carnalidade e embarcam no mundo, voando como pássaros, tentando obter toda
gratificação que podem, sem perceber que se direcionam para os penhascos, rumo
à destruição.
Como podemos preservar a nossa pureza e não dar lugar à carne quando seus
atrativos são tão predominantes em quase cada aspecto de nossas vidas?
Como não dar
lugar à carne
1. Odeie-a.
Contemple os lares dilacerados, a dor, a falta de confiança e o desespero
por que passam aqueles que se rendem à carne. Examine as vidas infelizes
dos entes queridos e dos cristãos antes fortes, que agora caíram e estão
portanto como aleijados espiritualmente, se não mortos.
Examinando além da fachada glamorosa que a carne tenta apresentar e ficando
face a face com a sua dura realidade, será injetado em nós uma boa dose de ódio
por ela que nos deixará tão imobilizados por suas seduções superficiais
quanto o meu amigo cubano pela propaganda do comunismo. Não associaremos
a carne ingenuamente com o glamor, com as festas ou com Hollywood, mas com a angústia,
com o egoísmo, com a ganância e com outros frutos da carne e assim não
teremos nenhuma dificuldade em obedecer à admoestação do Senhor em Salmos
97:10: "Vós que amais o Senhor, detestai o mal".
2. Fuja dela! As pessoas que amam a vida não brincam com barris de
lixo nuclear, com garrafas de gás asfixiante prejudicial ao sistema nervoso nem
tubos de teste do vírus da AIDS. Os cristãos puros que amam a Deus e as
suas almas aprendem a não brincar com filmes sugestivos, lisônjeas excessivas,
álcool, roupas escandalosas (na praia ou nas ruas), situações
comprometedoras, esquemas de venda de enriquecimento fácil ou qualquer outro
tipo de atividade que envolva alguém em brincar com os desejos da carne.
Os cristãos fracos que insistem em praticar ou defender essas atividades são
francamente ingênuos sobre o perigo que apresentam e são os primeiros a ver
seus filhos levados para o mundo, se é que não se deixam levar eles mesmos.
"Fugi da impureza", e "das paixões da mocidade" evitando
cada aparência do mal! (1 Coríntios 6:19; 2 Timóteo 2:22; 1 Tessalônicenses
5:22).
3. Seja otimista quanto à vitória sobre ela! "Ninguém é
perfeito." "Todo o mundo erra em alguma coisa." "Eu
sou muito fraco, e as tentações são tão fortes." Essas afirmações,
embora verdadeiras em alguns contextos, muitas vezes são formuladas na
tentativa de elevar a carne como uma espécie de monstro invencível, para que não
apareçamos nem nos sintamos muito mal quando nos unimos ao mundo e nos
entregamos a ele. Essa postura derrotista revela uma falta de confiança
em Deus, que nos deu um "espírito . . . de poder, de amor e de moderação"
(2 Timóteo 1:7). A vitória final pode ser obtida por qualquer pessoa que
realmente a queira, apesar de tropeçarmos, porque Deus dá a armadura
apropriada para vencermos a carne. Considere-se mais poderoso pela graça
de Deus do que qualquer concupiscência superficial que Satanás possa usar para
derrotá-lo e recuse-se a dar desculpas furadas para se entregar à carne ou
tratá-la como se fosse invencível.
Os cristãos que pensam de antemão nos pecados da carne, odiando-os, fugindo
deles e tendo a confiança da vitória sobre eles obterão a vitória. E,
após 10 mil anos no céu, não teremos muita dificuldade de ver tais desejos
como a isca superficial e vazia que na verdade são.
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