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Vamos fazer um acordo?

Muitas vezes impressionei-me com a audácia de Abraão em Gênesis 18. Abraão foi informado pelo Senhor que “o clamor de Sodoma e Gomorra tem-se multiplicado” e que ele pretendia examinar as cidades para confirmar seus pecados (18:20-21).

O Senhor deve ter sugerido que estas cidades poderiam ser destruídas, porque Abraão começou a suplicar a favor dos indivíduos justos dentro das cidades, O Senhor destruiria a cidade se cinquenta justos fossem encontrados nela? O Senhor concordou em não destruir a cidade por causa de cinquenta justos, mas Abraão não tinha terminado. E se tivesse 45? Ou 40? Cada vez Abraão perguntou se o Senhor pouparia a cidade se um certo número de justos fossem encontrados nela e o Senhor concordou. Seis vezes Abraão fez seu pedido a Deus por misericórdia até chegar ao ponto que a cidade seria poupada se houvesse apenas dez pessoas justas morando lá!

À primeira vista Abraão quase aparenta ser presunçoso nos seus pedidos. A história, no entanto, ilustra a eficácia da intercessão fervorosa de um homem justo (Tiago 5:16). Ilustrando a mesma verdade, o grande líder Moisés mais tarde intercederia a favor da nação de Israel, levando o Senhor a se arrepender “do mal que dissera havia de fazer ao povo” (Êxodo 32:7-14).

Há uma diferença entre interceder com Deus e negociar com ele num assunto de justiça. Infelizmente, alguns pensam que um homem pode negociar com Deus sobre sua vontade revelada. “Sei o que a Bíblia diz, mas com certeza Deus não vai cobrar isso tudo de nós!”

Todos conhecem situações nas quais alguém levou um refém e foi cercado por oficias da lei. Eles chamam pela soltura do refém, mas a pessoa que tomou o refém faz certas exigências em troca da liberdade do refém. Negociadores muitas vezes são chamadas e às vezes alguma negociação é feita na qual ambas as partes relaxam um pouco as suas exigências iniciais até certo ponto.

As negociações com Deus são sempre unilaterais porque Deus não negocia. Os homens se convencem a si mesmos que Deus concordará com o “negócio” que estão oferecendo e agem de acordo. “Serei um bom marido e pai e Deus não irá reparar o fato que não tenho o direito, de acordo com as Escrituras, de estar casado com minha esposa atual.” “Reconheço que a Bíblia não autoriza a música instrumental na adoração, mas tenho certeza que Deus não está falando sério sobre detalhes tão insignificantes.” “Eu vou à igreja fielmente se Deus não reparar nas ‘mentirinhas’ que conto nas minhas negociações comerciais.”

Há pelo menos dois erros nesta maneira de pensar. Primeiro, Deus não é obrigado a negociar. Não temos nenhum poder sobre Deus para obrigá-lo a fazer concessões na sua vontade. Segundo, Deus permanecerá um Deus justo. Ele não deixará de lado a sua justiça ignorando um pecado, só porque o homem acha que seus termos são duros demais. Todos nós devemos aceitar a Palavra de Deus sem alterações.

–por Allen Dvorak


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