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Uma mudança na organização de igrejas locais

No Novo Testamento aprendemos que congregações do povo de Deus eram lideradas por homens conhecidos como presbíteros. Ao escrever próximo ao fim de sua vida, o apóstolo Paulo instruiu a Timóteo e Tito a respeito das qualificações de tais homens, mas Lucas registra que a igreja em Jerusalém já tinha presbíteros em Atos 11:30 (i.e. até mesmo antes da primeira viagem missionária de Paulo). No contexto da primeira viagem missionária de Paulo, presbíteros foram escolhidos nas novas congregações em Pisídia (Antioquia), Icônio, Listra e Derbe (Atos 14:23).

Lemos novamente sobre presbíteros na igreja em Jerusalém em passagens como Atos 15 e 21. A igreja em Éfeso tinha presbíteros que encontraram com Paulo na volta de sua terceira viagem missionária (Atos 20:17). Resumindo, a organização da congregação local com a pluralidade de presbíteros como “supervisores” não era apenas para Jerusalém nem se limitava aos dias primitivos da igreja (veja Filipenses 1:1).

No entanto, até a época do Concílio de Nicéia (325 d.C.) se tornou comum para cada congregação ter um bispo que era superior em autoridade ao grupo de presbíteros. A organização das igrejas locais e da igreja universal mudaria mais ainda com o tempo, mas como esta mudança básica aconteceu?

Houve vários passos pequenos e aparentemente inocentes que levaram a esta mudança na organização da igreja local. Aparentemente, em muitas das congregações primitivas era comum para os presbíteros da congregação escolherem um dentre eles para presidir sobre suas reuniões. Este presbítero, às vezes, era chamado de “presidente” nas escritas de cristãos primitivos e também presidiam sobre o culto da congregação (por exemplo, Justino o Mártir [c. 150 d.C.], Apologia). Também parece que, com o tempo, o termo “bispo” com sua ênfase etimológica em “supervisão”, começou a ser aplicado mais exclusivamente a este “presidente”. Também é fácil entender como um presbítero, devido às suas qualidades de liderança ou à sua personalidade dominante, poderia ficar com este papel numa base mais permanente.

Em aproximadamente 150 d.C., Inácio de Antioquia escreveu uma série de cartas às igrejas enquanto estava sendo transportado a Roma onde subsequentemente seria martirizado. Nestas cartas ele encorajou os “presbíteros de uma congregação local a se submeterem ‘ao bispo’”. É possível que Inácio estava descrevendo a organização que ele preferia em vez da que era comum nas igreja locais nos seus dias, mas as igrejas caminhavam naquela direção. Inácio aparentemente achou que os falsos ensinamentos poderiam ser enfrentados com mais eficácia com tal organização.

No Novo Testamento, as palavras “bispo” e “presbítero” foram aplicadas aos mesmos homens sem distinção nos seus papéis (veja Atos 20:17, 28; Tito 1:5,7; 1 Pedro 5:1-2). Aos poucos, os homens se afastaram desta verdade, talvez com uma motivação louvável (de resistir ao erro eficazmente) e para propósitos apropriados, mas ninguém pode servir a Deus e ter êxito se alterar o padrão divino para a igreja local!

–por Allen Dvorak


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